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Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

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Reconfigurar a biblioteca escolar | boas práticas

Mercadinho da leitura no Agrupamento de Escolas de Sardoal

Fevereiro 16, 2020

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Na sequência do artigo Reconfigurar a Biblioteca Escolar, têm surgido várias iniciativas que mostram a vontade de mudar e implementar um novo paradigma, através da criação de bibliotecas móveis.

Este ano, a equipa da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Sardoal comprometeu-se a chegar mais perto da sua comunidade e decidiu tirar a biblioteca do seu espaço fechado e alargá-la com uma “Biblioteca fora de Portas”.

Criou-se um Mercadinho da Leitura junto da sala do aluno, no espaço polivalente da escola, disponibilizando livros, álbuns de banda desenhada e revistas, para serem lidos e consultados livremente e serem requisitados simplesmente através de um QRcode, caso queiram levar leituras até casa.

Em breve, teremos, também, umas pequenas bancas nos três pavilhões que compõem a escola para uso durante os intervalos mais pequenos.

Esperamos assim proporcionar a crianças e adultos momentos agradáveis de leitura e informação, durante a ocupação de tempos livres. 

 

O Mercadinho da Leitura na voz de Jacqueline Almeida, professora bibliotecária do Agrupamento de Escolas de Sardoal.

Quem sabe está sempre à frente

Questões que interessam no Dia da Internet Mais Segura 2020

Fevereiro 11, 2020

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O Dia da Internet Mais Segura é sempre motivo para a realização de ações de sensibilização sobre os chamados "perigos" da Internet. Este foi também o mote para uma sessão com cerca de 40 alunos da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão, organizada pela biblioteca escolar.

Mas de que riscos se fala, quando o foco do Dia devia ser o de incentivar o uso da Internet de forma crítica  e esclarecida?

Estas questões foram discutidas com os alunos, tendo o orador, Jorge Borges, fomentado a reflexão a partir da plataforma Web do MILD, em torno de três eixos, completamente interligados e indissociáveis, à semelhança do que acontece no mundo:

1. Nunca estamos incógnitos na web.

2. As Redes dão-nos aquilo que nós queremos.

3. Vivemos como nunca na era do som e da imagem.

A partir destes statements, os alunos e professores presentes foram convidados a refletir sobre as duas faces de uma mesma Web e questionados sobre a face que querem conhecer: a informada ou a desinformada?

Jorge Borges deixou, ao longo da sessão, várias provocações, como por exemplo:

"Toda a gente nos quer manipular" ou,

"Pensem por vocês!"

Pode ouvir a sessão na íntegra, aqui:

Aprender nos Media | A entrevista

Propostas de exploração e produção

Fevereiro 09, 2020

O Biblio Tubers traz um novo tipo de texto jornalístico, a Entrevista. 

Dada a diversidade de contextos, formatos e suportes em que uma Entrevista pode ser feita, optou-se por escolher um formato pouco convencional, em que o escritor - José Eduardo Agualusa - responde às questões que lhe são colocadas, sem que o espetador se aperceba destas questões ou mesmo da presença do entrevistador.

No infográfico, o Biblio Tubers sugere a exploração da entrevista através da dinamização de um debate e o envolvimento das disciplinas de Português, Filosofia e Cidadania.

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Clique na imagem para a ver maior

No final, os alunos poderão ser convidados a criar ou a fazer entrevistas, em formatos fora do comum, mas que se adeqúem à sua divulgação na Web.

A mensagem veiculada nesta Entrevista, pela riqueza do conteúdo e pela atualidade, é um recurso (im)provável para a sala de aula. Este vídeo está disponível na Sala de Streaming "Ler e Escrever" da Rede de Bibliotecas Escolares.

Para além desta entrevista, poderão encontrar outros vídeos sobre a temática (para além do Ler e Escrever a RBE disponibiliza ainda uma Sala de Streaming sobre Cidadania, estando prevista a criação de Salas sobre outros temas).

Uma nota de agrado pela possibilidade que é dada a todos os interessados de disponibilizar nos seus sítios web estas Salas, com vantagens claríssimas para as salas de aula e as bibliotecas escolares. Para além da quantidade e qualidade dos recursos disponibilizados, estas Salas serão atualizadas regularmente.

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3 técnicas para aprender a aprender de acordo com a neurociência

Conselhos para os estudantes rentabilizarem o tempo e aprenderem mais e melhor

Fevereiro 03, 2020

Não restam dúvidas,  se soubermos como funciona o nosso cérebro, podemos otimizar o seu funcionamento.

No infográfico abaixo, numa linguagem simples e acessível, dão-se alguns conselhos que permitirão aos estudantes, rentabilizar o tempo e aprenderem mais e melhor.  

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Clique na imagem para a ver maior.

 

Oiça o comentário do Biblio Tubers sobre este artigo:

 

Leia aqui o artigo que está na origem deste post:

"Aprendendo a aprender": 3 técnicas indicadas por cientistas para qualquer pessoa melhorar nos estudos... 

Ao entendermos como nosso cérebro funciona, podemos tirar melhor proveito de como ele absorve informações e melhorarmos nosso desempenho, dizem pesquisadores. A volta às aulas às vezes é encarada com desânimo por muitos alunos, diante das dificuldades em aprender conteúdos difíceis ou se preparar para exames importantes, como o Enem. Mas será que há jeitos mais eficientes de estudar e de aprender, diferentes daqueles a que recorremos sempre?... 

Um livro recém-lançado no Brasil coloca isso em discussão. Aprendendo a Aprender para Crianças e Adolescentes - Como se Dar Bem na Escola (editora Best Seller) foi feito por três pesquisadores: a PhD Barbara Oakley, professora de Engenharia na Universidade e Oakland (EUA) e pesquisadora de psicologia cognitiva, o PhD Terrence Sejnowski, especialista em neurociência e neurobiologia computacional, e Alistair McConville, diretor de aprendizagem e inovação em uma escola britânica....

Oakley é a criadora de um curso online gratuito de mesmo nome ("Aprendendo a aprender") que foi um dos mais populares da plataforma Coursera em 2018, com mais de 1,7 milhão de pessoas inscritas. A pesquisadora ensina a tirar melhor proveito da forma como o cérebro registra informações, com base em evidências científicas. A experiência vem dela própria: como má aluna de matemática e ciências na escola, Oakley se dedicou a aprender essas disciplinas mais tarde na vida porque percebeu que com elas poderia melhorar suas perspectivas profissionais. O caminho para isso, diz, foi se tornar uma "boa aprendiz" e "mudar seu cérebro".

1. Empacou em um exercício? Nosso cérebro, diz Oakley, trabalha de dois jeitos diferentes, que se complementam no aprendizado: o modo focado (quando estamos prestando atenção a um exercício, a um filme ou ao professor, por exemplo) e o modo difuso (quando o cérebro está relaxado). "Acontece que o cérebro precisa alternar entre o modo difuso e o focado para aprender de forma efetiva", explica a cientista. Ou seja, relaxar a mente muitas vezes permite encontrar soluções para problemas — é o motivo pelo qual às vezes temos boas ideias durante caminhadas ou depois de uma boa noite de sono, quando o cérebro entra no modo difuso. Então, se você empacar em um exercício ou atividade, me...

Ler mais >> 

 

Referência: "Aprendendo a aprender": 3 técnicas indicadas por cientistas para qualquer pessoa melhorar nos estudos. (2020). Noticias.uol.com.br. Retrieved 3 February 2020, from https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2020/01/29/aprendendo-a-aprender-3-tecnicas-indicadas-por-cientistas-para-qualquer-pessoa-melhorar-nos-estudos.htm

E se um livro nos abrir novas formas de olhar a leitura?

Para além do livro e do autor | Olhar o livro para compreender o mundo

Janeiro 26, 2020

 

A criação de uma Rede de Bibliotecas Escolares em Portugal, associada à existência de um Plano Nacional de Leitura, trouxe inúmeros benefícios aos destinatários finais, os alunos.

Uma das atividades mais recorrentes, por todas as escolas do país, é a presença de escritores, ilustradores e até contadores de histórias. E a magia do livro pode acontecer se não cairmos na tentação de escolarizar o momento de partilha, por parte do escritor, e de descoberta, por parte do aluno.

A obrigatoriedade, que muita vezes se constata, de levar o aluno a identificar categorias literárias ou a resumir o texto é quase sempre indutora de desmotivação por parte do aluno, que perde assim a oportunidade de (se) descobrir.

A criação de clubes de leitura, em que o aluno pode partilhar livremente o que lê, independentemente da chancela que o livro tem, ou da sua inclusão, ou não, em listas, pode fomentar verdadeiros fóruns de debate e de descoberta, em que o único foco é a relação daquele aluno com aquele livro.

A título de exemplo o Biblio Tubers apresenta o "Clube de leituras cool" como uma boa prática, em que os livros são apresentados com recurso a uma linguagem multimodal, a que os alunos aderem, por ser a linguagem com que se identificam.

A partir de um clube como este, inúmeras são as possibilidades educativas, sem preocupações de caráter disciplinar, mas antes como forma de levar os alunos a compreender o mundo que os rodeia, a partir de novas formas de olhar.

Para ilustrar esta visão, que é a do Biblio Tubers, partimos da obra "Os livros que devoraram o meu pai" apresentada pelo próprio Afonso Cruz.

O autor fala sobre o livro e, nesta conversa com os alunos, leva-os a percorrer outras obras, de clássicos da literatura mundial. E como a literatura é a porta para o mundo, também a cidadania surge neste monólogo, que nos parece riquíssimo, pois repleto de intertextualidades que favorecem a reflexão sobre temas atuais e que podem levar os alunos a assumir atitudes críticas face ao outro e à sociedade.

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Clique na imagem para a ver maior

 

No infográfico, o Biblio Tubers sugere algumas proposta de atividade, a partir desta conversa sobre o livro, que poderão ser trabalhadas em articulação com a biblioteca escolar, em qualquer área das ciências sociais, seja o português, a história, a geografia, ou até a cidadania. 

Criar projetos de leitura

LER COM, NOS E OS MEDIA | PROJETO DE LEITURA

Janeiro 20, 2020

A centralidade da leitura é aceite e reconhecida, unanimemente, em meio escolar, empresarial e na sociedade. Inúmeros são os estudos que comprovam a importância de saber ler. Contudo, ler não é apenas o ato de juntar fonemas. Ler implica interagir com o texto, com o outro, com o mundo. As experiência de leituras são tão mais ricas, quanto as vivências do leitor.

Esta constatação atribui à escola a responsabilidade de criar oportunidades de leitura que permitam que todos os alunos a possam experienciar como momento de descoberta, aprendizagem, reflexão, questionamento e, claro, fruição.

Para que esta relação com a leitura seja criada, os alunos devem ter acesso a projetos de leitura simples, mas adequados ao meio em que estão inseridos. E a sociedade atual pauta-se pela relação que se estabelece entre o som, a imagem e o texto. É assim que os nossos alunos leem. Por isso, sem dramatismo, a escola deve encarar os media como uma oportunidade para criar leitores críticos e assertivos, capazes de se afirmarem no mundo, enquanto produtores de conteúdos. É, assim, com projetos exequíveis, que crescem com pequenos passos, se formam cidadãos.

O Biblio Tubers, para dar corpo a esta forma de ver e pensar a leitura na escola, apresenta um exemplo de um projeto que deverá ser apropriado e alterado, no sentido de responder à especificidade de cada contexto.

 

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LER COM, NOS E OS MEDIA | Projeto de leitura

  1. Diagnóstico

Este projeto destina-se aos alunos do 3.º Ciclo e Secundário e pode ser implementado em qualquer área curricular ou projeto, contudo, a proposta aqui deixada parte do pressuposto que é para ser implementado em sede de conselho de turma.

Dada a centralidade que os media assumem atualmente, no dia-a-dia dos nossos alunos, reveste-se de especial importância a criação de atividades que não só promovam a utilização adequada dos media, mas também que esse seja o ponto de partida para a criação de novos leitores, cada vez mais autónomos e críticos.

 

  1. Descrição do projeto

O presente projeto pretende envolver os alunos em atividades de leitura, a partir dos media. O Conselho de Turma deve selecionar as disciplinas a envolver no projeto, podendo ser diversificadas e variadas, dada a abrangência dos textos dos media.

Sempre que possível, deve promover-se a leitura destes textos em formato digital, por exemplo, através dos tablets da biblioteca.

Os textos a escolher terão em conta a atualidade, a adequação aos objetivos das disciplinas envolvidas e à importância que pode assumir para a leitura de textos complementares, sempre que possível selecionados pelo próprios alunos.

Pretende-se, com este projeto, o desenvolvimento de atividades que estimulem e reforcem os hábitos  de leitura e favoreçam o conhecimento do mundo atual por parte dos alunos.

 

A  título de exemplo, poderá ser feita uma abordagem pedagógica deste tipo:

1. Aprender nos Media | Uma proposta de investigação/ação e escrita

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2. Aprender nos Media | Ativismo

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3. Aprender nos Media | O discurso publicitário

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  1. Público-alvo

Alunos do 3º ciclo e ensino secundário.

 

  1. Coordenador do projeto

Diretores de Turma em colaboração com o professor bibliotecário.

 

  1. Responsáveis

Variam consoante o projeto de cada turma podendo envolver todos os professores do conselho de turma.

 

  1. Objetivos específicos

- Promover o desenvolvimento da literacia dos media, da informação e da leitura.

- Desenvolver pelo menos um DAC (Domínio de Autonomia Curricular), envolvendo duas ou mais áreas curriculares, numa perspetiva curricular integrada, vertical e horizontal, com vista a estimular a transversalidade da leitura.

- Incentivar a leitura e a escrita em distintos contextos, formatos e suportes, assegurando processos de divulgação e finalidades sociais para as suas produções.

 

  1. Ações a concretizar, materiais a produzir, recursos e calendarização

Ações a concretizar

Materiais a produzir

Recursos

Calendarização

-  Definir, por conselho de turma, as disciplinas a envolver

-  Plano de turma

 

-  Currículo e programas das disciplinas

-  Ao longo do ano letivo, de acordo com o definido no Plano de turma.

-  Selecionar os conteúdos a trabalhar ao longo do ano letivo, em cada área disciplinar envolvida e criar a respetiva matriz de avaliação

-  Plano de turma

 

-   Currículo e programas das disciplinas

-  Critérios de avaliação das disciplinas envolvidas

-  Planificar, pelo menos, uma atividade promotora das literacias numa perspetiva transdisciplinar

-  Planificação das ações a desenvolver em articulação com as diferentes disciplinas

 

 

-  Implementar o projeto nas turmas

 

-  Propostas de exploração dos textos dos media selecionados pelos professores das disciplinas envolvidas

-  Tablets, computadores da BE e telemóveis dos alunos.

 

-  Promover atividades de escrita a partir dos textos explorados

-  Textos elaborados pelos alunos

-  Tablets, computadores da BE e telemóveis dos alunos.

 

-  Fomentar o contacto com outros textos de conteúdo relacionado para que os alunos alarguem os seus conhecimentos e, de forma progressiva, leiam textos cada vez mais longos e diversificados

-  Recursos digitais e impressos, selecionados de acordo com a temática selecionada

-  Tablets, computadores da BE e telemóveis dos alunos.

 

 

  1. Metodologia

Na fase inicial do projeto, pretende-se um trabalho colaborativo que envolva os professores dos conselhos de turma. Esta articulação pode surgir, por exemplo, a partir dos DAC (Domínio de Articulação Curricular), com o contributo do Professor Bibliotecário.

Cada professor deve definir os conteúdos a trabalhar, podendo selecionar artigos, páginas web, textos, vídeos, por exemplo, que levem os alunos a trabalhar os conteúdos selecionados. Sempre que possível, para promover a articulação transdisciplinar, os docentes envolvidos devem selecionar conteúdos que se possam articular, numa perspetiva integradora do saber. É fundamental, ainda, que seja criada a respetiva matriz de avaliação, que deve ser do conhecimento dos alunos, para que possam autoavaliar o seu desempenho, ao longo de todo o projeto. Esta matriz de avaliação, criada pelos professores envolvidos é, ainda, o ponto de partida e chegada para o trabalho a desenvolver.

As metodologias a privilegiar devem estimular o papel ativo dos alunos, sugerindo-se a metodologia do trabalho de projeto. Dada a centralidade da leitura, recomenda-se a dinamização de oficinas de leitura e de escrita e até a criação de fóruns de leitura, atividades que deverão ser feitas em colaboração com a biblioteca escolar.

 

  1. Avaliação do projeto

 Dado que este é um projeto a ser implementado em cada conselho de turma, a avaliação será feita pelos docentes, quer do projeto, quer dos alunos, tendo em conta a matriz de avaliação criada.

O Professor Bibliotecário deverá fazer uma avaliação global, em colaboração com os diretores de turma, no sentido de identificar fragilidades que poderão ser colmatadas.

Avaliar | Literacia na era digital | parte III

Consumir, selecionar e criar conteúdos

Janeiro 19, 2020

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O Biblio Tubers apresenta agora a terceira parte da proposta de avaliação da literacia digital, (NCTE).

 

À medida que os alunos vão desenvolvendo as diferentes literacias, devem ser confrontados com situações que os levem a passar de consumidores a produtores de conteúdo.

Isto é, para que se possam transformar em produtores de conteúdo devem também aprender a fazer curadoria, isto é, a selecionar informação relevante, organizando-a e partilhando-a de forma adequada.

Estes estádios não tem de seguir uma determinada ordem nem são mutuamente exclusivos.

 

 

Aprender nos Media | A notícia

Propostas de exploração e produção

Janeiro 08, 2020

A notícia é um texto jornalístico que encerra um conteúdo factual, isto é relata acontecimentos de interesse geral de forma objetiva.

No post de hoje, o Biblio Tubers sugere a exploração de uma notícia da revista Exame Informática, intitulada "Facebook vai banir deepfakes".

No infográfico, o Biblio Tubers sugere a exploração inicial, através do levantamento da estrutura da notícia e posterior relação com a mensagem veiculada (redes sociais; desinformação; manipulação da informação).

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Clique na imagem para a ver maior

 
Segue-se a fase em que o aluno se assume como produtor, sugerindo-se a criação de um texto dos media. Estas propostas de escrita poderão ser reais ou inventadas:

  • Um mapa de ideias, que ilustre uma notícia sobre as redes sociais;
  • Uma notícia sobre uma descoberta que poderá contribuir para acabar com o problema da desinformação;
  • Um vídeo que replique, com som e imagem, uma notícia sobre a manipulação dos media.

 

Leia a notícia, na íntegra, abaixo.

 

Facebook vai banir deepfakes 

07.01.2020 | por Rui da Rocha Ferreira | Exame Informática

O Facebook vai banir vídeos e imagens manipulados que tenham como objetivo enganar os utilizadores da rede social. A novidade foi partilhada pela própria empresa nesta segunda-feira e há um alvo claro a abater: os vídeos conhecidos como deepfakes.

Segundo a empresa, vão ser banidos os vídeos que «foram editados ou sintetizados – além de ajustamentos para clareza e qualidade – de forma a que não seja aparente para a pessoa comum e provavelmente levariam alguém a pensar que o sujeito do vídeo disse palavras que na realidade não disse», explica a empresa. A tecnológica acrescenta ainda que serão banidos os vídeos que são «um produto de inteligência artificial ou ferramentas de aprendizagem automática que mistura, substitui ou sobrepõe conteúdo num vídeo e que o fazem parecer autêntico».

A Facebook está claramente a declarar guerra aos deepfakes na plataforma. «Embora estes vídeos ainda sejam raros na internet, apresentam um desafio significativo para a nossa indústria e sociedade à medida que a sua utilização aumenta», escreve Monika Bickert, vice-presidente de gestão de políticas globais da gigante norte-americana.

De fora das novas regras ficam os vídeos que são considerados como paródia ou sátira. A empresa explicou ainda que vai ter uma equipa a trabalhar na análise “manual” de denúncias de conteúdos manipulados que sejam feitas pelos utilizadores da rede social.

Além das novas regras, a Facebook sublinha que está a promover a criação de tecnologias para a deteção de deepfakes através de um programa de dez milhões de dólares (cerca de 8,9 milhões de euros) e estabeleceu uma parceria com a agência de notícias Reuters para formar jornalistas em todo o mundo na deteção de vídeos manipulados.

A “mão pesada” da Facebook relativamente aos deepfakes acontece numa altura em que a rede social se prepara para as eleições presidenciais norte-americanas. De recordar que nas eleições anteriores, em 2016, e como resultado do roubo de dados feito pela empresa Cambridge Analytica a vários milhões de utilizadores do Facebook, a rede social foi usada como plataforma de distribuição de desinformação para influenciar a decisão dos eleitores.

in http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/internet/2020-01-07-Facebook-vai-banir-deepfakes (acedido a 09/01/2020).

 

Tendências para 2020 | repositórios de recursos educativos abertos (REA)

Impacto na notoriedade das organizações educativas e no ciclo de aprendizagem

Dezembro 23, 2019

 

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Recursos educativos abertos (REA) são conteúdos educativos de acesso livre e gratuito que podem ser utilizados para ensinar, aprender, investigar, entre outros propósitos. Esta definição da Creative Commons segue a mesma filosofia das propostas pela UNESCO e pela OCDE, sendo o denominador comum:

  • os destinatários - alunos e professores;
  • os objetivos - ensinar, aprender e investigar;
  • os materiais/ conteúdos educativos - textos, vídeos, testes, software, ferramentas para acesso ao conhecimento, entre outros.

 

Dada a importância dos REA, o Biblio Tubers aposta nesta tendência para o ano 2020 e insta as organizações educativas, escolas, bibliotecas, professores, investigadores a apostarem na criação e disseminação destes repositórios digitais, dado o impacto que têm na visibilidade que atribuem ao conhecimento e às entidades que o promovem, bem como os benefícios associados ao processo de ensino e de aprendizagem.

 Inúmeros são os estudos que mostram os benefícios dos REA:

  • Alargar a audiência das instituições, valorizando o trabalho que aí é feito;
  • Maximizar a visibilidade e o impacto do trabalho realizado pela instituição;
  • Divulgar o capital humano de uma comunidade educativa;
  • Coligir e fazer a curadoria digital do que de melhor se faz nas áreas de estudo;
  • Gerir, avaliar e divulgar as atividades de pesquisa e ensino;
  • Fomentar o trabalho colaborativo e o envolvimento nos projetos da instituição; 
  • Favorecer e incentivar abordagens interdisciplinares;
  • Facilitar o desenvolvimento e a partilha de materiais digitais educativos;
  • Apoiar os alunos, fornecendo acesso a conteúdos de interesse.

 

A aposta na criação de repositórios digitais implica um compromisso da organização, pois é necessário proceder à gestão e disseminação dos recursos digitais criados pelos membros da comunidade, de que são exemplo:

  • Artigos ou pesquisas de interesse para a instituição
  • Periódicos
  • Trabalhos publicados com comentários de leitores
  • Conferências
  • Material didático
  • Projetos de alunos
  • Dados resultantes de projetos de pesquisa
  • Relatórios
  • Fotografias e gravações de vídeo
  • Podcasts
  • Software
  • Documentação técnica
  • Pesquisas etc.

 

Os repositórios digitais tornar-se-ão cada vez mais ferramentas essenciais para as instituições educativas, parecendo-nos mesmo que poderão distinguir as organizações aprendentes e inovadoras das tradicionais. Num mundo em que a Internet dos sentidos* já é uma realidade, o acesso aberto e a disseminação da produção intelectual das organizações educativas será a marca distintiva num mercado cada vez mais competitivo, como é o da educação. 

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*A Internet dos sentidos cria uma experiência ao utilizador que envolve o cérebro, o olfato, a visão, o paladar, o tato e a audição.

 

Imagens by Ericsson ConsumerLab, December 2019.

As bibliotecas ganham espaços | avaliar para aprender

A avaliação do programa Biblioteca Criativa, na Galiza

Dezembro 22, 2019

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O programa Biblioteca Criativa, com três anos de existência apresenta no artigo abaixo transcrito os avanços, as dificuldades, os erros e as reflexões resultantes da avaliação deste programa que envolveu 79 bibliotecas escolares. Na origem do projeto esteve a necessidade de transformar as bibliotecas escolares para acolherem todo o tipo de atividades que pudessem interessar a alunos, professores e famílias. Pretendeu-se melhorar a comunicação e a expressão oral, o raciocínio lógico, a criatividade, o trabalho colaborativo, a investigação, a aprendizagem manipulativa e o jogo.

O Biblio Tubers tem vindo a publicar artigos nesta área, pelo que o presente relatório se reveste de interesse, apresentando-se, de seguida, os aspetos mais relevantes:

1. Os espaços criados nas bibliotecas (para além dos espaços interiores, foram também criados espaços exteriores, fixos e/ou amovíveis) pretendem reconfigurá-la, levando-a para além do trabalho quase exclusivo com a leitura e criando novos espaços mais consentâneos com as necessidades pedagógicas que pretendem servir contextos capazes de desenvolver competências chave.

  • Rádio
  • Espaço criativo
  • Criação audio-visual
  • Laboratório
  • Cozinha
  • Teatro
  • Música
  • Atelier

 

2. Os materiais adquiridos para os novos espaços permitiram enriquecer as coleções com múltiplos recursos e ferramentas que, acompanhando os livros, ampliam a sua possibilidade de utilização e interação.

  • Robótica
  • Impressão 3D
  • Ecrãs multitácteis
  • Tablets
  • Equipamento audiovisual
  • Equipamento rádio
  • Materiais artísticos
  • Materiais de laboratório
  • Mobiliário específico

 

3. Formação e acompanhamento que se revelaram fundamentais para a implicação da comunidade. De realçar que a comunidade educativa incluiu não só os alunos e professores, mas também a família e o projeto contou com o apoio de inúmeros parceiros.

 

4. O impacto positivo do programa para alunos e professores

  • Os novos recursos despertaram a curiosidade dos alunos, o que permitiu introduzi-los em novas dinâmicas de aprendizagem
  • Os professores incorporaram estes recursos na sua prática diária
  • A aceitação por parte da comunidade educativa de que a biblioteca vai para além da leitura e do silêncio
  • A inclusão progressiva nas tarefas da aula das inúmeras possibilidades oferecidas pela biblioteca
  • Os recursos e o espaço permitem levar a cabo aprendizagens com grande protagonismo e motivação dos alunos
  • A participação no espaço criativo da biblioteca traduz-se em colaboração e trabalho em grupo
  • A igualdade de oportunidades
  • Os professores desenvolvem novas competências
  • A presença em todos os espaços das escolas
  • O apoio ao currículo através das competências que se promovem
  • A ligação com o trabalho por projetos
  • O trabalho colaborativo e entre níveis de ensino

 

Como nota de conclusão, o Biblio Tubers realça a importância atribuida pela equipa coordenadora do programa à avaliação e à criação de estudos e investigações sobre o impacto deste espaço nas aprendizagens.

O mesmo repto se deixa aqui às bibliotecas portuguesas.

bibliotecas_56.jpgAs bibliotecas gañan espazos. Avaliar para aprender
 
“O máis importante non é o feito de avaliar, nin sequera o xeito de facelo, senón ao servizo de quen se fai”.


Entrando xa no cuarto ano de desenvolvemento do programa “Biblioteca Creativa”, considerouse necesaria unha avaliación que permitise coñecer o momento no que se está e as múltiples iniciativas que en cada centro se están a desenvolver ao abeiro do programa. O encontro previsto para o mes de outubro constituíu un contexto ideal para compartir os avances, tamén as dificultades, os logros e as reflexións que están a xurdir.

 

Referências: As bibliotecas gañan espazos. Avaliar para aprender | Eduga. (2019). Edu.xunta.gal. Retrieved 22 December 2019, from http://www.edu.xunta.gal/eduga/1832/biblioteca-escolar/bibliotecas-ganan-espazos-avaliar-para-aprender

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