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Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes.

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Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes.

Recentrar o ensino e a aprendizagem

O papel do professor

Maio 09, 2021

Os últimos meses foram pródigos na identificação de problemas e na apresentação de inúmeras soluções, para fazer face às aprendizagens que os alunos portugueses terão perdido ao longo do ano letivo.

Pede-se aos diretores que façam o levantamento das aprendizagens por realizar, aos professores que façam o pino e que ensinem em dois meses o que os alunos não aprenderam durante um ano, e criam-se relatórios, planos, estratégias nacionais. Mas raramente se tem em conta o centro do problema - a aprendizagem - e que este problema só pode ser resolvido por quem está no terreno - os professores.

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Photo by Sven Fischer on Unsplash

 

A comunidade científica, os organismos estatais e os influenciadores  da área da educação teimam em querer apresentar soluções milagrosas, agora com recurso à tecnologia digital e lá aparece uma multiplicidade de ferramentas e respetivas propostas de trabalho que nunca poderão ser bem sucedidas porque os alunos não se identificam com "esse fazer".

O mundo dos nossos alunos é o mundo do imediatismo, jamais conseguiremos que eles sigam pontinhos numa imagem que abrem textos e powerpoints extensos que não irão ler. Este é o risco da tecnologia pela tecnologia. Subjugar o conteúdo à ferramenta, que, aliás, rapidamente ficará obsoleta. Sejamos francos, os alunos aprendem, se consultarem ou lerem estas propostas? 

Os professores têm de recentrar a sua ação para que os alunos dominem quatro competências essenciais:

  • Ler: textos diversificados e em múltiplos formatos, apresentados pelo professor ou encontrados pelos alunos na sequência de uma proposta de trabalho;
  • Interpretar: isto é, fazer inferências sobre o que se leu, pelo que as propostas de atividade devem ser desafiantes (por exemplo, através da metodologia do trabalho de projeto, em que os alunos são confrontados com problemas para os quais têm que encontrar respostas);
  • Escrever: diversificando tipologias de texto para chegar à escrita mais extensiva, como por exemplo mapas mentais, tweets, nuvens de palavras, identificação de palavras chave, ...;
  • Comunicar: favorecer uma comunicação adequada ao tempo em que vivemos e em que o som, a imagem e a palavra não vivem isolados. É nesta fase que os alunos poderão criar as tais propostas que vemos circular na Web criadas pelos professores, quando esse é o papel dos alunos.

Para que estas competências contribuam para o sucesso educativo dos alunos é importante que os professores:

- Promovam práticas de metacognição, que levem os alunos a refletir sobre o seu percurso de aprendizagem - as dificuldades encontradas, a forma de as superar e as aprendizagens realizadas.

- Favoreçam a aprendizagem social, pois, ao promoverem o trabalho colaborativo entre os alunos, tal como defende Vygotsky (Zona de Desenvolvimento Proximal),  este tipo de trabalho permite-lhes compreender, reconhecer erros, encontrar respostas, aceitar pontos de vista, discutir ideias, comunicar.

- Apontem caminhos para que os alunos possam transferir o conhecimento adquirido para novos contextos, condição essencial para que se criem verdadeiras aprendizagens. Só assim, de acordo com a teoria da aprendizagem, os alunos alcançam maturidade intelectual.

 

Uma nota final. A emergência das metodologias ativas tem como foco o trabalho do aluno, isto é, que seja ele a construir a sua própria aprendizagem. O professor não implementa uma metodologia ativa quando cria um recurso que apenas passa pela leitura ou consulta do aluno, por muito digital que seja este recurso. O foco continua a estar no professor e não no aluno.

Recentremo-nos naquilo que interessa. A aprendizagem.

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Afinal o que se vai passar nas escolas com a transição digital?

Uma cronologia anotada

Março 28, 2021

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Não haverá ninguém que não tenha ouvido falar no plano de transição digital das escolas. E com ele vieram novas siglas e vários neologismos. Vejamos:

  • PTD - Plano de ação para a Transição Digital (desígnio nacional para responder a compromissos europeus, com o objetivo de desenvolver as competências digitais dos docentes para que possam utilizar as tecnologias digitais em contexto profissional);
  • CD - Competência Digital (genericamente definida como a utilização segura, crítica e criativa das tecnologias digitais para alcançar objetivos relacionados com trabalho, empregabilidade, aprendizagem, lazer, inclusão e/ou participação na sociedade);
  • Check-In - a famosa ferramenta de avaliação da competência digital dos docentes (permite a cada docente autoavaliar-se e aos Centros de Formação integrar os professores em oficinas de formação organizadas em 3 níveis de proficiência);
  • PADDE - Plano de Ação para o Desenvolvimento Digital das Escolas (apenas os escolhidos pelas direções dos Agrupamentos conhecem bem este documento, mas, a partir de setembro será um documento estruturante da ação das escolas);
  • SELFIE - Self-reflection on Effective Learning by Fostering the use of Innovative Educational technologies (ferramenta que permite às escolas autorefletirem sobre a utilização que fazem da tecnologia educativa no processo de ensino, aprendizagem e avaliação);
  • DigCompEdu - Quadro Europeu de Competência Digital para Educadores (define as competências digitais que os educadores devem desenvolver, para todos os níveis de educação);
  • DigCompOrg - Quadro Europeu para as Organizações Educativas Digitalmente Competentes (referencial europeu que define as competências digitais que as escolas devem procurar alcançar, ao nível do ensino e da aprendizagem).

 

Como se articulam estes documentos orientadores e o que se espera que os professores façam?

Vejamos em forma de cronologia (pode haver ligeiras discrepâncias de datas ao nível de formação):

- Fevereiro/março 2021 - os professores responderam ao Check-In e, tendo em conta o quadro de referência DigCompEdu, ficaram situados num determinado nível de proficiência de acordo com a sua competência digital. 

- Março 2021 - formação das equipas designadas por cada agrupamento/escola que serão responsáveis pela elaboração  do PADDE.

- Março a junho 2021 - as equipas responsáveis pelo PADDE de cada escola irão parametrizar a ferramenta SELFIE para fazer o diagnóstico da competência digital da escola e, com base nos resultados obtidos, criar o plano de ação. 

- Abril/maio 2021 - Início da formação a nível nacional para todos os docentes, organizada em 3 níveis de proficiência, de acordo com DigCompEdu (vd. página 29):

  • Nível 1 - Recém chegado ou explorador
  • Nível 2 - Integrador ou especialista
  • Nível 3 - Líder ou pioneiro

- Setembro 2021 - Início da implementação do PADDE que deverá ser aplicado até ao final do ano letivo de 2022-2023. Está organizado em 7 dimensões, tal como preconizado no referencial DigCompOrg:

  1.  Liderança
  2. Desenvolvimento profissional contínuo
  3. Recursos digitais
  4. Ensino e aprendizagem
  5. Práticas de avaliação
  6. Promoção da competência digital dos alunos
  7. Infraestrutura e equipamento

As escolas deverão implementar as ações delineadas, com vista à consecução dos objetivos e metas definidos.

 

Uma nota final para a necessidade de envolver toda a comunidade escolar neste processo, que se quer simples e assente em metas exequíveis e adequadas ao projeto educativo de cada escola.

 

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Para Otimizar o Ensino a Distância

Conselhos práticos e recursos de apoio | E@D

Janeiro 29, 2021

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O ensino a distância assenta na utilização da tecnologia, mas não pode descurar os  elementos que dão corpo a qualquer situação educativa - a pedagogia, que neste contexto deve assentar em metodologias ativas e as relações que se estabelecem entre aluno/ professor e aluno/alunos.

Contudo, como o Biblio Tubers costuma dizer, não se podem transpor para o ensino online as práticas do ensino presencial.

Deixamos, por isso, alguns conselhos práticos e recursos de apoio que poderão contribuir para otimizar o ensino a distância.

 

PREPARE-SE

- Selecione as aprendizagens essenciais verdadeiramente importantes para o sucesso da aprendizagem dos alunos.

- Defina objetivos de aprendizagem claros e exequíveis. Deverá dar a conhecê-los aos alunos.

- Faça a curadoria de recursos, tendo por base o perfil dos seus alunos e os objetivos de aprendizagem. Para isso, deverá seguir o processo de curadoria:

  • Procurar,
  • Avaliar,
  • Selecionar,
  • Disponibilizar.

- Integre os recursos selecionados, diversificando-os no formato (podcasts, vídeos, tutoriais, links para sites, animações, mapas de conceitos, exercícios...) numa proposta de trabalho coerente - cenário de aprendizagem - que mobilize a ação do aluno a 3 níveis (Dunlap e Sands, 2007):

  • Aprender/ conhecer,
  • Integrar,
  • Aplicar.

 

- Integre, neste desenho de cenário de aprendizagem, diferentes:

  • Propostas de atividades (leitura, escrita, criação de mapas de conceitos, demonstrações, simulações, resolução de problemas, perguntas e respostas, testes, projetos...);
  • Modalidades de trabalho (individual, a pares, em pequeno grupo e em grande grupo...);
  • Modalidades de avaliação (autoavaliação, avaliação pelos pares, ...).

 

- Conjugue momentos síncronos (devem ser de curta duração e privilegiar a interação com os alunos) e assíncronos.

- Disponibilize o cenário de aprendizagem que criou na plataforma LMS (Moodle, Google Classroom, Teams ou outra) da sua escola. Para facilitar e orientar o trabalho dos alunos, defina a duração das atividades e as metas que os alunos devem alcançar.

Conselhos práticos e recursos

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PONHA EM PRÁTICA

- Assegure-se que todos os alunos têm acesso à plataforma e aos recursos que preparou.

- Utilize a vídeoconferência para explicar de forma clara as tarefas que os alunos vão realizar, as aprendizagens que devem efetuar e a forma como vão ser avaliados.

- Deixe trabalhar os alunos, garantido um canal de comunicação para tirar dúvidas, pedir esclarecimentos e dar feedback sobre as tarefas que vão realizando.

- Promova, no final da aula, um momento de reflexão em grande grupo, onde devem ser ouvidos os alunos (dificuldades encontradas, aprendizagens efetuadas, expetativas...).

 

Conselhos práticos e recursos

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AVALIE

- Clarifique os critérios de avaliação junto dos alunos, assegurando-se de que estes os compreendem.

- Diversifique os instrumentos e momentos de avaliação para assegurar a recolha de evidências e a tomada de decisões. 

- Regule o processo de ensino, de forma contínua e sistemática, a partir da análise das evidências recolhidas, para introduzir alterações na sua prática (modalidade de trabalho dos alunos, grau de dificuldade dos recursos apresentados, propostas de trabalho simples / complexas,...).

- Regule o processo de aprendizagem, para assegurar que todos os alunos estão a desenvolver as competências definidas.

- Promova a reflexão dos alunos, levando-os a auto e heteroavaliar os seus desempenhos, a partir dos objetivos de aprendizagem definidos e discutidos atempadamente.

Conselhos práticos e recursos

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O Ensino Híbrido nos Planos de Desenvolvimento Digital das Escolas

A escola híbrida como oportunidade para transformar a educação, de Juan Ignacio Pozo

Janeiro 24, 2021

Apesar de todas as limitações, constrangimentos e desigualdades que o Ensino a Distância (E@D) criou nas nossas escolas, não podemos deixar de afirmar que promoveu práticas inovadoras e mostrou o potencial do espaço digital na educação.

O momento que vivemos atualmente em Portugal, confinados devido a uma pandemia que teima em não nos deixar, e no início de um ambicioso Plano de Transição Digital (PTD) da educação, cria as sinergias para refletirmos atempadamente sobre a necessidade de integrar o ensino híbrido nos Planos de Desenvolvimento Digital (PADD) que as escolas terão de elaborar até ao final do ano letivo.

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Relembramos, a este propósito, os artigos que o Biblio Tubers já publicou e que poderão contribuir para uma discussão profícua em torno deste tema.

 

Para voltarmos ao assunto, trazemos hoje um artigo notável, da revista diàlegs (nov. de 2020), da autoria de Jan Ignacio Pozo.

O autor começa por apontar as fragilidades que foram reveladas com o E@D, nomeadamente formas obsoletas, de ensinar e avaliar, o que aponta para a urgência de habilitar os cidadãos, de uma forma geral, para uma sociedade digital, e os professores para uma mudança de práticas.

O autor refere que estas práticas pedagógicas, mesmo em espaços virtuais, continuam a ser unidirecionais:

  • Os professores transmitem informação,
  • Os alunos respondem a fichas e tarefas para serem avaliados.

Ou seja, foram escassos os espaços de interação e colaboração que os ambientes digitais podem e devem promover, pois "a escola confinada perpetuou os modelos de ensino tradicional em que os docentes geriam todo o fluxo de informação em vez de ajudar os alunos a gerir melhor a sua interação com as tecnologias digitais". 

O autor alerta para a necessidade de alterar estas práticas enraízadas, incorporando a cultura digital na escola, pois não podemos fechá-la a a uma realidade que já faz parte da sociedade. Para isto, é necessário "transformar a cultura escolar, pensar em novas formas de ensinar e aprender, em novos projetos educativos, mais abertos e fluídos."

O ensino híbrido - em que se mescla o presencial e o virtual - pode incorporar os PADD, abraçando a tão necessária cultura digital, "não só como uma tecnologia, mas sobretudo como uma forma de nos relacionarmos com os outros e com o conhecimento".

O artigo termina com 10 ideias para renovar as formas de ensinar e aprender numa educação híbrida ou mista.

MAIS...

  • ...atividade cooperativa ou colaborativa, baseada no diálogo supervisionado entre iguais.
  • ... responsabilidade e autonomia para os estudantes.
  • ... aprendizagem experiencial.
  • ... estudo em profundidade de um menor número de temas.
  • ... atenção às necessidades cognitivas, afetivas e sociais de cada estudante.

 

MENOS...

  • ... passividade dos alunos, limitados a escutar e a receber informação quietos e sentados.
  • ... currículos sobrecarregados de conteúdos que tentam abarcar todos os temas.
  • ... enfâse na competição para a classificação.
  • ... memorização de factos ou detalhes.
  • ... instrução para toda a turma centrada na docência.

 

O Biblio Tubers deixa uma última recomendação a este propósito.

As escolas devem ousar mudar e propor mudanças de fundo, em que os docentes se sintam envolvidos e as boas práticas na área do digital sejam o ponto de partida para uma disseminação que se quer participada. Os PADD devem ser elaborados com ponderação e muita reflexão participada, para que sejam verdadeiros planos de ação que guiam os professores, mostrando para onde ir, mas também como o fazer com segurança, em rede. Claro!

Se preferir, oiça o podcast:

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Planificar aulas híbridas

Pensar o presente, para responder aos desafios do amanhã

Novembro 03, 2020

A imprevisibilidade que caracteriza atualmente a educação, imposta pelas circunstâncias que vivemos, ilustra bem o grau de exigência com que se confrontam os professores. 

De facto, um pouco por todo o país há turmas em confinamento, obrigando os professores ao exercício de voltar ao ensino híbrido. pawel-czerwinski-sr9wzriI_48-unsplash.jpg

 

O Biblio Tubers, no seguimento da partilha de recursos educativos, deixa hoje três exemplos de planificações/ guias, simples e descomplicados, que poderão contribuir para a implementação de novas formas de ensinar, presencialmente e/ ou a distância.

O 1.º documento é um guia para um plano de aula, a distância, mista ou presencial, que orienta o trabalho dos alunos, favorecendo a sua autonomia na realização das tarefas e no acesso aos recursos que o professor cria/ disponibiliza para a sequência de aprendizagem planificada.

Este guia, organizado em sequências de aprendizagem, prevê momentos de trabalho em grande grupo (presencial ou síncrono) com a duração máxima de 10 minutos, para que os alunos assumam um papel ativo na sua aprendizagem.

Para facilitar a utilização do guia, sugere-se a utilização de uma plataforma de LMS, onde, entre outros, serão disponibilizados:

  • O guia da sessão,
  • Os recursos a consultar pelos alunos,
  • Um fórum de apoio/ ou chat da turma.

Uma nota final para a necessidade de simplificar a definição dos objetivos de aprendizagem, que devem ser discutidos com os alunos.

 

O guia apresentado anteriormente pode ser integrado num cenário de aprendizagem mais alargado que, seguindo o modelo proposto pela European Schoolnet, orienta a planificação do professor para o papel central do aluno, definindo não só os objetivos de aprendizagem, mas também as atividades em que os alunos vão ser envolvidos para concretizar estes objetivos.

Este modelo prevê, ainda, a utilização de ferramentas e recursos que contribuirão para a consecução do cenário, bem como a colaboração de outras pessoas e o acesso a outros lugares, que não o professor e a sala de aula.

 

Finalmente, e porque o saber não se baliza em disciplinas estanques e fechadas sobre si mesmas, apresenta-se um exemplo de uma planificação de um projeto que envolva várias disciplinas, de que são exemplo os domínios de autonomia curricular (DAC).

Este documento facilita a articulação das diferentes disciplinas e coloca a tónica nas fases do trabalho de projeto que deverão decorrer de forma natural e não balizadas pelo horário escolar e, consequentemente, pelas disciplinas. 

Para mais informações sobre o ensino híbrido, consulte os seguintes posts:

 

Caso deseje conhecer exemplos de utilização de alguns destes documentos, consulte as seguintes propostas do Colaboratório do Biblio Tubers:

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comVALOR, recursos educativos abertos para a educação

Orientações da UNESCO para práticas educativas abertas

Outubro 10, 2020

A UNESCO, na quadagésima conferência geral, que se realizou em Paris, em novembro de 2019, apresentou a Recomendação sobre Recursos Educativos Abertos (REA), onde incita os Estados membros a desenvolverem projetos e ações nesta área.

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Pretende-se que os REA, cresçam e se disseminem, contribuindo para a criação de sociedades mais abertas e participadas. Nesse sentido, os países foram convidados a criar políticas de apoio que promovam o acesso efetivo, inclusivo e equitativo aos REA.

Em maio de 2020, face à situação pandémica vivida no mundo, a UNESCO lançou uma declaração conjunta sobre os REA, com vista à promoção de práticas educativas abertas e sobre o impacto que têm nos resultados da aprendizagem.

Nesta declaração são apresentados exemplos de sucesso que mostram que "a aplicação criteriosa de REA, em combinação com metodologias pedagógicas adequadas, objetos de aprendizagem bem projetados e a diversidade de atividades de aprendizagem, pode fornecer uma gama mais ampla de opções pedagógicas inovadoras para envolver educadores e alunos de forma a tornarem-se participantes mais ativos.” (UNESCO, 2020, Executive Summary).

Um pouco por todo o mundo têm nascido práticas de sucesso de que, entre nós, é exemplo A Banca de Conteúdos Digitais | Depósitos de VALOR

Este repositório de REA, criado pelo Biblio Tubers, apresenta-se desta forma:

Somos e estamos cada vez mais em Rede...
Uma Rede cada vez mais digital.
É nesta Rede que, cada vez mais, aprendemos, trabalhamos e nos divertimos... muito.
Na Rede encontramos tudo o que queremos, o que não esperávamos encontrar e até o que não queremos.
E como atribuímos VALOR ao que encontramos?
Depósitos de VALOR é uma banca de conteúdos digitais, em atualização permanente, destinada a quem quer conteúdos de VALOR.
Para trabalhar e aprender, mas sobretudo para fruir.
Descubra conteúdos em vários formatos e organizados em cinco grandes categorias:
  1. Biblioteca digital (autores portugueses, autores estrangeiros, livros técnicos, textos clássicos, bibliotecas digitais mundiais, teses-estudos-artigos, bancos de imagens)
  2. Revistas
  3. Recursos pedagógicos (trabalho de projeto, flexibilidade curricular, ensinar no séc. XXI, educação, recursos improváveis)
  4. Multiliteracias (literacia dos media, literacia digital, literacia política, outros)
  5. Áreas disciplinares (desde as artes, passando pelas ciências, filosofia, linguas, matemática, cidadania, entre outras).

Em dezembro de 2019, o Biblio Tubers publicou o artigo Tendências para 2020 | repositórios de recursos educativos abertos (REA) onde "dada a importância dos REA, aposta nesta tendência para o ano 2020 e insta as organizações educativas, escolas, bibliotecas, professores, investigadores a apostarem na criação e disseminação destes repositórios digitais, dado o impacto que têm na visibilidade que atribuem ao conhecimento e às entidades que o promovem, bem como os benefícios associados ao processo de ensino e de aprendizagem".

O comVALOR é por isso um repositório de conteúdos educativos abertos, feito por professores, que visa disseminar esta prática e contribuir para a criação de organizações aprendentes e inovadoras que se distinguem das tradicionais.

 

Veja como usar o site:

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Wikipédia: fiável ou não?

Os factos falam por si

Outubro 06, 2020

Muitas são as dúvidas que algumas pessoas têm sobre a tão conhecida Wikipédia.

Mas os dados não deixam dúvidas e apontam para uma utilização massiva (6.º site mais usado em Portugal e o mais acedido no mundo) e quem, de entre nós, nunca a utilizou nas suas pesquisas?

O Biblio Tubers procura, neste artigo, dissipar as dúvidas sobre a Wikipédia.

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Começamos com os dez factos sobre a Wikipédia que a maioria de nós não conhece e que ajudam a dissipar alguns malentendidos.

  1. Não está à venda
  2. O trabalho pertence a todos
  3. Fala javanês
  4. Não se pode simplesmente mudar qualquer coisa na Wikipéd
  5. Zela muito pela qualidade do conteúdo
  6. Não quer que se acredite nela cegamente
  7. Não está sozinha
  8. São apenas compiladores de informação
  9. Não é uma ditadura
  10. Está aqui para ficar

Vários são os estudos que têm sido feitos sobre esta enciclopédia cuja característica principal é a contribuição aberta e livre das pessoas. 

Em vez de desencorajar o seu uso, os professores devem mostrar as suas vantagens e desvantagens, promovendo a sua correta utilização. Esta pode passar por formação que ensine como criar, editar e avaliar artigos da Wikipédia (consulte um exemplo).

Ao contrário do que pensamos, o facto da Wikipédia assentar num modelo de contribuição aberta assegura a correção célere de qualquer informação menos correta.

A Wikipédia pode não ser perfeita, mas é o expoente máximo da democratização do conhecimento e o seu modelo aberto beneficia-nos a todos.

Este vídeo é de 2010.

 

Bibliografia:

 

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Que Plano para a Capacitação Digital dos Docentes?

4 sugestões alinhadas com as recomendações da UNESCO e da OCDE

Setembro 26, 2020

A resolução do Conselho de Ministros nº 30/2020 aprova o Plano de Ação para a Transição Digital, "em alinhamento com os objetivos políticos que irão nortear os investimentos da União Europeia no período de programação 2021-2027, de acordo com o Novo Quadro da Política de Coesão." (págª 6)

O Plano de Ação para a Transição Digital está organizado em três pilares e a Capacitação Digital de Docentes integra o 1º pilar, Capacitação e inclusão digital das pessoas.

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No âmbito deste Plano, está prevista a formação de todos os docentes das escolas públicas, pretendendo-se a "aquisição das competências necessárias ao ensino neste novo contexto digital." (págª 15)

Espera-se que esta medida contribua "ativamente para a modernização tecnológica das escolas, aproximando os alunos das ferramentas de produtividade e colaboração que podem encontrar num ambiente de trabalho profissional." (págª 15)

Estas intenções estão em linha com as recomendações/ ideias/ cenários de organismos internacionais como a UNESCO e a OCDE e devem consusbstanciar-se num plano de capacitação digital dos docentes que deve ter em conta quatro aspetos principais.

1. Ouvir os atores educativos, tirando partido da experiência e saber dos professores

 

Este Plano prevê três interlocutores:

Os formadores

Dado o perfil apresentado, seria de todo aconselhável que a formação não fosse pré-formatada ou pré-definida unilateralmente, pois a experiência destes profissionais certamente trará contributos fundamentais para o desenho da formação que vai ser implementada a nível nacional.

Os Centros de Formação de Associação de Escolas

Responsáveis pela organização da formação, para todos os docentes da sua zona de intervenção, têm ao seu dispor um Embaixador PTD que deverá ser a ponte entre as necessidades reais de cada Agrupamento, pelo que o seu papel se reveste de extrema importância. Mais do que selecionar profissionais com base em critérios como o grau de proximidade com a comunidade educativa, ou a disponibilidade de horário, importa escolher o Embaixador que melhor responda ao desafio que este Plano encerra.

Os Agrupamentos/ Professores

A realidade de cada Agrupamento implica um conhecimento que só os atores que o integram detêm. Nesse sentido, o papel primordial dos professores deverá ser reconhecido e estes deverão participar no desenho dos Plano de Ação do Agrupamento. 

 

2. Disponibilizar e fomentar a criação e partilha de recursos educativos abertos (REA)

 

Uma vez assegurado o acesso a computadores e à internet, os recursos educativos abertos podem cumprir o seu papel de fomentar a criação, recriação e partilha de recursos educativos, criados por e para professores, evitando-se, desta forma, o monopólio de empresas privadas, como alerta a UNESCO. 

"O acesso aberto e a disseminação da produção intelectual das organizações educativas será a marca distintiva num mercado cada vez mais competitivo, como é o da educação." (in Biblio Tubers, dezembro de 2019)

 

3. Refletir sobre a urgência da aprendizagem ao longo da vida assente na produção e circulação livre do conhecimento

 

Este Plano demonstra que a aprendizagem ao longo da vida se deve constituir como um desígnio nacional, pelo que todas as formas de educação -formal, não formal e informal- são fundamentais para dotar os cidadãos dos conhecimentos necessários para uma cidadania ativa e plena.

Desejavelmente, neste Plano de capacitação, mais do que mostrar caminhos pré-definidos, importa levar os docentes a selecionar, analisar, filtrar, organizar, utilizar e partilhar conteúdos relevantes.

 

4. Encarar as ferramentas digitais como meios que só ganham sentido quando servem o fim educativo

 

O Plano deve assegurar que, apesar de se pretender a capacitação digital dos docentes, as ferramentas digitais não devem, por si, ser objeto da formação. Cada docente deve ser levado a escolher os recursos digitais que melhor se adequem ao seu perfil e ao dos seus alunos. Só assim, de forma autónoma, preparará os seus alunos, para também eles aprenderem ao longo da vida, replicando um ciclo que, infelizmente, ainda não é prática corrente nas nossas escolas.

 

Terminamos com uma referência à UNESCO que apela para a necessidade de valorizar a profissão docente e a colaboração entre professores, o que remete para a importância da criação de Redes de Aprendizagem autossustentáveis que se alimentem da partilha entre estes profissionais.

Que este Plano de Capacitação para os Docentes promova uma Escola inovadora, resiliente e sobretudo transformadora.

 

Para saber mais:

 

Bibliografia

OCDE (2020). Back to the Future of Education: Four OECD Scenarios for Schooling | Retrieved 26 September 2020, from https://www.oecd.org/education/back-to-the-future-s-of-education-178ef527-en.htm

UNESCO (2020). Education in a post-COVID world: Nine ideas for public action. Retrieved 26 September 2020, from https://en.unesco.org/news/education-post-covid-world-nine-ideas-public-action

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Vou dar uma aula de substituição! E agora?

Soluções práticas para lidar com o inesperado

Setembro 19, 2020

A incerteza que caracteriza a vida nas escolas implica planeamento estratégico e rentabilização de recursos.

Os planos de contingência dos Agrupamentos para o ano letivo 2020/21 contemplam, em muitos casos, a criação de uma bolsa de docentes, que, face à ausência de um professor, deverá assegurar a ocupação dos tempos escolares dos alunos.

Normalmente, estas são horas da componente não letiva ou, quando existe insuficiência de tempos letivos no horário dos docentes, da componente letiva (Despacho 10-A/2015).

Neste contexto, os professores ver-se-ão confrontados com situações imprevisíveis, uma das quais o acompanhamento de uma turma, em modo de substituição por ausência do professor.

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É óbvio que esta substituição nem sempre será planeada e que, dificilmente, se conseguirá ter acesso a um plano de aula.

 

O que fazer então?

Aproveite estas aulas de substituição para trabalhar competências transversais, nomeadamente as inscritas no perfil do aluno do século XXI.

 

E como fazê-lo?

1. Lançar um tema para discussão, a partir de um texto dos média:

  • Artigo de jornal
  • Vídeo
  • Podcast
  • Publicidade

Onde encontrar recursos deste tipo?

Sugere-se a utilização de sites agregadores de conteúdos fidedignos, pois, para além da sua fiabilidade, disponibilizam uma considerável diversidade de textos e de formatos.

Exemplo: Depósitos de VALOR | Banca de conteúdos digitais.

Veja a título exemplificativo como pode utilizar esta banca:

 

2. Conversar com os alunos sobre o tema do recurso selecionado, após a sua visualização / leitura / audição.

Como?

Em grande grupo ou individualmente, através, por exemplo, de um mapa de ideias coletivo (sugere-se a utilização do Coggle), em que os alunos inscrevem a sua opinião para depois ser apresentada e discutida, confrontando diferentes pontos de vista.

 

3.Promover a criação de um produto pelos alunos

O quê?

  • Um texto escrito,
  • um problema matemático
  • Um esquema
  • Um vídeo curto
  • Um post para uma rede social
  • Uma equação criativa
  • Um podcast
  • ...

Provavelmente, não terá tempo para chegar à terceira fase, a  de produção, contudo o contacto com textos dos média e o confronto de ideias são sempre momentos de aprendizagem e de consolidação de conteúdos.

 

Que exemplos?

Consulte as seguintes propostas criadas a partir de... 

... um excerto de uma série televisiva

... um texto

...um anúncio publicitário

...uma crónica

...um vídeo

...a declamação de um poema

 

Atreva-se a experimentar! Sem receios e surpreenda-se com a reação dos alunos. Tire partido dos recursos que tem à mão. 

Só está sozinho na sala de aula quem quer, ou quem não ousa...

 

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O programa de mentorias no Agrupamento, descomplicado

Plano e exemplos de documentos de apoio

Setembro 06, 2020

Os programas de mentoria têm vindo a ganhar popularidade ao longo dos últimos anos, quer a nível académico, quer a nível profissional.

A nível académico, para além dos benefícios ao nível da motivação, estes programas permitem o acompanhamento dos estudantes, com ganhos significativos ao nível do seu desempenho e da sua integração na vida da escola.

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De acordo com as Orientações do Ministério da Educação, o programa de mentorias visa estimular o relacionamento interpessoal e a cooperação entre alunos. "Este programa identifica os alunos que, em cada escola, se disponibilizam para apoiar os seus pares acompanhando-os, designadamente, no desenvolvimento das aprendizagens, esclarecimento de dúvidas, na integração escolar, na preparação para os momentos de avaliação e em outras atividades conducentes à melhoria dos resultados escolares."

Em linhas gerais, um programa de mentoria procura que o mentor guie e aconselhe um mentorando, num ambiente de interajuda e através da realização de encontros regulares. É fundamental que a relação entre mentor e mentorando seja de confiança e respeito.

Os objetivos específicos a definir para um programa de mentoria variam de aluno para aluno, mas, normalmente, centram-se nas seguintes áreas de atuação:

  • motivação
  • rendimento escolar
  • relações interpessoais
  • comportamento
  • autoestima

 

Sugerem-se alguns passos para a criação de um programa deste tipo.

De realçar que este programa pode ser implementado presencialmente, a distância ou em regime misto/ híbrido. Para isso, dever-se-á criar uma área de mentorias na plataforma LMS do Agrupamento. Sugere-se que todos os documento sejam criados e utilizados em suporte digital para facilitar a monitorização de todo o processo.

 

1º Seleção de mentores

Os critérios para esta seleção são definidos por cada agrupamento de escola. Não obstante, esta seleção pode ser feita a partir de:

Nota: Para fazer face a um eventual número elevado de alunos inscritos no programa, poderá ser interessante criar uma bolsa de mentores diversificada, que dê resposta a diferentes necessidades.

 

2º Formação de mentores

Esta formação deve ser realizada no início do programa e visa, sobretudo, fornecer alguns conselhos aos mentores, uniformizando as estratégias de atuação.

Uma vez que os mentores são alunos, esta formação deve ser clara e concisa. Não invalida o acompanhamento regular por parte dos responsáveis pelo programa de mentorias, assegurando-se desta forma a adequação permanente e a resposta atempada a problemas que possam ocorrer.

 

Os temas a abordar poderão ser os seguintes. A título de exemplo, disponibilizam-se propostas de apresentação destes tópicos, que devem ser enriquecidas e adaptadas por cada escola.

a) Qual é o papel de um mentor?

b) Que procedimentos seguir durante as sessões?

c) Que atividades posso realizar nas sessões?

Este último item poderá ser diferente de mentor para mentor, tendo em conta as suas competências e o tipo de ação que vai desenvolver com o mentorando.

É fundamental que as sessões decorram num local onde haja um responsável a quem os alunos possam recorrer em caso de necessidade.

 

3º Criação do kit do mentor

Deverá ser criado um kit (conjunto de documentos em suporte digital ou físico) do mentor que deverá incluir:

  • Apresentação breve do mentorando e das áreas em que necessita de apoio;
  • Os objetivos da mentoria (simples e exequíveis) - estes objetivos deverão ser definidos em conjunto com o mentor e, se possível, o mentorando;
  • Cronograma das sessões;
  • Diário da mentoria - espécie de sumário do trabalho realizado em cada sessão. Deverá incluir um item para a avaliação.

Se possível, poderão ser incluídas no kit algumas propostas de trabalho, tendo em conta a área de atuação, que ajudarão o mentor nas sessões iniciais até conhecer melhor o colega.

Estes documentos poderão ser disponibilizados em formato digital para assegurar a facilidade de utilização, atualização e consulta, por parte da equipa e do diretor de turma dos alunos envolvidos.

 

4º Criação dos pares (mentor/mentorando)

O critério principal para a atribuição de um mentor a um mentorando deve ser pedagógico, isto é, o perfil do mentor deve adequar-se às necessidades do mentorando. Deve ter-se também em conta a compatibilidade de personalidades. 

Posteriormente, é fundamental ter em conta a disponibilidade de horários de um e de outro de forma assegurar-se a regularidade e continuidade das sessões.

 

5º Monitorização e avaliação

A equipa responsável pelo programa de mentorias deve acompanhar a par e passo os alunos mentores, devendo ajudá-los a:

  • Planificar as sessões iniciais para se assegurar de que o aluno se sente preparado para o trabalho a realizar, quer a nível emocional quer nas atividades a dinamizar com o mentorando;
  • Avaliar o trabalho realizado, introduzindo ajustes nas propostas de trabalho sugeridas pelo mentor, se necessário.

Pelo menos uma vez por período, a equipa responsável pelo programa deverá dinamizar uma sessão de acompanhamento, em que os alunos mentores apresentem:

  • conquistas
  • dificuldades
  • problemas/obstáculos

Em conjunto, podem surgir estratégias que poderão ajudar a melhorar desempenhos. Para além disso, é fundamental que se vá fazendo o acompanhamento de todo o programa para se introduzirem reajustes, quer ao nível dos pares criados (mentor/ mentorando), quer das estratégias implementadas.

***

Disponibiliza-se aqui o conjunto de documentos (REA) que facilitam a construção de todo o programa de mentoria num agrupamento ou numa escola não agrupada. Podem ser usados e, se assim se entender, alterados, livremente. Pede-se tão somente que se respeite a licença CC aplicada. Os formatos usados são .pdf, docx, e pptx porque usados em todas as escolas.

- Exemplo de uma ficha de candidatura espontânea do aluno;

- Exemplo de um diário de mentoria;

- Apresentação "O papel de um mentor";

- Apresentação "Procedimentos a seguir durante as sessões";

- Apresentação "Atividades a realizar nas sessões".

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Para citar este artigo ou utlizar os documentos:

Bibliotubers (2020). O programa de mentorias no Agrupamento. From https://bibliotubers.com/o-programa-de-mentoria-no-agrupamento-35740

 

Bibliografia de apoio:

Guide d´implantation d´un programme de mentorat en milieu scolaire (2020). Retrieved 6 September 2020, from https://www.ctreq.qc.ca/wp-content/uploads/2014/09/Guide-Mentorat.pdf

Programme de mentorat au secondaire (2020). Retrieved 6 September 2020, from https://albertamentors.ca/wp-content/uploads/2013/10/mentorat_manuel.pdf

Partnering for Success - A Resource Handbook for Mentors (2020). Retrieved 6 September 2020, from http://www.edu.gov.on.ca/eng/teacher/NTIPMentor.pdf

A GUIDE FOR IMPLEMENTING PERSONALIZED STUDENT LEARNING PLAN (PSLP) PROGRAMS (2014). Retrieved 6 September 2020, from https://www.state.nj.us/education/cte/pslp/PSLPGuide.pdf

The mentor toolkit - 110 mentoring activities (2020). Retrieved 6 September 2020, from https://www.irscfoundation.org/uploads/files/Mentor_Toolkit.pdf

 

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