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Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

As Bibliotecas Escolares na encruzilhada...

...do analógico ao digital

Março 28, 2020

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Dando contuidade à publicação de artigos sobre a necessidade de  redesenhar a Biblioteca Escolar, o Biblio Tubers debruça-se, agora, sobre os desafios criados pela pandemia COVID-19 e o confinamento das populações.

 

As bibliotecas escolares, hoje. Que desafios?

Os desafios que apresentámos no artigo A Biblioteca Escolar impõe-se! mantêm-se atuais e reforçam a necessidade de apostar nos 4C:

1. Conectividade, para ligar os utilizadores ao mundo,

2. Colaboração formal e informal,

3. Criação de conhecimento, e 

4. Comunidade, pois a interação entre pessoas é fundamental para a aprendizagem que é, de facto, uma atividade social.

 

A premência de uma mudança imposta a todas as áreas da nossa sociedade mostra que o caminho que preconizámos para as bibliotecas era uma urgência que, agora, fruto do caos criado pela pandemia, se converteu num imperativo.

As bibliotecas estão numa encruzilhada! Continuam a fazer o mesmo? Ou aproveitam o caos para encontrar a ordem? 

E, se dúvidas havia, veio a confirmar-se que a vertente digital da biblioteca, quase sempre esquecida ou até inexistente, é fundamental. É primordial!

Mas não basta mudar do analógico para o digital. É necessário mostrar o valor da biblioteca, inovando, criando conteúdos e assumindo o papel de provedores de informação confiável e segura. Para isso, as bibliotecas devem centrar-se nos utilizadores e implicar-se na aprendizagem. Só assim o valor das bibliotecas se impõe.

 

Retomando o artigo que deu origem a esta problemática, relembramos a filosofia que defendemos para a biblioteca escolar.

Uma Biblioteca que se impõe é aquela em que o acesso à informação é cada vez mais digital, rápido, fácil e  user friendly. Que permite o trabalho individual, colaborativo e com o apoio de mediadores. Que serve a comunidade em que está inserida. Que favorece:

- a inovação. 
- a comunicação.
- o acesso a novas formas de pensar, de ensinar e de aprender. 

 

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Do analógico ao digital. Como?

A biblioteca tem de acompanhar os grandes desafios dos sistemas educativos, ajudando a encontrar respostas para:

  • O que aprendemos,
  • Como aprendemos,
  • Onde aprendemos,
  • Quando aprendemos.

Nesse sentido, o valor da biblioteca, e de qualquer organismo educativo, é cada vez mais criado horizontalmente, através de a quem nos ligamos e com quem trabalhamos (OCDE).

Para esta mudança de paradigma, o Biblio Tubers acredita que os passos mais importantes a dar são dois.

Por um lado, criar, ou reforçar a identidade digital de cada biblioteca escolar, pois só assim percebem onde se situam, em relação às respostas que devem dar às comunidades que servem. O que implica definirem metas para o que querem alcançar.

"Não esqueçamos que a missão da biblioteca é a de estar presente onde e quando o utilizador necessita, disponibilizando recursos e permitindo conexões e redes de partilha consentâneas com o ADN do organismo que servem." (in O ADN de uma Biblioteca).

Por outro lado, implementar um processo sistemático de curadoria que vise disponibilizar conteúdos de qualidade para ensinar e aprender e assegurar o acesso persistente a dados digitais confiáveis, através da melhoria da qualidade desses dados, do seu contexto de pesquisa e da verificação de autenticidade. 

Vejamos cada um destes passos com mais detalhe.

 

1. A identidade digital da biblioteca escolar

O conceito de identidade digital promove o questionamento conducente a práticas de autoavaliação e consequente melhoria. Nesse sentido, aconselha-se a que cada biblioteca responda a cada uma das vertentes enunciadas na definição abaixo. Este exercício deve ser feito de forma regular, para nortear a ação da biblioteca. 

Vejamos o conceito: 

“Conjunto de canais (plataformas digitais) que uma biblioteca gere e atualiza regularmente para, de forma interessada e organizada, partilhar uma multiplicidade de informação, conteúdos, recursos e serviços - online e/ ou offline - nas comunidades que serve, nomeadamente professores e alunos, com o fim último de melhorar o ensino e a aprendizagem, em todas as suas vertentes”. (J. Borges, 2018).

E agora as questões de fundo a que as bibliotecas devem responder:

  1. Que canais tem a biblioteca?
  2. Qual a periodicidade com que os atualiza?
  3. Qual o critério para a partilha de informação e de conteúdos?
  4. Qual a especificidade dos serviços que presta?
  5. O que a distingue das outras bibliotecas?
  6. Como contribui para melhorar o ensino e a aprendizagem?

 

Não podemos esquecer que a biblioteca deve criar e fazer parte de redes de aprendizagem mais amplas, no sentido de se manter atualizada. Para isso deve:

  • Explorar os interesses e as necessidades da sua comunidade;
  • Estar a par da investigação que é feita nas áreas de interesse em que atua;
  • Estar conectada a outras bibliotecas e instituições da área.

É assim que se criam redes de aprendizagem e é em rede que a identidade digital de cada biblioteca se fortalece e dissemina.

 

2. A curadoria de conteúdos

O grande desafio dos profissionais das bibliotecas é saber encontrar, filtrar, acrescentar valor e disseminar os conteúdos que respondem às necessidades da comunidade que servem.

Curadoria é o processo através do qual selecionamos, analisamos, filtramos, organizamos e partilhamos informação relevante e que nos chega de diferentes fontes. 

 

Nesse sentido, as etapas a seguir para proceder à curadoria de conteúdos são três:

1. Ler / consultar a informação em todo o tipo de canais (blogues, media, redes sociais, podcasts, vídeos,...)

2. Editorializar, isto é:

  • Fazer anotações,
  • Selecionar citações,
  • Resumir,
  • Ligar a outros trabalhos/ artigos/ páginas/...

3. Partilhar

  • Blogue ou página web,
  • Media,
  • Redes sociais.

 

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Servir a comunidade. Que serviços?

Os serviços que as bibliotecas prestam são fundamentais, devendo caracterizar-se pela fiabilidade, rapidez de resposta e personalização.

Os serviços que o Biblio Tubers defende adequam-se ao paradigma digital.

Se não vejamos:

  • Solicitar apoio com especialistas.
  • Ter acesso a sessões de literacia online.
  • Reservar salas para trabalho de grupo online com o apoio de um tutor se necessário e o acesso a recursos como: vídeoconferência, fórum de discussão, partilha de documentos, criação de documentos colaborativos.
  • Requisitar micro aulas temáticas.
  • Requisitar micro sessões para utilização de ferramentas, recursos da biblioteca, desenho de unidades didáticas para apoiar os docentes no ensino a distância.
  • Requisitar portáteis, tablets, câmaras, colunas, headphones, microfone, tripés... que, no contexto atual poderão ser entregues em casa, a partir dos meios que cada escola terá definido.
  • Ter acesso a recursos abertos, organizados por áreas temáticas e facilmente recuperados através de palavras chaves ou grande categorias.
  • Ter acesso a um repositório com resumos da matéria em formato áudio (podcasts) ou vídeo.
  • Contar com o serviço de help desk .

 

Nota: O serviço de help desk tem como funções acolher, informar, formar e orientar. Deve responder sempre que possível em tempo real, disponibilizando para isso os seguintes recursos que permitem a interação com o utilizador: 

  • FAQs,
  • Chat e/ou videoconferência, 
  • Formulários online,
  • E-mail de contacto.

Oiça aqui a síntese do artigo:

Educação, Hoje

Perspetivas globais sobre a educação | OCDE

Março 24, 2020

Andreas Schleicher, Diretor do Departamento de Educação e Competências em Educação da OCDE, lançou, no passado dia 23 de março, um documento que, tendo em conta os dados do relatório TALIS de 2018 (Teaching and Learning International Survey), pretende deixar pistas para responder à grande questão que a Escola enfrenta atualmente: 

Como podem os professores e os sistemas educativos responder à pandemia do COVID-19?

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O Biblio Tubers apresenta as ideias principais deste documento, que está organizado em torno de quatro recomendações:

  1. Tirar partido da tecnologia
  2. Capacitar os professores e fomentar a inovação
  3. Criar comunidades
  4. Redefinir a liderança

 

A colaboração nacional e internacional, o redesenhar de currículos, a importância da identidade digital dos profissionais da educação e a criação de redes de aprendizagem são os grandes desafios que Andreas Schleicher nos deixa. 

Educação, Hoje

As 10 recomendações da UNESCO, anotadas

Internet e Web: o tempo das comunidades

Março 20, 2020

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O mundo que conhecemos, hoje, reflete a evolução da internet, que influencia todas as áreas da nossa vida. Pessoal, profissional e social. Isto é, determina a forma como trabalhamos, nos divertimos, viajamos, fazemos compras...

Criada pelo exército americano em 1960, foi no final dos anos 80 do século XX que a internet começou a ser utilizada pelas empresas e universidades. A primeira página web foi criada em 1993.

Atualmente, não nos imaginamos sem ela. Como comunicaríamos? Como viveríamos em comunidade? Como nos ligaríamos?

E a resposta a estas perguntas torna-se mais pertinente quando, mercê da pandemia,  o mundo está a aprender... a ajustar-se... a tropeçar para ir mais longe... E o teletrabalho, o ensino a distância, a comunicação virtual estão aí para ficar. O mundo nunca mais será o mesmo.

As bibliotecas têm a missão de ligar pessoas, criar e servir comunidades. Fisicamente é cada vez mais difícil. Pela desadequação da oferta? Pela concorrência quase desleal de um mundo cada vez mais virtual e sempre acessível? Provavelmente.

As bibliotecas têm vindo a definir estratégias para se adequarem a estes tempos, apostando em programas digitais e na disponibilização de conteúdos e serviços online. "Ou seja, não os vences, junta-te a eles".

As organizações internacionais, cientes desta mudança de paradigma, mais acelerada do que seria expectável no final do ano 2019, têm lançado recomendações neste sentido.

Na área da educação, destacam-se as 10 recomendações da UNESCO, anotadas aqui pelo Biblio Tubers.

Clique na apresentação para a consultar:

10 recomendações sobre ensino a distância da UNESCO

3 técnicas para aprender a aprender de acordo com a neurociência

Conselhos para os estudantes rentabilizarem o tempo e aprenderem mais e melhor

Fevereiro 03, 2020

Não restam dúvidas,  se soubermos como funciona o nosso cérebro, podemos otimizar o seu funcionamento.

No infográfico abaixo, numa linguagem simples e acessível, dão-se alguns conselhos que permitirão aos estudantes, rentabilizar o tempo e aprenderem mais e melhor.  

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Clique na imagem para a ver maior.

 

Oiça o comentário do Biblio Tubers sobre este artigo:

 

Leia aqui o artigo que está na origem deste post:

"Aprendendo a aprender": 3 técnicas indicadas por cientistas para qualquer pessoa melhorar nos estudos... 

Ao entendermos como nosso cérebro funciona, podemos tirar melhor proveito de como ele absorve informações e melhorarmos nosso desempenho, dizem pesquisadores. A volta às aulas às vezes é encarada com desânimo por muitos alunos, diante das dificuldades em aprender conteúdos difíceis ou se preparar para exames importantes, como o Enem. Mas será que há jeitos mais eficientes de estudar e de aprender, diferentes daqueles a que recorremos sempre?... 

Um livro recém-lançado no Brasil coloca isso em discussão. Aprendendo a Aprender para Crianças e Adolescentes - Como se Dar Bem na Escola (editora Best Seller) foi feito por três pesquisadores: a PhD Barbara Oakley, professora de Engenharia na Universidade e Oakland (EUA) e pesquisadora de psicologia cognitiva, o PhD Terrence Sejnowski, especialista em neurociência e neurobiologia computacional, e Alistair McConville, diretor de aprendizagem e inovação em uma escola britânica....

Oakley é a criadora de um curso online gratuito de mesmo nome ("Aprendendo a aprender") que foi um dos mais populares da plataforma Coursera em 2018, com mais de 1,7 milhão de pessoas inscritas. A pesquisadora ensina a tirar melhor proveito da forma como o cérebro registra informações, com base em evidências científicas. A experiência vem dela própria: como má aluna de matemática e ciências na escola, Oakley se dedicou a aprender essas disciplinas mais tarde na vida porque percebeu que com elas poderia melhorar suas perspectivas profissionais. O caminho para isso, diz, foi se tornar uma "boa aprendiz" e "mudar seu cérebro".

1. Empacou em um exercício? Nosso cérebro, diz Oakley, trabalha de dois jeitos diferentes, que se complementam no aprendizado: o modo focado (quando estamos prestando atenção a um exercício, a um filme ou ao professor, por exemplo) e o modo difuso (quando o cérebro está relaxado). "Acontece que o cérebro precisa alternar entre o modo difuso e o focado para aprender de forma efetiva", explica a cientista. Ou seja, relaxar a mente muitas vezes permite encontrar soluções para problemas — é o motivo pelo qual às vezes temos boas ideias durante caminhadas ou depois de uma boa noite de sono, quando o cérebro entra no modo difuso. Então, se você empacar em um exercício ou atividade, me...

Ler mais >> 

 

Referência: "Aprendendo a aprender": 3 técnicas indicadas por cientistas para qualquer pessoa melhorar nos estudos. (2020). Noticias.uol.com.br. Retrieved 3 February 2020, from https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2020/01/29/aprendendo-a-aprender-3-tecnicas-indicadas-por-cientistas-para-qualquer-pessoa-melhorar-nos-estudos.htm

Tendências para 2020 | repositórios de recursos educativos abertos (REA)

Impacto na notoriedade das organizações educativas e no ciclo de aprendizagem

Dezembro 23, 2019

 

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Recursos educativos abertos (REA) são conteúdos educativos de acesso livre e gratuito que podem ser utilizados para ensinar, aprender, investigar, entre outros propósitos. Esta definição da Creative Commons segue a mesma filosofia das propostas pela UNESCO e pela OCDE, sendo o denominador comum:

  • os destinatários - alunos e professores;
  • os objetivos - ensinar, aprender e investigar;
  • os materiais/ conteúdos educativos - textos, vídeos, testes, software, ferramentas para acesso ao conhecimento, entre outros.

 

Dada a importância dos REA, o Biblio Tubers aposta nesta tendência para o ano 2020 e insta as organizações educativas, escolas, bibliotecas, professores, investigadores a apostarem na criação e disseminação destes repositórios digitais, dado o impacto que têm na visibilidade que atribuem ao conhecimento e às entidades que o promovem, bem como os benefícios associados ao processo de ensino e de aprendizagem.

 Inúmeros são os estudos que mostram os benefícios dos REA:

  • Alargar a audiência das instituições, valorizando o trabalho que aí é feito;
  • Maximizar a visibilidade e o impacto do trabalho realizado pela instituição;
  • Divulgar o capital humano de uma comunidade educativa;
  • Coligir e fazer a curadoria digital do que de melhor se faz nas áreas de estudo;
  • Gerir, avaliar e divulgar as atividades de pesquisa e ensino;
  • Fomentar o trabalho colaborativo e o envolvimento nos projetos da instituição; 
  • Favorecer e incentivar abordagens interdisciplinares;
  • Facilitar o desenvolvimento e a partilha de materiais digitais educativos;
  • Apoiar os alunos, fornecendo acesso a conteúdos de interesse.

 

A aposta na criação de repositórios digitais implica um compromisso da organização, pois é necessário proceder à gestão e disseminação dos recursos digitais criados pelos membros da comunidade, de que são exemplo:

  • Artigos ou pesquisas de interesse para a instituição
  • Periódicos
  • Trabalhos publicados com comentários de leitores
  • Conferências
  • Material didático
  • Projetos de alunos
  • Dados resultantes de projetos de pesquisa
  • Relatórios
  • Fotografias e gravações de vídeo
  • Podcasts
  • Software
  • Documentação técnica
  • Pesquisas etc.

 

Os repositórios digitais tornar-se-ão cada vez mais ferramentas essenciais para as instituições educativas, parecendo-nos mesmo que poderão distinguir as organizações aprendentes e inovadoras das tradicionais. Num mundo em que a Internet dos sentidos* já é uma realidade, o acesso aberto e a disseminação da produção intelectual das organizações educativas será a marca distintiva num mercado cada vez mais competitivo, como é o da educação. 

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*A Internet dos sentidos cria uma experiência ao utilizador que envolve o cérebro, o olfato, a visão, o paladar, o tato e a audição.

 

Imagens by Ericsson ConsumerLab, December 2019.

As bibliotecas ganham espaços | avaliar para aprender

A avaliação do programa Biblioteca Criativa, na Galiza

Dezembro 22, 2019

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O programa Biblioteca Criativa, com três anos de existência apresenta no artigo abaixo transcrito os avanços, as dificuldades, os erros e as reflexões resultantes da avaliação deste programa que envolveu 79 bibliotecas escolares. Na origem do projeto esteve a necessidade de transformar as bibliotecas escolares para acolherem todo o tipo de atividades que pudessem interessar a alunos, professores e famílias. Pretendeu-se melhorar a comunicação e a expressão oral, o raciocínio lógico, a criatividade, o trabalho colaborativo, a investigação, a aprendizagem manipulativa e o jogo.

O Biblio Tubers tem vindo a publicar artigos nesta área, pelo que o presente relatório se reveste de interesse, apresentando-se, de seguida, os aspetos mais relevantes:

1. Os espaços criados nas bibliotecas (para além dos espaços interiores, foram também criados espaços exteriores, fixos e/ou amovíveis) pretendem reconfigurá-la, levando-a para além do trabalho quase exclusivo com a leitura e criando novos espaços mais consentâneos com as necessidades pedagógicas que pretendem servir contextos capazes de desenvolver competências chave.

  • Rádio
  • Espaço criativo
  • Criação audio-visual
  • Laboratório
  • Cozinha
  • Teatro
  • Música
  • Atelier

 

2. Os materiais adquiridos para os novos espaços permitiram enriquecer as coleções com múltiplos recursos e ferramentas que, acompanhando os livros, ampliam a sua possibilidade de utilização e interação.

  • Robótica
  • Impressão 3D
  • Ecrãs multitácteis
  • Tablets
  • Equipamento audiovisual
  • Equipamento rádio
  • Materiais artísticos
  • Materiais de laboratório
  • Mobiliário específico

 

3. Formação e acompanhamento que se revelaram fundamentais para a implicação da comunidade. De realçar que a comunidade educativa incluiu não só os alunos e professores, mas também a família e o projeto contou com o apoio de inúmeros parceiros.

 

4. O impacto positivo do programa para alunos e professores

  • Os novos recursos despertaram a curiosidade dos alunos, o que permitiu introduzi-los em novas dinâmicas de aprendizagem
  • Os professores incorporaram estes recursos na sua prática diária
  • A aceitação por parte da comunidade educativa de que a biblioteca vai para além da leitura e do silêncio
  • A inclusão progressiva nas tarefas da aula das inúmeras possibilidades oferecidas pela biblioteca
  • Os recursos e o espaço permitem levar a cabo aprendizagens com grande protagonismo e motivação dos alunos
  • A participação no espaço criativo da biblioteca traduz-se em colaboração e trabalho em grupo
  • A igualdade de oportunidades
  • Os professores desenvolvem novas competências
  • A presença em todos os espaços das escolas
  • O apoio ao currículo através das competências que se promovem
  • A ligação com o trabalho por projetos
  • O trabalho colaborativo e entre níveis de ensino

 

Como nota de conclusão, o Biblio Tubers realça a importância atribuida pela equipa coordenadora do programa à avaliação e à criação de estudos e investigações sobre o impacto deste espaço nas aprendizagens.

O mesmo repto se deixa aqui às bibliotecas portuguesas.

bibliotecas_56.jpgAs bibliotecas gañan espazos. Avaliar para aprender
 
“O máis importante non é o feito de avaliar, nin sequera o xeito de facelo, senón ao servizo de quen se fai”.


Entrando xa no cuarto ano de desenvolvemento do programa “Biblioteca Creativa”, considerouse necesaria unha avaliación que permitise coñecer o momento no que se está e as múltiples iniciativas que en cada centro se están a desenvolver ao abeiro do programa. O encontro previsto para o mes de outubro constituíu un contexto ideal para compartir os avances, tamén as dificultades, os logros e as reflexións que están a xurdir.

 

Referências: As bibliotecas gañan espazos. Avaliar para aprender | Eduga. (2019). Edu.xunta.gal. Retrieved 22 December 2019, from http://www.edu.xunta.gal/eduga/1832/biblioteca-escolar/bibliotecas-ganan-espazos-avaliar-para-aprender

O ADN de uma Biblioteca

Identidade digital... procura-se!

Dezembro 14, 2019

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Uma biblioteca de ADN representa todos os genes de um organismo.

Esta definição aplica-se a diferentes organizações, sendo até usual ouvir falar do ADN da empresa A ou da empresa B. A razão é clara! Este ADN representa a especificidade de cada entidade, o que a distingue de todas as outras e que lhe atribui valor acrescentado. Quanto mais conhecermos o ADN da nossa organização, mais valor lhe atribuímos...  em notoriedade, reconhecimento, singularidade.

O agrupamento de escolas, enquanto organismo vivo, que se cria e recria na comunidade em que está inserido, tem também um ADN muito próprio. Cabe aos responsáveis identificar e decompor este ADN, isto é  conhecer a "coleção de fragmentos" que o constituem, para se poder trabalhar a partir dele, com ele e para ele.  Em suma, cada escola deve conhecer muito bem a comunidade que serve.

Se extrapolarmos esta noção para a sociedade em que vivemos, percebemos que esta notoriedade só se alcança através da presença no mundo digital, fruto da rede de contactos que potencializa e maximiza uma presença que se quer cada vez mais impactante no "organismo" que serve. 

As bibliotecas escolares são exemplo deste organismo que vive e se alimenta da e na Web.

Quanto maior for a presença digital de uma biblioteca, maior é a sua notoriedade.

Quando se fala de presença digital, devemos enquadrar esta noção no conceito de identidade digital:

Conjunto de canais (plataformas digitais) que uma biblioteca gere e atualiza regularmente para, de forma interessada e organizada, partilhar uma multiplicidade de informação, conteúdos, recursos e serviços - online e/ ou offline - nas comunidades que serve, nomeadamente professores e alunos, com o fim último de melhorar o ensino e a aprendizagem, em todas as suas vertentes”. (J. Borges, 2018).

Todos nós, individual ou coletivamente, somos a identidade digital que criamos, pelo que se torna fundamental levar as bibliotecas a, partindo da especificidade do seu ADN, procurar a sua identidade digital.

Só assim percebem onde se situam, em relação às respostas que devem dar às comunidades que servem, para definirem a meta que querem alcançar. Não esqueçamos que a missão da biblioteca é a de estar presente onde e quando o utilizador necessita, disponibilizando recursos e permitindo conexões e redes de partilha consentâneas com o ADN do organismo que servem.

Uma última nota para a necessidade de ir avaliando inputs e outputs, pois a escola é um organismo vivo que está em constante mutação e a biblioteca não se pode alhear deste facto, procurando encontrar respostas tão criativas e inovadoras quanto as exigências que enfrenta.

 

A Biblioteca Escolar impõe-se!

As Bibliotecas Escolares devem reinventar-se e assumir-se como centros de saber

Novembro 19, 2019

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Na sequência da publicaçãos de artigos sobre a necessidade de reconfigurar e redesenhar a Biblioteca Escolar, o Biblio Tubers foi contactado no sentido de dar corpo à filosofia que defende para este espaço e que passa por responder a 4 desafios que são identificados pelos investigadores pelos 4 C:

1. Conectividade, para ligar os utilizadores ao mundo,

2. Colaboração formal e informal,

3. Criação de conhecimento, e 

4. Comunidade, pois a interação entre pessoas é fundamental para a aprendizagem que é, de facto, uma atividade social.

O artigo está organizado em três partes principais. Partindo de factos sustentados em vários relatórios, procede-se ao diagnóstico da situação em que estão as Bibliotecas Escolares, para, de seguida, se apresentar o conceito que defendemos, sustentado na apresentação de propostas para (re)organização do espaço, dos recursos e dos serviços.

 

FACTOS

1. A sociedade está em constante mutação.

2. A Escola tem dificuldade em acompanhar esta mudança.

3. A Biblioteca Escolar é um dos espaços mais inovadores na Escola, devido aos recursos que disponibiliza e aos projetos que desenvolve.

4. A Biblioteca Escolar não acompanha as novas formas de ser, de estar, de fazer e de aprender que caracterizam os alunos de hoje.

5. Face ao ponto 1, a Biblioteca, se não se reinventar, tornar-se-á rapidamente obsoleta.

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foto de Montserrat BalbuenaSeguir - State Library of Queensland

DIAGNÓSTICO

Neste item serão abordados dois aspetos, por um lado, os problemas apontados pelos profissionais - diretores, professores bibliotecários, membros das equipas e professores em geral - (ponto I.) e, por outro, a análise crítica dos planos de ação das Bibliotecas (ponto 2.). Desta forma, o diagnóstico permitirnos-á apontar pistas mais consentâneas com a realidade das bibliotecas.

1. PROBLEMAS APONTADOS PELOS RESPONSÁVEIS DAS BIBLIOTECAS

1.1 Os livros que existem na Biblioteca não são usados.

1.2 Os alunos não têm hábitos de leitura.

1.3 Os potenciais utilizadores da Biblioteca - professores, alunos, assistentes operacionais, técnicos, família - não utilizam, ou utilizam pouco o espaço e os recursos.

1.4 Os recursos informáticos são utlizados maioritariamente para fins lúdicos.

1.5 A rede wi-fi nem sempre é de livre acesso e a qualidade do sinal é intermitente.

1.6 Os computadores, de uma maneira geral, estão obsoletos.

1.7 A taxa de utilização autónoma da Biblioteca vai diminuindo de forma drástica, ao longo da escolaridade.

1.8 Algumas Bibliotecas não estão abertas a tempo inteiro. 

1.9 A equipa da Biblioteca não é escolhida de acordo com o perfil mas em função da gestão de horários.

 

2. O PLANO DE AÇÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR

2.1 Centrado em domínios, que se adequam às exigências da sociedade.

2.2 Balizado por um modelo de auto-avaliação que nem sempre reflete aquilo que se passa e se faz nas bibliotecas, preocupadas com questões já pouco adequadas ao que os alunos querem da Biblioteca. Se não, vejamos, a título de exemplo:

  •  A taxa de empréstimos é uma das grandes preocupações dos professores bibliotecários, quando sabemos que os alunos leem cada vez mais nos seus dispositivos móveis;
  •  A participação dos pais na vida da biblioteca é medida pelo número de atividades em que participam e não pelo meio através do qual a biblioteca chega até eles. Não esqueçamos que a tecnologia é muito eficaz na criação de comunidades.

2.3 As atividades das Bibliotecas ainda giram em torno das feiras do livro, dos encontros com escritores, da comemoração de efemérides.

2.4 A vertente digital da Biblioteca, que deve estar em todas as salas de aula e até em casa, é quase sempre esquecida ou inexistente. 

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O CONCEITO

O Biblio Tubers defende uma Biblioteca em que o acesso à informação seja cada vez mais digital, rápido, fácil e simples, num espaço flexível, confortável, que permita o trabalho individual, colaborativo e com o apoio de mediadores.

A Biblioteca, para se impor e tornar-se vital no espaço em que "vive", tem de favorecer:

  • A inovação. 
  • A comunicação.
  • O acesso a novas formas de pensar e de aprender. 

Para a consecução desta missão, a Biblioteca deve responder aos desafios de cada utilizador, relativamente às suas necessidades de Informação, Tecnologia e Expertise. Neste sentido, deve permitir o acesso a:

1. Tecnologia nas suas várias vertentes,

2. Espaços para trabalho de grupo,

3. Coleções online e media digital,

4. Especialistas.

 

Impõe-se uma Biblioteca que "ocupe" a Escola, que saia das 4 paredes, física e virtualmente. A Biblioteca está onde está o utilizador. A escola deve ser ocupada por micro bibliotecas móveis, colocadas nos locais onde circulam potenciais leitores. Simultaneamente, podem ser disponibilizados, nestes espaços, outros recursos, como um computador para "gaming",  outro para fazer requisições, consultar a web,  fazer downloads, imprimir documentos...

 

O ESPAÇO

Multifuncional e diversificado, deve ser sempre concebido à luz da comunidade que vai servir, pelo que as propostas que deixamos deverão ser avaliadas e adequadas a cada contexto. Pode incluír:

  • Zona de trabalho de grupo
  • Zona de trabalho individual / estudo
  • Zona de tutoria
  • Sala de trabalho de grupo / preparação de apresentações
  • Estúdio áudio / visual para criação/ edição de vídeo digital
  • Sala de trabalho colaborativo online
  • Zona de exposições (que pode ficar fora da Biblioteca)

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OS SERVIÇOS

As sugestões que deixamos ilustram possibilidades e não são vinculativas, pelo que se sugere a auscultação da comunidade educativa para identificação dos serviços a prestar.

  • Solicitar apoio com especialista 
  • Ter acesso a sessões de literacia presenciais ou online
  • Reservar salas para trabalho de grupo
  • Requisitar micro aulas temáticas
  • Requisitar portáteis, tablets, câmaras, colunas, headphones, microfone, tripés...
  • Ter acesso a recursos abertos
  • Ter acesso a um repositório com resumos da matéria em formato áudio (podcasts)
  • Contar com o serviço de help desk 

 

Oiça aqui o comentário do Biblio Tubers a este post:

 

Mitos sobre o impacto dos Media nos jovens

New findings suggest angst over the technology is misplaced, in Scientific American

Outubro 27, 2019

 

 

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Clique na imagem para a ver maior

 O artigo da revista Scientific American, que aqui se apresenta, acaba com alguns dos mitos que se criaram, em torno da utilização dos media, pelos jovens.

Este artigo intitulado "Os Media não destruiram a geração" está organizado em 4 partes:

- O medo da tecnologia;

- Uma estrada de dois sentidos;

- A geração Z, e

- Media 2.0.

O artigo mostra que os receios que se criaram em torno da utlização dos Media é quase sempre infundado.

 

Oiça o comentário do Biblio Tubers sobre este artigo:

 

Leia o artigo na íntegra, abaixo.

Social Media Has Not Destroyed A Generation  

New findings suggest angst over the technology is misplaced

AUTHOR

Lydia Denworth

IN BRIEF

  • Anxiety about the effects of social media on young people has risen to such an extreme that giving children smartphones is sometimes equated to handing them a gram of cocaine. The reality is much less alarming.
  • A close look at social media use shows that most young texters and Instagrammers are fine. Heavy use can lead to problems, but many early studies and news headlines have overstated dangers and omitted context.
  • Researchers are now examining these diverging viewpoints, looking for nuance and developing better methods for measuring whether social media and related technologies have any meaningful impact on mental health.

It was the headlines that most upset Amy Orben. In 2017, when she was a graduate student in experimental psychology at the University of Oxford researching how social media influences communication, alarming articles began to appear. Giving a child a smartphone was like giving a kid cocaine, claimed one. Smartphones might have destroyed a generation, said another. Orben didn’t think such extreme statements were warranted. At one point, she stayed up all night reanalyzing data from a paper linking increases in depression and suicide to screen time. “I figured out that tweaks to the data analysis caused major changes to the study results,” Orben says. “The effects were actually tiny.”

She published several blog posts, some with her Oxford colleague Andrew K. Przybylski, saying so. “Great claims require great evidence,” she wrote in one. “Yet this kind of evidence does not exist.” Then Orben decided to make her point scientifically and changed the focus of her work. With Przybylski, she set out to rigorously analyze the large-scale data sets that are widely used in studies of social media.

The two researchers were not the only ones who were concerned. A few years ago Jeff Hancock, a psychologist who runs the Social Media Lab at Stanford University, set an alert to let him know when his research was cited by other scientists in their papers. As the notifications piled up in his in-box, he was perplexed. A report on the ways that Facebook made people more anxious would be followed by one about how social media enhances social capital. “What is going on with all these conflicting ideas?” Hancock wondered. How could they all be citing his work? He decided to seek clarity and embarked on the largest meta-analysis to date of the effects of social media on psychological well-being. Ultimately he included 226 papers and data on more than 275,000 people.

 

Aprendizagens informais em ambiente digital

Entrevista a Daniel Cassany: El aprendizaje informal en línea tiene un gran potencial

Outubro 26, 2019

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Sabemos que a aprendizagem informal tem elevado potencial no desenvolvimento do capital humano, pois grande parte do que aprendemos fazemo-lo em contexto informal.

São inúmeros os estudos que suportam esta evidência, pelo que a escola não deve ignorar o poder da Rede, tal como nos diz Daniel Cassany na entrevista "A aprendizagem informal em linha tem um grande potencial".

Oiça o comentário do Biblio Tubers sobre esta entrevista:

 

Leia a entrevista na íntegra, abaixo.

Entrevista a Daniel Cassany: El aprendizaje informal en línea tiene un gran potencial

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¿Sabías que multitud de jóvenes chinas son fans de la serie española ‘El Ministerio del Tiempo’ gracias a los géneros multimodales? Estos nuevos modos de aprendizaje en línea (a través de la creación de subtítulos o de la superposición de chats a tiempo real en distintos vídeos), están consiguiendo que los estudiantes pueden aprender idiomas o conocimientos culturales de manera autodidacta.

Pregunta: ¿De qué tratará su charla en SIMO EDUCACIÓN 2019?

Respuesta: Los jóvenes aprenden mientras se divierten jugando a su videojuego preferido, viendo su serie favorita y conversando con otros fans, siguiendo en Twitter a su banda de K-Pop y tratando de entender los tuits de todos sus miembros… Aprenden lo que les interesa, aunque no esté en el currículum escolar, en los catálogos de libros de lectura juvenil o en el canon literario, cinematográfico o musical de una comunidad. 

De este modo, resumiré de modo divulgativo y asequible varias investigaciones de etnografía virtual que hemos realizado en los últimos años en mi universidad, con fondos públicos de concursos de investigación competitiva, sobre las formas de aprender idiomas, tecnología y cultura que emplean los jóvenes hoy en día en la Red. También intentaré explicar qué hacen hoy los estudiantes en la Red para divertirse y qué aprenden al hacerlo. 

Un texto reciente que resume varios trabajos es el informe: ‘El fandom en la juventud española’, de una investigación apoyada por el Centro Reina Sofía sobre adolescencia y juventud. También se puede ver la web divulgativa Defandom o el site del proyecto ‘Identidades y culturas digitales en la educación lingüística’.

 

 

 

Referência: Daniel Cassany: “El aprendizaje informal en línea tiene un gran potencial”. (2019). EDUCACIÓN 3.0. Retrieved 26 October 2019, from https://www.educaciontrespuntocero.com/simo-educacion/daniel-cassany-aprendizaje-informal-linea-tiene-gran-potencial/114743.html

 

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