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Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

Promoção dos media em ambiente virtual

Proposta 2 | O manual de literacia digital (MILD)

Março 23, 2020

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Dando continuidade ao Plano de trabalho síncrono em tempo de quarentena, o Biblio Tubers apresenta a segunda proposta, na área dos media, que poderá ser implementada, pelos professores bibliotecários, no horário reservado à biblioteca.

Esta proposta, à semelhança da Proposta 1 | Carta de uma adolescente aos adultos, pode ser adequada a qualquer nível de ensino, a partir da escolha dos textos dos media que os alunos deverão ler.

Os textos sugeridos são apenas propostas que devem ser adequadas a cada realidade educativa. Por exemplo, os professores bibliotecários que trabalham com os alunos do 1.º Ciclo podem optar por fazer a leitura dos textos propostos.

 

Apresenta-se, abaixo, a proposta de exploração que, partindo da leitura de textos dos media, remete o aluno para uma utilização autónoma do Manual de Literacia Digital (MILD), nas áreas da Leitura dos Media e de  Ler e Escrever na Rede.

 

1. Os alunos acedem aos artigos selecionados pelos professores e fazem uma primeira leitura. A título de exemplo, deixamos sugestões de textos para cada nível de ensino.

1.º Ciclo - Os nossos amigos invisíveis publicado na Visão Júnior, em 04/03 de 2020.

2.º Ciclo - Como lidar com o “vírus” da ansiedade e manter o equilíbrio mental na quarentena, entre o teletrabalho e a vida em família  da autoria de Clara Soares, publicado na Visão Júnior, em 23/03 de 2020.

3.º Ciclo - Podemos viver “offline” publicado na Visão Júnior, no dia 04/03 de 2020 OU Dependentes e vulneráveis da autoria de Diogo Agostinho, publicado no Expresso, em 23/03 de 2020 (para o 9.º ano).

Secundário - A sociedade da repetição de Walter Hugo Mãe, OU Dependentes e vulneráveis da autoria de Diogo Agostinho, publicado no Expresso, em 23/03 de 2020.

 

2. Na data/hora previamente acordada com os alunos, o professor bibliotecário abre a sala de conversa (sugere-se o Zoom) e lança o debate entre os alunos. 

Deixam-se algumas pistas para lançar o debate:

  • Qual o tema do artigo?
  • Concordas com a abordagem que é feita ao tema pelo jornalista/cronista?
  • Qual o tópico do artigo que mais dúvidas te suscita?
  • Se pudesses questionar o jornalista/cronista que pergunta lhe colocarias?
  • ...

 

3. Após esta reflexão com os alunos, é enviado um vídeo, disponibilizado abaixo, que explica como é que os alunos poderão usar o MILD para aprenderem a ler de forma crítica os textos dos media e a criar conteúdos para publicar na rede. Este vídeo abordará, ainda, de forma sumária a utilidade desta plataforma para os alunos.

 

4. O professor poderá dividir os alunos em grupos e pedir-lhes que escrevam artigos, para os media, sobre o tema que foi objeto de leitura, no respetivo ciclo. Os textos finais são lidos à turma e alvo de discussão. O professor, ou um aluno previamente selecionado, encerra a discussão fazendo a síntese do tema. 

Sugere-se ainda que os trabalhos sejam publicados e divulgados nas redes (blogues, Twitter, Youtube, Facebook, Instagram,...) com a hashtag #somosmild.
 

Pensar a pedagogia em tempo de pandemia

Relatório sobre o ensino a distância durante o fecho das escolas | Destaques

Março 20, 2020

A centralidade do ensino a distância tem levado vários peritos a debruçarem-se sobre as questões pedagógicas levantadas com a imposição de um ensino a distância massificado e obrigatório, dado o encerramento das escolas.

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O Biblio Tubers apresenta o Independent Report written to inform the work of Education International and UNESCO, datado de 15 de março de 2020 e da autoria de Armand Doucet, Dr. Deborah Netolicky, Koen Timmers e Francis Jim Tuscano.

Este relatório levanta questões que se prendem com o ensino a distância e está organizado em 6 grandes áreas:

  1. Que cuidados ter no ensino a distância
  2. Qual o papel do professor
  3. A importância da partilha de informação entre os vários atores
  4. Recomendações
  5. Recursos para educadores e escolas
  6. Recursos e recomendações para pais / encarregados de educação / cuidadores 

 

No vídeo abaixo partilham-se os destaques deste relatório:

Download do relatório Independent Report written to inform the work of Education International and UNESCO aqui.

As 10 recomendações da UNESCO, anotadas

Internet e Web: o tempo das comunidades

Março 20, 2020

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O mundo que conhecemos, hoje, reflete a evolução da internet, que influencia todas as áreas da nossa vida. Pessoal, profissional e social. Isto é, determina a forma como trabalhamos, nos divertimos, viajamos, fazemos compras...

Criada pelo exército americano em 1960, foi no final dos anos 80 do século XX que a internet começou a ser utilizada pelas empresas e universidades. A primeira página web foi criada em 1993.

Atualmente, não nos imaginamos sem ela. Como comunicaríamos? Como viveríamos em comunidade? Como nos ligaríamos?

E a resposta a estas perguntas torna-se mais pertinente quando, mercê da pandemia,  o mundo está a aprender... a ajustar-se... a tropeçar para ir mais longe... E o teletrabalho, o ensino a distância, a comunicação virtual estão aí para ficar. O mundo nunca mais será o mesmo.

As bibliotecas têm a missão de ligar pessoas, criar e servir comunidades. Fisicamente é cada vez mais difícil. Pela desadequação da oferta? Pela concorrência quase desleal de um mundo cada vez mais virtual e sempre acessível? Provavelmente.

As bibliotecas têm vindo a definir estratégias para se adequarem a estes tempos, apostando em programas digitais e na disponibilização de conteúdos e serviços online. "Ou seja, não os vences, junta-te a eles".

As organizações internacionais, cientes desta mudança de paradigma, mais acelerada do que seria expectável no final do ano 2019, têm lançado recomendações neste sentido.

Na área da educação, destacam-se as 10 recomendações da UNESCO, anotadas aqui pelo Biblio Tubers.

Clique na apresentação para a consultar:

10 recomendações sobre ensino a distância da UNESCO

Promoção da leitura em ambiente virtual

Proposta 1 | Carta de uma adolescente aos adultos

Março 17, 2020

Na sequência da proposta Plano de trabalho síncrono em tempo de quarentena, o Biblio Tubers irá disponibilizar algumas atividades que poderão ser implementadas, pelos professores bibliotecários, no horário reservado à biblioteca.

Tal como referido no mencionado Plano de Trabalho, estas propostas irão incidir em ações de promoção da leitura e análise dos media.

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A primeira proposta, que pode ser adequada a cada nível de ensino (encurtando o texto,  simplificando a proposta de abordagem e de produção), parte de uma carta escrita por uma adolescente. Desta forma, pretende-se que os alunos, partindo das suas próprias vivências se sintam à vontade para interagir virtualmente com os colegas e com o professor bibliotecário.

Esta é, também, uma oportunidade para fomentar a partilha de leituras. Sugere-se  que seja explorado o Clube de Leituras Cool, onde os alunos poderão conhecer propostas de leitura, comentá-las ou até partilhar as suas.

 

Nesta primeira atividade de Promoção da leitura apresenta-se abaixo a proposta de exploração:

1. Os alunos são convidados, previamente, a ler, ou a ouvir, a crónica "Carta de uma adolescente aos adultos".

O texto e o convite para a leitura e/ou audição devem ser enviados atempadamente, via plataforma de gestão de aprendizagem adotada pelo agrupamento.

 

2. Na data/hora previamente acordada, o professor bibliotecário abre uma sala de conversa (sugere-se o Zoom) e discute com os alunos o texto.

Deixam-se algumas pistas para lançar a conversa:

  • Qual o impacto que os adolescentes causam nos adultos?
  • Por que razão os livros sobre os adolescentes não servem?
  • O que devem os professores fazer para motivar os alunos?
  • O que significa a expressão "deixem-nos cair"?
  • O que significa viver a 5000?
  • ....

 

3. Após esta reflexão conjunta sobre a Carta, poderá ser proposto aos alunos que criem um MANIFESTO AOS ADULTOS, que pode assumir várias formas, à escolha de cada um:

  • Som (podcast),
  • Texto (artigo de opinião...),
  • Imagem (infográfico),
  • Som e imagem (vídeo).

 

4. Poderá, ainda, ser lançada uma campanha nas redes sociais com a hashtag #manifestoaosadultos, com divulgação dos trabalhos no Twitter, Instagram e, eventualmente, no Youtube.

Oiça aqui o texto que é também disponibilizado abaixo:

Carta de uma adolescente aos adultos

por Matilde Raposo

Queridos Adultos,

Daqui escreve-vos uma adolescente. Primeiro que tudo, queria pedir que acalmassem essas hormonas. Isto porque quando se fala dos vossos filhos adolescentes, parecem as nossas.

Nós não somos um problema, não somos todos deprimidos. Temos opiniões, sabemos falar, não temos uma linguagem diferente da vossa. Queria pedir-vos também que larguem esse preconceito de que a palavra “adolescente” tem a mesma origem que a palavra “problema”. Larguem os livros que compraram sobre como lidar com um adolescente, nós não precisamos todos da mesma coisa, pelo contrário, tentem conhecer-nos, perceber o que nos faz felizes, o que nos faz tristes, o que nos magoa, as feridas que ainda temos abertas.

Motivem-nos! Nós precisamos de ser motivados, cada um de nós precisa de acreditar que tem o poder de mudar. Somos a próxima geração, não queremos ouvir “este país está a descambar”, “é tudo uma vergonha… que horror!”. Motivem-nos! É em nós que têm de pôr a pressão toda, não desistam de nós. Abram as nossas mentes, não nos deixem pensar tudo quadrado!

Quanto ao ensino… Bem, quanto ao ensino, tentem perceber que não é fácil estar 90 minutos a olhar para um professor a debitar matéria. Nesses 90 minutos há sempre alguma coisa mais engraçada para prestar atenção do que estar a ouvir o professor, por isso, tentem ensinar de outra maneira, não nos obriguem a decorar, ajudem-nos a perceber.

Deixem-nos cair as vezes que forem necessárias, nós precisamos disso mesmo, precisamos de cair. São as quedas que nos vão mostrando como somos fortes e como somos capazes de ultrapassar os obstáculos da vida. Não nos aparem os golpes, temos que aprender sozinhos.

Não nos tentem ensinar o que demoraram 40 anos a aprender. Vocês aprenderam vivendo e nós também vamos ter que viver para aprender. Deixem-nos viver, deixem-nos demorar o tempo que for preciso a aprender… Enquanto vocês vivem tudo a 500, nós vivemos tudo a 5000 e é normal fazermos de uma coisa pequena um grande drama, não se zanguem connosco por isso. Mostrem-nos que não é nenhum drama, mostrem-nos que existe solução e que há coisas bem piores.

Deixem-nos viver intensamente.

Podem ser os melhores anos das nossas vidas, é “SÓ” ajudarem-nos a viver.

Obrigada,

Uma Adolescente

 

Referência: Raposo, M. (2016). CARTA DE UMA ADOLESCENTE AOS ADULTOS – Capazes. Capazes. Retrieved 17 March 2020, from https://www.capazes.pt/cronicas/carta-de-uma-adolescente-aos/view-all/

Plano de trabalho síncrono em tempo de quarentena

Proposta de organização do tempo de estudo dos alunos

Março 16, 2020

Para ajudar diretores de agrupamento, diretores de turma e professores em geral, o Biblio Tubers sugere que a organização do tempo de estudo dos alunos seja definida por Conselho de Turma, com a criação de um plano de trabalho.

Como ainda não existem orientações concretas, sugere-se a ocupação de um período do dia (manhã ou tarde) em que os professores deverão estar disponíveis para apoiar o trabalho autónomo dos alunos. Nesse sentido, entende-se que deva ser o diretor de turma a contactar os alunos/ encarregados de educação, dando-lhes conhecimento do horário e da metodologia de trabalho, que poderá ser a seguinte:

 

1. Apresentação do horário e da plataforma onde serão lançadas as atividades por, e de, cada professor

Cada escola deverá utilizar a plataforma a que os alunos já estejam habituados. Caso a escola não utilize com regularidade nenhuma plataforma, sugere-se o Edmodo, pois, para além da facilidade de criação de salas e disponibilização de conteúdos, a sua interface, à semelhança da das redes sociais, é amigável, o que facilita a sua utilização.

 

2. Lançamento das atividades na plataforma selecionada

Os professores devem tirar partido dos recursos existentes, selecionando-os com base em critérios como: fiabilidade, credibilidade, usabilidade, qualidade e disponibilidade. Nesse sentido, sugere-se a utilização dos recursos das plataformas de apoio aos manuais escolares, pois alunos e professores já estão familiarizados com elas. Na plataforma, o professor deverá então indicar qual a atividade a realizar, diariamente, a partir dos recursos online dos manuais, devendo criar um fórum de discussão para dúvidas, ou para a apresentação de trabalhos.

 

3. Abertura de uma sala de conferência

Durante o tempo estipulado no horário, o professor deve abrir uma sala virtual, colocando o link de convite na plataforma, para que todos os alunos possam aceder.

Dada a facilidade e a qualidade  de som e imagem, sugere-se o Zoom.

Desta forma, partilham-se aprendizagens, promove-se a interação e criam-se novas dinâmicas de ensino e aprendizagem.

Apresenta-se abaixo uma proposta de horário que deverá ser adequada a cada realidade:

 

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Download do horário em .pptx

No horário, está contemplada uma hora de trabalho com a biblioteca que deverá incidir em atividades de promoção da leitura e de análise dos media, no sentido de promover multiliteracias.

A quarta-feira foi destinada à realização de um projeto interdisciplinar, pelo que os docentes deverão criar grupos de trabalho e lançar o desafio aos alunos, ou dar continuidade a projetos em curso. A título de exemplo indicam-se dois projetos:

1. Aprender nos Media | Polígrafo na Escola | Projeto sobre (des)informação online

2. Informar para conhecer | A pandemia do séc. XXI | Proposta de trabalho para DAC

Informar para conhecer | A pandemia do séc. XXI

Proposta de trabalho para DAC

Março 15, 2020

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Em tempos de incerteza, quando todas as nossas relações - pessoais, profissionais, familiares, sociais - estão em stand by, cabe à Escola promover práticas - agora online - capazes de levar os alunos a descodificar a informação que os inunda e que, não raras vezes, provoca desinformação.

Às escolas, foi lançado o repto, pelas autoridades, de continuarem as atividades letivas à distância. Aos professores, é pedido que, de súbito, se transformem em profissionais do e-learning.

Cientes destes desafios e, sobretudo, da importância que assumem numa época de pandemia que nos afeta a todos, o Biblio Tubers deixa uma proposta transversal ao currículo, que poderá ser adaptada a qualquer nível de ensino. Apesar de, nesta proposta, se indicarem algumas atividades para áreas curriculares específicas, facilmente, se poderão integrar outras.

Esta proposta parte do pressuposto de que o conhecimento é transversal e não balizado por disciplinas, pelo que se insere nos chamados Domínios de Autonomia Curricular (DAC) ou nos projetos que são desenvolvidos em Oferta de Escola ou Oferta Complementar.

Propõe-se a utilização da metodologia do trabalho de projeto por ser a mais adequada a este tipo de ação que envolve os alunos em todas as etapas, desde a planificação à avaliação.

Sugere-se a articulação com a biblioteca escolar de cada agrupamento, que poderá contribuir para a criação/ atualização das revistas a disponibilizar aos alunos, bem como nas fases de pesquisa e tratamento da informação. O professor bibliotecário poderá, também, fazer sessões detrabalho sobre ferramentas digitais a utilizar durante o projeto ou para a sua apresentação final.

 

Informar para conhecer: A pandemia do séc. XXI

Clique na imagem para ver a proposta

Acreditamos que, desta forma, estaremos a formar os nossos alunos para uma sociedade que vive tempos desafiantes e que nunca mais será a mesma.

Caso tenha outras sugestões que permitam enriquecer esta proposta, envie-no-las para workprogress6@gmail.com

Quem sabe está sempre à frente

Questões que interessam no Dia da Internet Mais Segura 2020

Fevereiro 11, 2020

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O Dia da Internet Mais Segura é sempre motivo para a realização de ações de sensibilização sobre os chamados "perigos" da Internet. Este foi também o mote para uma sessão com cerca de 40 alunos da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão, organizada pela biblioteca escolar.

Mas de que riscos se fala, quando o foco do Dia devia ser o de incentivar o uso da Internet de forma crítica  e esclarecida?

Estas questões foram discutidas com os alunos, tendo o orador, Jorge Borges, fomentado a reflexão a partir da plataforma Web do MILD, em torno de três eixos, completamente interligados e indissociáveis, à semelhança do que acontece no mundo:

1. Nunca estamos incógnitos na web.

2. As Redes dão-nos aquilo que nós queremos.

3. Vivemos como nunca na era do som e da imagem.

A partir destes statements, os alunos e professores presentes foram convidados a refletir sobre as duas faces de uma mesma Web e questionados sobre a face que querem conhecer: a informada ou a desinformada?

Jorge Borges deixou, ao longo da sessão, várias provocações, como por exemplo:

"Toda a gente nos quer manipular" ou,

"Pensem por vocês!"

Pode ouvir a sessão na íntegra, aqui:

Criar projetos de leitura

LER COM, NOS E OS MEDIA | PROJETO DE LEITURA

Janeiro 20, 2020

A centralidade da leitura é aceite e reconhecida, unanimemente, em meio escolar, empresarial e na sociedade. Inúmeros são os estudos que comprovam a importância de saber ler. Contudo, ler não é apenas o ato de juntar fonemas. Ler implica interagir com o texto, com o outro, com o mundo. As experiência de leituras são tão mais ricas, quanto as vivências do leitor.

Esta constatação atribui à escola a responsabilidade de criar oportunidades de leitura que permitam que todos os alunos a possam experienciar como momento de descoberta, aprendizagem, reflexão, questionamento e, claro, fruição.

Para que esta relação com a leitura seja criada, os alunos devem ter acesso a projetos de leitura simples, mas adequados ao meio em que estão inseridos. E a sociedade atual pauta-se pela relação que se estabelece entre o som, a imagem e o texto. É assim que os nossos alunos leem. Por isso, sem dramatismo, a escola deve encarar os media como uma oportunidade para criar leitores críticos e assertivos, capazes de se afirmarem no mundo, enquanto produtores de conteúdos. É, assim, com projetos exequíveis, que crescem com pequenos passos, se formam cidadãos.

O Biblio Tubers, para dar corpo a esta forma de ver e pensar a leitura na escola, apresenta um exemplo de um projeto que deverá ser apropriado e alterado, no sentido de responder à especificidade de cada contexto.

 

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LER COM, NOS E OS MEDIA | Projeto de leitura

  1. Diagnóstico

Este projeto destina-se aos alunos do 3.º Ciclo e Secundário e pode ser implementado em qualquer área curricular ou projeto, contudo, a proposta aqui deixada parte do pressuposto que é para ser implementado em sede de conselho de turma.

Dada a centralidade que os media assumem atualmente, no dia-a-dia dos nossos alunos, reveste-se de especial importância a criação de atividades que não só promovam a utilização adequada dos media, mas também que esse seja o ponto de partida para a criação de novos leitores, cada vez mais autónomos e críticos.

 

  1. Descrição do projeto

O presente projeto pretende envolver os alunos em atividades de leitura, a partir dos media. O Conselho de Turma deve selecionar as disciplinas a envolver no projeto, podendo ser diversificadas e variadas, dada a abrangência dos textos dos media.

Sempre que possível, deve promover-se a leitura destes textos em formato digital, por exemplo, através dos tablets da biblioteca.

Os textos a escolher terão em conta a atualidade, a adequação aos objetivos das disciplinas envolvidas e à importância que pode assumir para a leitura de textos complementares, sempre que possível selecionados pelo próprios alunos.

Pretende-se, com este projeto, o desenvolvimento de atividades que estimulem e reforcem os hábitos  de leitura e favoreçam o conhecimento do mundo atual por parte dos alunos.

 

A  título de exemplo, poderá ser feita uma abordagem pedagógica deste tipo:

1. Aprender nos Media | Uma proposta de investigação/ação e escrita

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2. Aprender nos Media | Ativismo

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3. Aprender nos Media | O discurso publicitário

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  1. Público-alvo

Alunos do 3º ciclo e ensino secundário.

 

  1. Coordenador do projeto

Diretores de Turma em colaboração com o professor bibliotecário.

 

  1. Responsáveis

Variam consoante o projeto de cada turma podendo envolver todos os professores do conselho de turma.

 

  1. Objetivos específicos

- Promover o desenvolvimento da literacia dos media, da informação e da leitura.

- Desenvolver pelo menos um DAC (Domínio de Autonomia Curricular), envolvendo duas ou mais áreas curriculares, numa perspetiva curricular integrada, vertical e horizontal, com vista a estimular a transversalidade da leitura.

- Incentivar a leitura e a escrita em distintos contextos, formatos e suportes, assegurando processos de divulgação e finalidades sociais para as suas produções.

 

  1. Ações a concretizar, materiais a produzir, recursos e calendarização

Ações a concretizar

Materiais a produzir

Recursos

Calendarização

-  Definir, por conselho de turma, as disciplinas a envolver

-  Plano de turma

 

-  Currículo e programas das disciplinas

-  Ao longo do ano letivo, de acordo com o definido no Plano de turma.

-  Selecionar os conteúdos a trabalhar ao longo do ano letivo, em cada área disciplinar envolvida e criar a respetiva matriz de avaliação

-  Plano de turma

 

-   Currículo e programas das disciplinas

-  Critérios de avaliação das disciplinas envolvidas

-  Planificar, pelo menos, uma atividade promotora das literacias numa perspetiva transdisciplinar

-  Planificação das ações a desenvolver em articulação com as diferentes disciplinas

 

 

-  Implementar o projeto nas turmas

 

-  Propostas de exploração dos textos dos media selecionados pelos professores das disciplinas envolvidas

-  Tablets, computadores da BE e telemóveis dos alunos.

 

-  Promover atividades de escrita a partir dos textos explorados

-  Textos elaborados pelos alunos

-  Tablets, computadores da BE e telemóveis dos alunos.

 

-  Fomentar o contacto com outros textos de conteúdo relacionado para que os alunos alarguem os seus conhecimentos e, de forma progressiva, leiam textos cada vez mais longos e diversificados

-  Recursos digitais e impressos, selecionados de acordo com a temática selecionada

-  Tablets, computadores da BE e telemóveis dos alunos.

 

 

  1. Metodologia

Na fase inicial do projeto, pretende-se um trabalho colaborativo que envolva os professores dos conselhos de turma. Esta articulação pode surgir, por exemplo, a partir dos DAC (Domínio de Articulação Curricular), com o contributo do Professor Bibliotecário.

Cada professor deve definir os conteúdos a trabalhar, podendo selecionar artigos, páginas web, textos, vídeos, por exemplo, que levem os alunos a trabalhar os conteúdos selecionados. Sempre que possível, para promover a articulação transdisciplinar, os docentes envolvidos devem selecionar conteúdos que se possam articular, numa perspetiva integradora do saber. É fundamental, ainda, que seja criada a respetiva matriz de avaliação, que deve ser do conhecimento dos alunos, para que possam autoavaliar o seu desempenho, ao longo de todo o projeto. Esta matriz de avaliação, criada pelos professores envolvidos é, ainda, o ponto de partida e chegada para o trabalho a desenvolver.

As metodologias a privilegiar devem estimular o papel ativo dos alunos, sugerindo-se a metodologia do trabalho de projeto. Dada a centralidade da leitura, recomenda-se a dinamização de oficinas de leitura e de escrita e até a criação de fóruns de leitura, atividades que deverão ser feitas em colaboração com a biblioteca escolar.

 

  1. Avaliação do projeto

 Dado que este é um projeto a ser implementado em cada conselho de turma, a avaliação será feita pelos docentes, quer do projeto, quer dos alunos, tendo em conta a matriz de avaliação criada.

O Professor Bibliotecário deverá fazer uma avaliação global, em colaboração com os diretores de turma, no sentido de identificar fragilidades que poderão ser colmatadas.

Avaliar | Literacia na era digital | parte III

Consumir, selecionar e criar conteúdos

Janeiro 19, 2020

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O Biblio Tubers apresenta agora a terceira parte da proposta de avaliação da literacia digital, (NCTE).

 

À medida que os alunos vão desenvolvendo as diferentes literacias, devem ser confrontados com situações que os levem a passar de consumidores a produtores de conteúdo.

Isto é, para que se possam transformar em produtores de conteúdo devem também aprender a fazer curadoria, isto é, a selecionar informação relevante, organizando-a e partilhando-a de forma adequada.

Estes estádios não tem de seguir uma determinada ordem nem são mutuamente exclusivos.

 

 

Avaliar | Literacia na era digital | parte II

Explorar e envolver-se de forma crítica, utilizando diferentes tipos de textos e ferramentas

Dezembro 22, 2019

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O Biblio Tubers apresenta agora a segunda parte da proposta de avaliação da literacia digital, (NCTE).

Os alunos têm acesso a uma ampla variedade de textos e ferramentas. Envolvem-se com muitos textos multimodais nas suas vidas diárias por vários motivos. Esses textos não fornecem apenas aos alunos novas informações, mas também permitem ver o nosso mundo de novas maneiras.

Levar os alunos a contactarem e envolverem-se com textos de diferentes formatos, género e media, proporciona-lhes novas perspetivas e conhecimentos. Conhecer e compreender a diversidade de textos e de ferramentas disponíveis é fundamental para que os alunos sejam capazes de os usar intencionalmente.

Ser alfabetizado digitalmente significa fazer escolhas e usar textos e ferramentas que sirvam o seu propósito. Significa, ainda, pensar os textos e as ferramentas de novas formas.

Este segundo questionário permitirá aos interessados (professores, educadores, alunos, pais...) avaliar ou autoavaliar-se no que diz respeito à competência: Explorar e envolver-se de forma crítica, utilizando diferentes tipos de textos e ferramentas.

À semelhança do que se fez em relação ao primeiro questionário, os profissionais da educação poderão adequar este formulários de avaliação. Para isso basta solicitar-nos o link do formulário para o email: workprogress6@gmail.com

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