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Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes.

Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes.

Aprender. Por quê, para quê e como?

A propósito do plano de recuperação de aprendizagem, uma proposta de ação

Outubro 10, 2021

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A aprendizagem está na ordem do dia.

Fala-se de recuperação das aprendizagens, apresentam-se planos de nível macro e pede-se às escolas que criem os seus projetos, a partir de algumas "receitas" que pouco trazem de significativo.

E traz-se para a mesa a autonomia, a qual as escolas têm alguma dificuldade em abraçar, face à necessidade de responder a imperativos legais. Pede-se-lhes que alterem formas de planificar, de integrar o digital em contexto escolar, de mudar critérios e práticas de avaliação.

E como têm os professores tempo para tudo isto, sem perder o foco no que interessa? A aprendizagem?

O desafio que se coloca atualmente às escolas não é o de, num determinado espaço temporal, recuperar aprendizagens... mas, antes, continua a ser o de ensinar a aprender, permanentemente. Isto é, levar os alunos a atribuir sentido ao que aprendem, a estabelecer relações. E para isso é preciso voltar "ao básico". Ler, compreender o que se lê, inferir, atribuir significados, integrar novos conhecimentos. Aprender.

O Biblio Tubers concebeu uma proposta simples, exequível, integrada na realidade do quotidiano das escolas que parte de três pressupostos fundamentais para quem trabalha em educação:

  • O projeto é DAS escolas.
  • O projeto desenvolve-se NAS escolas.
  • O projeto, abrangendo todas as áreas disciplinares, contribui PARA a missão da escola: o sucesso educativo dos alunos.

 

Aprender. Por quê, para quê e como

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As competências digitais dos professores em ação

Cenários de aprendizagem | Francês 8.º Ano e Português 7.º Ano

Junho 03, 2021

O desenvolvimento profissional contínuo é um dos domínios das competências digitais dos professores preconizado no DigCompEdu. Contudo, não foi necessário o plano de transição digital para que os educadores procurassem atualizar-se nem para que os Centros de Formação de Associação de Escolas oferecessem propostas de formação que respondessem às necessidade da sua comunidade.

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Os exemplos que o Biblio Tubers deixa hoje chegam-nos do Centro de Formação "Os Templários", em Tomar, e decorrem da apresentação dos trabalhos da oficina de formação intitulada Novos cenários educativos com apps, jogos e dispositivos móveis nas disciplinas de línguas (oficina de 25h) que decorreu online.

Dois pressupostos balizam os cenários de aprendizagem criados e aqui apresentados:

  1. A formação decorreu totalmente online e os formadores limitaram-se a abrir portas. O trabalho de descoberta, experimentação e tentativa e erro foi sempre dos formandos, distribuídos em salas virtuais, em pequenos grupos. Da muita experiência dos formadores, em formação presencial e online, uma constatação: a formação online funciona mesmo!
  2. O trabalho colaborativo entre os formandos é fundamental para o seu desenvolvimento profissional contínuo. Conhecer outras formas de chegar ao conhecimento, de estruturar práticas pedagógicas, de utilizar recursos e ferramentas, fomenta o sentido crítico, a auto-reflexão e promove mudanças significativas.

Ao longo da formação foram criadas situações de utilização contextualizada de ferramentas digitais - voki, padlet, coggle, anchor, screencastify, kahoot, edpuzzle,... - e apresentadas metodologias de aprendizagem ativas - trabalho de projeto, resolução de problemas, gamificação - e abordados modelos de aprendizagem híbridos, nomeadamente o da sala de aula invertida.

Foi a procura por saber mais sobre cada um destes métodos e da sua adequação ao contexto profissional de cada um que surgiram estes cenários de aprendizagem que assentam em quatro princípios fundamentais:

  1. O aluno assume um papel ativo na construção do conhecimento;
  2. O professor orienta a ação do aluno, assegurando feedback instantâneo e promovendo a sua autorregulação;
  3. As ferramentas utilizadas e os recursos digitais criados surgem em contexto e servem um propósito pedagógico - apresentar a informação, estimular a reflexão, criar momentos de partilha e comunicação, promover práticas de escrita, favorecer a resolução de problemas, orientar a ação do aluno, mostrando-lhe o que já sabe e o que precisa de saber;
  4. A avaliação formativa baliza toda a ação do professor e dos alunos, permitindo regular práticas pedagógicas e orientar o processo de aprendizagem.

 

Deixam-se aqui dois exemplos do excelente trabalho que é feito pelos professores.

Cenário de aprendizagem para o 8.º ano para a disciplina de Francês, da autoria de Adélia Ribeiro, Angelina Macedo, Graça Gonçalves e Susana Santos.

 

Cenário de aprendizagem para o 7.º ano para a disciplina de Português, da autoria de Ana Ludovino, Célia Neto, Isabel Branco e Janina Gameiro.

 

Consulte aqui outras propostas criadas por professores em contexto formativo:

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Estúdio de literacias

Novos ambientes de cocriação nas escolas

Novembro 25, 2020

O mundo da educação está a mudar. Procura reencontrar o equilíbrio, abalado com a situação pandémica que o atormenta.

Deseja-se que, por uma vez, se deixe que tenda para a simplificação como qualquer outro sistema natural. Para isso a mudança deve ter origem nas escolas, nos professores e não na academia. Deve ser horizontal e não vertical.

O sistema educativo não suporta (mais) ruturas assentes em teorias, novas ou velhas, impostas por académicos ou decisores que não conhecem a Escola e a quem esta não reconhece autoridade.

É tempo da Escola se fazer ouvir e de assumir a mudança, para a sentir como sua e a adotar com naturalidade e responsabilidade. Sem ruturas, mas com mudanças efetivas, constantes - a ritmos diferentes - para não deixar ninguém para trás. É tempo de agir e de ouvir, de dar a voz aos professores, para que estes possam cumprir a sua missão. Ensinar.

Após este preâmbulo, o Biblio Tuber prossegue a sua missão de contribuir para a inovação nas escolas e apresenta uma proposta que, generalizada, poderá beneficiar o desenvolvimento de literacias nos estudantes, num processo natural, contextualizado e facilitador.

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Congregado num Estúdio de Literacias, a instalar nas escolas, dar-se-á corpo à criação de espaços onde os alunos poderão, com recurso à tecnologia, desenvolver projetos de trabalho variados, planificados por si e/ ou com os professores de forma a permitir o trabalho autónomo em torno das áreas de competência previstas no  Quadro Europeu de Competência Digital para Cidadãos e que se articula com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória:

Literacia de informação e de dados: 

  • Navegação, procura e filtragem 
  • Avaliação
  • Gestão

 

Comunicação e colaboração:

  • Interação
  • Partilha
  • Envolvimento na cidadania 
  • Colaboração 
  • Netiqueta
  • Gestão da identidade digital

 

Criação de conteúdos:

  • Desenvolvimento de conteúdo digital
  • Integração e reelaboração de conteúdo
  • Direitos de autor e licenças
  • Programação

 

Segurança:

  • Proteção de dispositivos
  • Proteção de dados pessoais e privacidade
  • Proteção da saúde e do bem-estar
  • Proteção do meio ambiente

 

Resolução de problemas:

  • Resolução de problemas
  • Identificação de necessidades e de respostas
  • Utilização criativa das tecnologias digitais
  • Identificação de lacunas na competência digital

 

Este Estúdio de Literacias poderá ser requisitado de forma autónoma pelos alunos (também o material poderá ser requisitado) ou em articulação com os conselhos de turma para a realização de projetos de turma.

Os alunos devem ter acesso a alguns recursos básicos:

  • Computador com ligação à Internet e com software de gravação e pós-produção de vídeo e áudio;
  • Câmara(s) de filmar (um bom tablet ou smartphone de última geração poderão substituir a câmara de filmar);
  • Colunas de som;
  • Microfones;
  • Monitor(es) (LCD ou LED);
  • ...

 

Idealmente, este Estúdio de Literacias deverá estar ligado aos monitores espalhados pela escola de forma a permitir emissões em direto, tendentes a promover uma cultura de escola que favoreça o saber e o conhecimento. 

Facilmente, poderão ser feitas emissões de rádio a partir deste Estúdio, para o Agrupamento e zonas populacionais envolventes e mesmo para o Mundo, via Internet.

Terminamos com uma condição para o sucesso deste Estúdio de Literacias. Este é um espaço de cocriação feito com e para os alunos. Assim se formam cidadãos autónomos, capazes de ter Voz num mundo cada vez mais mutável e competitivo.

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Planificar aulas híbridas

Pensar o presente, para responder aos desafios do amanhã

Novembro 03, 2020

A imprevisibilidade que caracteriza atualmente a educação, imposta pelas circunstâncias que vivemos, ilustra bem o grau de exigência com que se confrontam os professores. 

De facto, um pouco por todo o país há turmas em confinamento, obrigando os professores ao exercício de voltar ao ensino híbrido. pawel-czerwinski-sr9wzriI_48-unsplash.jpg

 

O Biblio Tubers, no seguimento da partilha de recursos educativos, deixa hoje três exemplos de planificações/ guias, simples e descomplicados, que poderão contribuir para a implementação de novas formas de ensinar, presencialmente e/ ou a distância.

O 1.º documento é um guia para um plano de aula, a distância, mista ou presencial, que orienta o trabalho dos alunos, favorecendo a sua autonomia na realização das tarefas e no acesso aos recursos que o professor cria/ disponibiliza para a sequência de aprendizagem planificada.

Este guia, organizado em sequências de aprendizagem, prevê momentos de trabalho em grande grupo (presencial ou síncrono) com a duração máxima de 10 minutos, para que os alunos assumam um papel ativo na sua aprendizagem.

Para facilitar a utilização do guia, sugere-se a utilização de uma plataforma de LMS, onde, entre outros, serão disponibilizados:

  • O guia da sessão,
  • Os recursos a consultar pelos alunos,
  • Um fórum de apoio/ ou chat da turma.

Uma nota final para a necessidade de simplificar a definição dos objetivos de aprendizagem, que devem ser discutidos com os alunos.

 

O guia apresentado anteriormente pode ser integrado num cenário de aprendizagem mais alargado que, seguindo o modelo proposto pela European Schoolnet, orienta a planificação do professor para o papel central do aluno, definindo não só os objetivos de aprendizagem, mas também as atividades em que os alunos vão ser envolvidos para concretizar estes objetivos.

Este modelo prevê, ainda, a utilização de ferramentas e recursos que contribuirão para a consecução do cenário, bem como a colaboração de outras pessoas e o acesso a outros lugares, que não o professor e a sala de aula.

 

Finalmente, e porque o saber não se baliza em disciplinas estanques e fechadas sobre si mesmas, apresenta-se um exemplo de uma planificação de um projeto que envolva várias disciplinas, de que são exemplo os domínios de autonomia curricular (DAC).

Este documento facilita a articulação das diferentes disciplinas e coloca a tónica nas fases do trabalho de projeto que deverão decorrer de forma natural e não balizadas pelo horário escolar e, consequentemente, pelas disciplinas. 

Para mais informações sobre o ensino híbrido, consulte os seguintes posts:

 

Caso deseje conhecer exemplos de utilização de alguns destes documentos, consulte as seguintes propostas do Colaboratório do Biblio Tubers:

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O Programa de Mentorias em ação

Boas práticas em alguns Agrupamentos de Escolas

Outubro 13, 2020

No seguimento dos três artigos do Biblio Tubers sobre o Programa de Mentorias,

  1. Orientações do ME para o ano letivo 2020/2021 | O papel das tutorias e mentorias Publicado a 08 Julho 2020 [ programa de mentorias." O programa de mentorias visa estimular o relacionamento interpessoal e a cooperação]
  2. Colaborar para aprender | Cenários para 2020/21 Publicado a 09 Julho 2020 [ programa de tutorias e mentorias. A este propósito consulte o post Orientações do ME para o ano letivo 2020]
  3. O programa de mentorias no Agrupamento, descomplicado Publicado a 06 Setembro 2020 [ programa de mentorias visa estimular o relacionamento interpessoal e a cooperação entre alunos.]

vimos agora divulgar boas práticas de quatro Agrupamentos de Escolas que poderão servir de exemplo e inspiração a outros:

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Tal como referimos anteriormente, este programa está previsto nas orientações do Ministério da Educação para o presente ano letivo e visa estimular o relacionamento interpessoal e a cooperação entre alunos. "Este programa identifica os alunos que, em cada escola, se disponibilizam para apoiar os seus pares acompanhando-os, designadamente, no desenvolvimento das aprendizagens, esclarecimento de dúvidas, na integração escolar, na preparação para os momentos de avaliação e em outras atividades conducentes à melhoria dos resultados escolares." 

As estratégias colocadas em prática variam de Agrupamento para Agrupamento, o que mostra os REA em ação, isto é, a reutilização das propostas feitas pelo Biblio Tubers, com as devidas adaptações à realidade específica de cada contexto.

Veja-se, a título de exemplo, a forma como é feita a escolha  dos alunos mentores que, no caso dos AE de Crato e AE n.º 2 de Abrantes, pode ser feita através de uma candidatura espontânea dos próprios alunos, ou  por indicação de um docente.

Uma nota para a forma como a avaliação é assumida no AE do Crato, pois estão previstos momentos de avaliação formal mas também informal. Ainda neste Agrupamento, as mentorias estão organizadas para que possam ocorrer nas três modalidades, presencial, misto e a distância, através de uma plataforma LMS, bem como a utilização do kit de mentoria sugerido pelo Biblio Tubers.

Abaixo, deixamos dois exemplos de duas candidaturas espontâneas de alunos do AE  N.º 2 de Abrantes que se propõem trabalhar em áreas de mentoria completamente distintas.

 

 

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Clique nas imagens para as ver maiores

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O Biblio Tubers vai continuar a acompanhar as estratégias colocadas em práticas pelos Agrupamentos de Escolas na implementação deste e de outros programas, valorizando os que optarem por tirar partido dos REA,  de forma descomplicada, simples e eficaz.

É este o propósito do nosso Colaboratório! (Clique na tag Colaboratório, para ler todos os posts

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Vou dar uma aula de substituição! E agora?

Soluções práticas para lidar com o inesperado

Setembro 19, 2020

A incerteza que caracteriza a vida nas escolas implica planeamento estratégico e rentabilização de recursos.

Os planos de contingência dos Agrupamentos para o ano letivo 2020/21 contemplam, em muitos casos, a criação de uma bolsa de docentes, que, face à ausência de um professor, deverá assegurar a ocupação dos tempos escolares dos alunos.

Normalmente, estas são horas da componente não letiva ou, quando existe insuficiência de tempos letivos no horário dos docentes, da componente letiva (Despacho 10-A/2015).

Neste contexto, os professores ver-se-ão confrontados com situações imprevisíveis, uma das quais o acompanhamento de uma turma, em modo de substituição por ausência do professor.

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É óbvio que esta substituição nem sempre será planeada e que, dificilmente, se conseguirá ter acesso a um plano de aula.

 

O que fazer então?

Aproveite estas aulas de substituição para trabalhar competências transversais, nomeadamente as inscritas no perfil do aluno do século XXI.

 

E como fazê-lo?

1. Lançar um tema para discussão, a partir de um texto dos média:

  • Artigo de jornal
  • Vídeo
  • Podcast
  • Publicidade

Onde encontrar recursos deste tipo?

Sugere-se a utilização de sites agregadores de conteúdos fidedignos, pois, para além da sua fiabilidade, disponibilizam uma considerável diversidade de textos e de formatos.

Exemplo: Depósitos de VALOR | Banca de conteúdos digitais.

Veja a título exemplificativo como pode utilizar esta banca:

 

2. Conversar com os alunos sobre o tema do recurso selecionado, após a sua visualização / leitura / audição.

Como?

Em grande grupo ou individualmente, através, por exemplo, de um mapa de ideias coletivo (sugere-se a utilização do Coggle), em que os alunos inscrevem a sua opinião para depois ser apresentada e discutida, confrontando diferentes pontos de vista.

 

3.Promover a criação de um produto pelos alunos

O quê?

  • Um texto escrito,
  • um problema matemático
  • Um esquema
  • Um vídeo curto
  • Um post para uma rede social
  • Uma equação criativa
  • Um podcast
  • ...

Provavelmente, não terá tempo para chegar à terceira fase, a  de produção, contudo o contacto com textos dos média e o confronto de ideias são sempre momentos de aprendizagem e de consolidação de conteúdos.

 

Que exemplos?

Consulte as seguintes propostas criadas a partir de... 

... um excerto de uma série televisiva

... um texto

...um anúncio publicitário

...uma crónica

...um vídeo

...a declamação de um poema

 

Atreva-se a experimentar! Sem receios e surpreenda-se com a reação dos alunos. Tire partido dos recursos que tem à mão. 

Só está sozinho na sala de aula quem quer, ou quem não ousa...

 

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O papel dos atores educativos na criação de REA

Caixa de ferramentas para curadoria e criação de recursos educativos abertos | AASL

Agosto 10, 2020

Esta caixa de ferramentas (toolkit) sobre recursos educativos abertos (REA), criada pela Associação Americana de Bibliotecários Escolares (AASL), está organizada em cinco cenários, que são apresentados a partir de personagens tipo, seguindo-se algumas questões de reflexão que permitem consolidar a informação veiculada no cenário.

O objetivo principal deste documento é ajudar os atores educativos a compreenderem o processo de curadoria e de criação de REA para as suas escolas.

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Apresentam-se, de seguida, os cenários organizados em torno de quatro personagens, que assumem os papéis que se apresentam abaixo.

Para aprofundar, consulte o documento original.

1. Diretores/ Administradores

O diretor aposta na disseminação de recursos educativos, consciente da importância dos REA para a sua comunidade educativa, não só pela redução de custos mas também pela excelente oportunidade de inovação que provocarão junto dos docentes.

A sua ação passa pela pesquisa de casos de sucesso e a sua apresentação aos docentes, pais e encarregados de educação, devendo envolver as chefias intermédias neste processo.

 

2. Coordenadores de bibliotecas

Para além da redução de custos e facilidade de atualização, o coordenador percebe também que os REA contribuem para o sucesso académico dos alunos e que se adequam cenários de ensino híbrido.

Contribui, ainda, para o desenvolvimento profissional dos professores bibliotecários, podendo ser utilizados inúmeros meios de disseminação. 

Este trabalho deverá ser antecedido de um período de diagnose (através da aplicação de questionários) para avaliar o grau de conhecimento dos professores bibliotecários, organizando-os em três categorias: iniciante, intermédio e avançado.

 

3. Professores bibliotecários

Dada a sua formação de base, o professor bibliotecário terá já alguns conhecimentos de REA e pode, por isso, liderar este movimento na sua escola. Nesse sentido, poderá ajudar os professores a avaliar recursos educativos, assegurando a sua efetiva utilização em contexto de sala de aula.

Pode servir de exemplo, disponibilizando materiais criados por si e divulgando-os junto dos professores, para que estes façam o mesmo. Isto é, ajuda os professores a fazerem a curadoria dos seus próprios recursos e a partilha local e global.

 

4. Professores/Educadores

O professor deve colaborar com o professor bibliotecário e, caso necessário, poderá fazer alguma formação sobre REA, por exemplo ao nível de departamento curricular.

Desta forma, o professor aperceber-se-á das potencialidades da tecnologia na criação e disseminação dos REA, tomando conhecimento de outros recursos educativos de qualidade que poderá utilizar nas suas aulas. 

 

Esta caixa de ferramentas disponibiliza ainda recursos muito interessantes, para cada um dos cenários, que ajudarão as escolas a implementar novas práticas pedagógicas assentes em REA.

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O Biblio Tubers na Rede

Somos e crescemos em Rede

Agosto 06, 2020

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Photo by Riccardo Annandale on Unsplash

 

Sítios na web que citam/ partilham o Biblio Tubers. Gradualmente irão ser incluidos mais. Poderá colaborar connosco deixando outros links nos comentários a este post.

 

Instituições

 

Agrupamentos de Escolas e outros

 

Blogs pessoais



Centros de formação / Formação

 

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A metodologia de trabalho de projeto em ação

O papel do professor, enquanto agente de mudança

Julho 29, 2020

A escola portuguesa vive, atualmente, um período de profundas transformações que visam, prioritariamente, promover o sucesso dos alunos numa dimensão humanizada.

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Photo by Jeff Sheldon on Unsplash

 

O Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória e a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, por exemplo, associados a uma época de pandemia, exigem novas práticas e metodologias.

A metodologia do trabalho de projeto está contemplada neste documentos orientadores, pelo que se torna fundamental dotar os docentes de competências que lhes permitam colocar os alunos num papel central, proporcionando-lhes situações de aprendizagens significativas. Para além disso, promove:

  • A inovação nas práticas de gestão curricular;
  • O papel do professor, enquanto agente de mudança;
  • A reflexão sobre o trabalho de projeto na consecução dos objetivos definidos nos projetos de autonomia e flexibilidade curricular dos agrupamentos.

Esta metodologia favorece:

  • O desenvolvimento de competências consignadas no Perfil do Alunos: comunicar, trabalhar em equipa, decidir, avaliar;
  • O envolvimento do aluno na conceção, realização e avaliação de projetos, que articulam saberes de diversas áreas disciplinares e que promovem a transferibilidade das aprendizagens.

A apresentação que se disponibiliza mostra um exemplo de um dispositivo de intervenção, criado por um grupo de professores (João Magusto, João Vitor, Paula Ribeiro, Teresa Taborda e Sandra Santos), na oficina de formação "Gerir projetos no âmbito da autonomia e flexibilidade curricular:  a metodologia do trabalho de  projeto", que decorreu no CFAE A23, em Torres Novas.

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Serviço de Referência na Biblioteca do Agrupamento de Escolas de Sardoal

Acolher, informar, formar e orientar

Julho 23, 2020

Numa escola, ter acesso à informação é essencial tanto para o processo de ensino como para o de aprendizagem. É nesse apoio que o papel da biblioteca escolar se define cada vez mais: apoio a docentes,  a alunos, a encarregados de educação e a todos os elementos da comunidade educativa, quer presencialmente, quer a distância.

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Photo by Priscilla Du Preez on Unsplash

O mundo global que caracteriza a nossa sociedade exige o acesso rápido a qualquer sítio web, ideia ou opinião. Mas, para isso, temos de saber o que procurar, como e onde...

E é aqui que a biblioteca escolar assume uma presença fundamental de curadoria, orientação formação e divulgação de recursos.

Para tal, a biblioteca escolar tem de definir o seu serviço de referência, isto é "o apoio prestado ao utilizador na seleção e avaliação dos recursos informativos e na forma de lhes aceder. Este apoio ― que compreende o aconselhamento pessoal, a disponibilização de informação e a orientação no acesso aos recursos físicos e digitais ― assume tal relevância que, no presente, é ele que caracteriza a qualidade das bibliotecas, tanto ou mais do que as coleções que as compõem." (in: PORTUGAL. Ministério da Educação. Gabinete da Rede Bibliotecas Escolares. Portal RBE: Serviço de referência nas bibliotecas escolares: orientações [Em linha]. Lisboa: RBE, atual. 03-06-2020. [Consult. 23-07-2020] Disponível em WWW: <URL: http://www.rbe.mec.pt/np4/2572.html>)

Como tal, a Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Sardoal, que tem vindo a desenvolver nestes últimos anos um trabalho nesta área, decidiu publicar o documento Serviço de Referência na Biblioteca do Agrupamento de Escolas de Sardoal (clique no link para aceder ao documento).

 

Oiça aqui a apresentação deste serviço, feita pelo professora bibliotecária, Jacqueline Almeida.

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