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Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes.

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Quando a Declaração Universal ganha cores

Recursos (Im)prováveis #1

Setembro 13, 2025

 

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Recurso: Ilustração da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Fonte: ACDH (Austrian Centre for Digital Humanities) + Nações Unidas
Formato: Documento visual / infografia interativa
Público-alvo: Alunos dos 10 aos 18 anos

 

O (Im)provável desta escolha

À primeira vista, poderá parecer óbvio recorrer à Declaração Universal dos Direitos Humanos em contexto educativo. Afinal, este documento de 1948 é um dos pilares da educação para a cidadania. Mas aqui reside precisamente o (im)provável: transformar um texto solene, frequentemente percecionado como distante e abstrato, numa experiência visual rica e acessível.

A versão ilustrada que propomos não é apenas uma "decoração" do texto original. É uma reinterpretação contemporânea que utiliza a linguagem visual para tornar tangíveis conceitos como dignidade, liberdade, igualdade e segurança. Cada artigo ganha vida através de ilustrações que estabelecem pontes entre os princípios universais e as realidades quotidianas dos jovens.

Vivemos tempos de crescente polarização social, onde os direitos humanos são simultaneamente invocados e questionados. Os nossos alunos crescem numa época em que testemunham, através dos ecrãs, violações sistemáticas destes direitos, mas também movimentos de resistência e reivindicação.

A versão ilustrada da Declaração Universal oferece-lhes uma linguagem comum para compreender e discutir estas questões. As imagens funcionam como âncoras cognitivas, facilitando a memorização e a transferência destes conceitos para situações concretas.

 

Três propostas pedagógicas transformadoras

1. Direitos vs. Realidade: o exercício do olhar crítico

Partindo da versão ilustrada, os alunos selecionam 3 a 5 artigos e pesquisam sobre o seu cumprimento em contextos próximos: Portugal, a escola, a comunidade local. 

O impacto pedagógico: Os alunos desenvolvem competências de pesquisa, análise crítica e argumentação, mas, sobretudo, compreendem que os direitos humanos não são conquistas garantidas, mas construções sociais permanentes.

2. Arte como linguagem de direitos

A proposta de criação artística colaborativa reconhece que os direitos humanos se expressam através de múltiplas linguagens. Cada aluno ou grupo escolhe um artigo e traduz-o criativamente, seja através de colagem, vídeo, música ou poesia.

O potencial transformador: Esta abordagem reconhece as diferentes inteligências e formas de expressão dos alunos, permitindo que cada um encontre a sua voz na defesa dos direitos humanos. A posterior exposição ou publicação cria um arquivo coletivo da interpretação jovem destes princípios.

3. Do debate à ação: a carta aberta

A terceira proposta é talvez a mais ambiciosa: partir do debate para a ação concreta. A questão central - "É suficiente termos leis que garantem direitos humanos, mesmo sem mecanismos eficazes de acompanhamento?" - convoca os alunos para uma reflexão sobre a eficácia versus a retórica dos direitos.

A dimensão cidadã: A carta aberta que resulta deste processo não é um exercício escolar, mas um documento de intervenção social. Os alunos assumem-se como agentes ativos na construção de uma sociedade mais justa.

 


Nota para educadores: Este recurso funciona particularmente bem em abordagens interdisciplinares, cruzando Educação para a Cidadania, História, Português, Espanhol, Inglês, Francês, Educação Visual e até Filosofia (nos anos mais avançados). A sua natureza visual torna-o especialmente adequado para alunos com diferentes estilos de aprendizagem e necessidades educativas especiais.

 

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Recursos (Im)prováveis: regresso com propósito

Setembro 13, 2025

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A secção Recursos (Im)prováveis regressa ao Bibliotubers com uma missão clara: desafiar as práticas convencionais da sala de aula através de recursos que, à primeira vista, podem parecer improváveis, mas que revelam um potencial transformador para a educação global e uma cidadania ativa.

Num tempo em que as fronteiras entre o digital e o analógico se esbatem, em que as notícias viajam à velocidade da luz e em que os jovens navegam simultaneamente em múltiplas realidades, torna-se imperativo repensar o que constitui um "recurso educativo". A proposta desta secção é precisamente essa: expandir o conceito de material didático.

Porque havemos de limitar a aprendizagem ao previsível? Porque não explorar uma notícia controversa, um meme viral, um podcast, uma instalação artística ou até um comentário numa rede social como ponto de partida para debates profundos sobre direitos humanos, sustentabilidade, identidade ou democracia?

Os recursos (im)prováveis são aqueles que nos chegam de forma inesperada, que emergem do quotidiano mediático, das tendências digitais, das controvérsias públicas. São fragmentos da contemporaneidade que, quando utilizados pelo educador, se transformam em pontes entre o currículo formal e o mundo real.

Vivemos numa era de infoxicação e de polarização crescente. Os nossos alunos são nativos digitais, mas vulneráveis à desinformação, pelo que é fundamental que desenvolvam não apenas competências técnicas, mas sobretudo literacia mediática, pensamento crítico e consciência cidadã.

É neste contexto que os recursos (im)prováveis ganham relevância. Uma notícia sobre alterações climáticas publicada numa rede social pode gerar uma investigação sobre fontes de informação. Um vídeo pode abrir discussões sobre representação cultural. Uma infografia pode motivar a criação de projetos de visualização de dados. Um excerto literário, aparentemente descontextualizado, pode iluminar questões contemporâneas com uma perspetiva atemporal.

O professor, enquanto curador digital, terá a oportunidade de selecionar, alterar, adaptar, difundir de forma intencional os recursos que aqui serão disponibilizados. Apesar de cada recurso ser acompanhado de uma proposta de exploração pedagógica, o objetivo é oferecer pontos de partida flexíveis que cada educador deve adaptar à sua realidade.

Esta secção compromete-se com a diversidade de formatos, perspetivas e vozes. Procuraremos recursos que representem diferentes geografias, culturas, gerações e pontos de vista. A educação global exige precisamente isso: a capacidade de compreender e dialogar com a complexidade do mundo.

Os recursos podem ser visuais (fotografias, infografias, obras de arte), sonoros (podcasts, música, registos áudio), textuais (artigos, posts, manifestos), audiovisuais (documentários, vídeos, animações) ou mesmo experienciais (jogos, simulações, desafios).


Acompanhem regularmente esta secção. Cada post será uma oportunidade de descobrir algo inesperado, de questionar pressupostos e de expandir horizontes.

A educação acontece quando menos esperamos, nos lugares mais improváveis, através dos recursos mais inesperados.

 
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Questões em destaque em 2024: Impacto da Inteligência Artificial e Cibersegurança

Recurso improvável para trabalhar a Literacia Digital e dos Media

Janeiro 07, 2024

O episódio do dia 7 de janeiro do programa Falar Global debruçou-se sobre as questões relacionadas com a Inteligência Artificial. Numa linguagem simples e com exemplos ilustrativos, este é um recurso improvável que os professores podem utilizar, com alunos do 3.º Ciclo e Ensino Secundário, para trabalhar a literacia digital e dos media.

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Imagem criada com o Copilot

 

Para além dos vídeos e da pequena introdução que os antecede, o Bibliotubers disponibiliza ainda, a título de exemplo, uma proposta de exploração para utilização em sala de aula, para o primeiro vídeo, que pode descarregar em modo editável ou em .pdf

 

1. O papel central da inteligência artificial em 2024

Estes vídeos falam sobre as previsões e principais ameaças tecnológicas para o ano de 2024. Destaca-se a importância da inteligência artificial (IA) como a tecnologia mais central e em destaque neste período. A utilização de ferramentas de IA generativa vai ser amplamente adotada pelas empresas, tanto na área dos negócios, como individualmente pelos trabalhadores. A IA generativa será integrada com sistemas mais avançados e transacionais, resultando em novas soluções e benefícios em diversos cenários.

 

     Descarregue a proposta de exploração, deste vídeo, em Word ou em em PDF.  

2. O impacto da IA generativa nas empresas e no trabalho

No mundo do trabalho, a IA terá um papel significativo, aumentando a produtividade ao automatizar processos e proporcionando mais tempo para tarefas criativas e inovadoras. Além disso, espera-se que a IA crie novas profissões. A segurança cibernética também será uma prioridade em 2024, devido ao aumento da sofisticação dos ataques, como o ransomware, que sequestra dados e exige resgate. É importante que as pessoas se protejam contra esses ataques, evitando cliques em links desconhecidos e respondendo a e-mails suspeitos. A inteligência artificial será utilizada tanto para os ataques quanto para detectar o cibercrime. Portanto, é recomendado aumentar a literacia digital e ter senhas fortes e alterá-las regularmente.

 

 

3. Empresas Lideram Iniciativas Sustentáveis para Reduzir o Lixo Eletrónico em 2024

Em 2024, a sustentabilidade e a reciclagem ganham destaque, com empresas como a LG e a iServices a liderar iniciativas ambientais. O lixo eletrónico é um grande problema, com a maioria dos dispositivos a serem descartados inadequadamente. A LG recicla materiais de equipamentos antigos em novos produtos, enquanto a iServices recondiciona dispositivos, evitando a produção de toneladas de lixo eletrónico. Ambas as empresas promovem a consciencialização sobre a importância da reutilização, visando um futuro mais ecológico e menos dependente de recursos.

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Investigação e ciência: interrogando o futuro | fobIA

A propósito dos 50 anos da Universidade Nova de Lisboa

Dezembro 17, 2023

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A exposição dos 50 anos da Universidade Nova de Lisboa questiona-nos...

1. Como lidar com tudo o que ainda não sabemos?

2. Para onde havemos de ir? Que passos podemos dar?

3. Como decifrar o que nos falta? Como ensinar as novas pessoas? O que pode uma universidade?

4. Como usar tudo isto a favor da sustentabilidade e das pessoas?

5. De onde somos, afinal?

6. O que podemos pensar juntos?

7. Como encontrar soluções?

8. Em que tipo de espaço queremos fazê-lo?

9. O que vemos?

10. Que pistas seguir?

11. Quem queremos ser?

12. Quem somos, afinal?

13. Que palavras escolher para nos guiar?

14. Uma universidade também sonha?

Estas questões sobre o futuro e a relação intrínseca com a investigação e a ciência podem ser o ponto de partida para trabalho com os nossos alunos. O questionamento, a procura de pistas, o pensamento científico são fundamentais para os alicerces de uma sociedade moderna.

O BiblioTubers colocou estas questões no chat do Bard e o artigo que se segue foi a resposta obtida. Esta é uma estratégia que poderá usar em contexto de sala de aula, quer quando está a planificar, quer quando está a lecionar, mostrando aos alunos como tirar partido da Inteligência Artificial para chegar mais longe.

 

Investigação e ciência: interrogando o futuro

A investigação e a ciência são atividades fundamentais para o desenvolvimento da humanidade. Ao longo dos séculos, estas áreas têm permitido compreender melhor o mundo que nos rodeia e desenvolver novas tecnologias que têm melhorado a nossa qualidade de vida.

No entanto, a investigação e a ciência também levantam uma série de questões complexas e desafiantes. Como lidar com tudo o que ainda não sabemos? Para onde havemos de ir? Que passos podemos dar?

Como lidar com o desconhecido

O universo é um lugar vasto e complexo, e ainda há muito que não sabemos sobre ele. A investigação científica está constantemente a revelar novos conhecimentos, mas a velocidade da descoberta é cada vez maior. Como lidar com esta avalanche de informação?

Uma das formas de lidar com o desconhecido é através da educação. As novas gerações precisam de ser preparadas para um mundo em constante mudança, e a educação científica é essencial para isso. As universidades têm um papel fundamental a desempenhar nesta área, formando investigadores e cientistas que possam continuar a explorar o mundo e a gerar novos conhecimentos.

Outra forma de lidar com o desconhecido é através da abertura de mente. A ciência é uma atividade baseada na dúvida e na investigação, e é importante estarmos abertos a novas possibilidades. Não devemos aceitar a ideia de que já sabemos tudo, mas devemos estar sempre dispostos a aprender e a questionar.

O futuro da investigação e da ciência

A investigação e a ciência são atividades essenciais para o futuro da humanidade. Elas são fundamentais para o desenvolvimento de novas tecnologias, para a resolução de problemas globais e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

No entanto, o futuro da investigação e da ciência é incerto. O mundo está a mudar rapidamente, e as novas tecnologias estão a transformar a forma como vivemos. As universidades precisam de estar preparadas para estes desafios, e precisam de formar investigadores e cientistas que sejam capazes de responder às necessidades do futuro.

Uma visão para o futuro da investigação e da ciência

Uma visão para o futuro da investigação e da ciência é a de uma ciência aberta e inclusiva. Uma ciência que esteja acessível a todos, independentemente da sua origem ou background. Uma ciência que esteja comprometida com a sustentabilidade e com o bem-estar das pessoas.

Esta visão implica uma mudança de paradigma na forma como fazemos ciência. É preciso abandonar a ideia de que a ciência é uma atividade elitista, e é preciso abrir as portas da ciência a todos.

As universidades têm um papel fundamental a desempenhar nesta mudança. Elas precisam de ser espaços abertos e inclusivos, onde todos tenham a oportunidade de aprender e de fazer ciência.

Palavras para o futuro

As palavras também são importantes para o futuro da investigação e da ciência. As palavras que escolhemos para nos guiar podem ajudar-nos a construir um futuro melhor.

Algumas palavras que podem inspirar a investigação e a ciência do futuro são:

  • Abertura: a ciência precisa ser aberta a todos, independentemente da sua origem ou background.
  • Inclusão: a ciência precisa ser inclusiva, e precisa dar voz a todos os grupos sociais.
  • Sustentabilidade: a ciência precisa estar comprometida com a sustentabilidade, e precisa desenvolver soluções que protejam o planeta.
  • Bem-estar: a ciência precisa estar comprometida com o bem-estar das pessoas, e precisa desenvolver soluções que melhorem a qualidade de vida.

A investigação e a ciência têm o potencial de construir um futuro melhor para todos. Ao questionarmos os argumentos apresentados, podemos contribuir para a construção de uma ciência mais aberta, inclusiva, sustentável e centrada no bem-estar das pessoas.

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Aprender nos Media | Isolamento dos idosos | AE Alter do Chão

Proposta de exploração e de produção

Março 22, 2020

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Uma das característica do interior do país, nomeadamente do Alto Alentejo, é o envelhecimento da população.

Cientes deste problema, alguns dos alunos do Agrupamento de Escolas de Alter do Chão, em articulação com a professora bibliotecária, elegeram este tema como ponto de partida para a elaboração de um projeto na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

A proposta aqui apresentada parte da visualização de um vídeo sobre a solidão na velhice.

 

Para além deste vídeo, foram, ainda, selecionados outros recursos para facilitar a pesquisa dos alunos:

- Portal da Pordata, com o índice de envelhecimento por município,

- Vídeo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, intitulado "Os países podem morrer de velhos”,

- Notícia da Euronews sobre o envelhecimento em Portugal,

- Reportagem da SIC "Contra a solidão.

Após a exploração e a fase de pesquisa, os alunos serão levados a refletir sobre este problema, propondo-se a criação de uma campanha de sensibilização para as redes sociais.

Oiça, aqui, a proposta na voz da professora bibliotecária, Júlia Sombreireiro:

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Aprender nos Media | Sustentabilidade | AE Castelo de Vide

Proposta de exploração e de produção

Março 22, 2020

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Atendendo a que a Escola deve assentar as suas práticas em valores e princípios de cidadania e que a diversidade de metodologias e de práticas pedagógicas deve ser indutora de experiências reais de participação, a Biblioteca do Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide sugere uma proposta de trabalho que parte da visualização do vídeo “Sem luz”, uma curta-metragem de animação sobre energia elétrica.

 

 

Os alunos serão levados a refletir sobre a utilização que se faz da energia elétrica, a sua necessidade no mundo atual, fomentando-se, desta forma, a adoção de comportamentos sustentáveis.

Oiça agora a proposta na voz da professora bibliotecária, Fernanda Cunha:

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Os Autores, uma espécie em decadência

A liberdade de expressão na era da Internet | Na perspetiva de F. J. Viegas

Março 09, 2020

Os Biblio Tubers apresentam "Os Autores, uma espécie em decadência", um recurso (im)provável que foca questões pertinentes, relacionadas com autores, editores, direitos de autor e internet. 

Esta proposta de abordagem parte da comunicação de Francisco José Viegas e lança pistas de reflexão e alguns desafios que podem ser utilizados em diferentes contextos:

  • Numa aula de português do ensino secundário;
  • Num projeto de cidadania;
  • Numa sessão de formação de docentes;
  • Numa aula de formação inicial de professores.
  • ....

Os Autores, uma espécie em decadência

A abordagem que se propõe deve ser adequada ao propósito a que se destina e ao público-alvo. 

Disponibiliza-se a comunicação na íntegra para que possam ser criados novos percursos. Caso queira, faça-no-lo(s) chegar. 

 

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Aprender nos Media | Sustentabilidade | EPDR Alter do Chão

Proposta de exploração/produção

Março 08, 2020

A sustentabilidade é uma das áreas que mais preocupa os responsáveis políticos e as organizações ecológicas. Para os alunos que vivem no Alto Alentejo, a desertificação é uma questão central, dada a situação desta zona interior do país.

Na proposta que o Biblio Tubers apresenta, criada pela professora bibliotecária da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão, Teresa Ribeiro, são lançadas três questões que fomentam a reflexão, a pesquisa e posteriormente  a ação. 

Conheça-as aqui:

VAMOS REVERTER A DESERTIFICAÇÃO!

Oiça agora a proposta na voz da professora bibliotecária, Teresa Ribeiro:

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Aprender nos media | Um mar de plástico | AE de Marvão

Uma proposta de exploração/produção

Março 07, 2020

A partir da visualização do vídeo “Mar de plástico”,  os alunos são confrontados com questões relacionadas com a sustentabilidade.

Nesta proposta de trabalho, criada pela Professora Bibliotecária do Agrupamento de Escolas de Marvão, é apresentado o conceito de poluição marítima e sugeridas atividades que levem os alunos a refletir sobre o impacto negativo do lixo nas praias. 

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Clicar na imagem para a a ver maior.

Pretende-se promover a mudança de atitudes e comportamentos.

No que respeita à exploração, os alunos criam cartazes/flyers para divulgar na escola, bem como podcasts/videocasts sobre esta temática.

Oiça, aqui, o podcast criado pela Professora Bibliotecária Carla Cordeiro, do Agrupamento de Escolas de Marvão:

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Um superpoder | a leitura

Texto, à flor da pele, de Joana M. Lopes | Concurso Nacional de Leitura | Abrantes a Ler

Março 02, 2020

A partir da comunicação feita pela escritora Joana M. Lopes, na entrega de prémios da fase Municipal do Concurso Nacional de Leitura, em Abrantes, os Biblio Tubers propõem uma abordagem que, explorando sentidos e emoções, forme e esclareça educadores, pais e filhos. 

O texto é expressivo e proferido com sentimento. Um texto que emociona e inspira.

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Clicar na imagem para a ver maior.

Um superpoder

Hoje sinto-me feliz, alegro-me sempre que encontro alguém que lê e isso acontece porque um escritor só existe quando os seus livros são lidos. Relativamente aos livros, podemos dizer que os há para todos os gostos: de receitas, de poesia, de factos reais ou nem tanto, de princesas, cavaleiros, de fadas ou vilões. Há também muitos livros povoados de heróis e às vezes, quando a realidade supera a ficção, há heróis que passam a morar na nossa vida. Eu tenho um grande herói na minha, foi a pessoa que me ensinou a usar o meu superpoder, a imaginação.

Esse grande herói é o meu pai. O meu pai não é o melhor do mundo, é igual a todos os pais que com o passar dos anos vão ganhando barriga e perdendo cabelos, o meu pai ressona, é distraído, está sempre a perder os óculos e as chaves do carro, tem dias que está cansado e que lhe doem os calos. O meu pai está longe do arquétipo do super-homem, não usa capa, nem meias de licra (facto que eu agradeço, pois creio que não o favoreceria). Apesar de andar sem capa e vestir roupas perfeitamente banais, o meu pai é o meu herói, é o meu herói desde que sou pequena. Há uma memória de infância em particular que enraíza esta imagem bonita que tenho dele: a recordação de o ouvir contar uma história, a mim e à minha irmã, antes de adormecermos. A narrativa era sempre a mesma “As Aventuras do Coelhinho Jeremias” e era totalmente inventada por ele. Nas noites em que nos presenteava com a sua imaginação, nós tínhamos direito a um episódio da epopeia de um coelho karateca que adorava cenouras e viajava pelo mundo. O coelhinho Jeremias enfrentava frequentemente as hienas que eram sempre as vilãs e vencia-as com a sua agilidade, criatividade e inteligência. Quando recordo esta imagem do meu pai, percebo o quão heróico era o gesto de nos vir aconchegar com esta história antes de entramos no mundo dos sonhos; é que estas memórias remontam ao tempo em que o meu pai acabara de perder a esposa e eu e a minha irmã, a nossa mãe.

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Apesar da dor que eu sei que sentia, apesar do longo dia de trabalho, apesar do esforço de nos vestir, alimentar, dar banho, o meu pai guardava ainda um pouco da sua energia para nos deslumbrar com aquela história cheia de proezas de um pequeno roedor. Agora, passados muitos anos e com os meus olhos crescidos, percebo que este meu pai-heróico me ensinou, talvez sem saber, através do seu exemplo e da sua narrativa inventada, que a imaginação nos dá poder para resistir às adversidades da realidade.  

 

 

Oiça o texto na voz da autora, Joana M. Lopes:

 

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