Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

O papel dos atores educativos na criação de REA

Caixa de ferramentas para curadoria e criação de recursos educativos abertos | AASL

Agosto 10, 2020

Esta caixa de ferramentas (toolkit) sobre recursos educativos abertos (REA), criada pela Associação Americana de Bibliotecários Escolares (AASL), está organizada em cinco cenários, que são apresentados a partir de personagens tipo, seguindo-se algumas questões de reflexão que permitem consolidar a informação veiculada no cenário.

O objetivo principal deste documento é ajudar os atores educativos a compreenderem o processo de curadoria e de criação de REA para as suas escolas.

evie-s-zn4Pl32WgWM-unsplash.jpg

 

Apresentam-se, de seguida, os cenários organizados em torno de quatro personagens, que assumem os papéis que se apresentam abaixo.

Para aprofundar, consulte o documento original.

1. Diretores/ Administradores

O diretor aposta na disseminação de recursos educativos, consciente da importância dos REA para a sua comunidade educativa, não só pela redução de custos mas também pela excelente oportunidade de inovação que provocarão junto dos docentes.

A sua ação passa pela pesquisa de casos de sucesso e a sua apresentação aos docentes, pais e encarregados de educação, devendo envolver as chefias intermédias neste processo.

 

2. Coordenadores de bibliotecas

Para além da redução de custos e facilidade de atualização, o coordenador percebe também que os REA contribuem para o sucesso académico dos alunos e que se adequam cenários de ensino híbrido.

Contribui, ainda, para o desenvolvimento profissional dos professores bibliotecários, podendo ser utilizados inúmeros meios de disseminação. 

Este trabalho deverá ser antecedido de um período de diagnose (através da aplicação de questionários) para avaliar o grau de conhecimento dos professores bibliotecários, organizando-os em três categorias: iniciante, intermédio e avançado.

 

3. Professores bibliotecários

Dada a sua formação de base, o professor bibliotecário terá já alguns conhecimentos de REA e pode, por isso, liderar este movimento na sua escola. Nesse sentido, poderá ajudar os professores a avaliar recursos educativos, assegurando a sua efetiva utilização em contexto de sala de aula.

Pode servir de exemplo, disponibilizando materiais criados por si e divulgando-os junto dos professores, para que estes façam o mesmo. Isto é, ajuda os professores a fazerem a curadoria dos seus próprios recursos e a partilha local e global.

 

4. Professores/Educadores

O professor deve colaborar com o professor bibliotecário e, caso necessário, poderá fazer alguma formação sobre REA, por exemplo ao nível de departamento curricular.

Desta forma, o professor aperceber-se-á das potencialidades da tecnologia na criação e disseminação dos REA, tomando conhecimento de outros recursos educativos de qualidade que poderá utilizar nas suas aulas. 

 

Esta caixa de ferramentas disponibiliza ainda recursos muito interessantes, para cada um dos cenários, que ajudarão as escolas a implementar novas práticas pedagógicas assentes em REA.

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

O Biblio Tubers na Rede

Somos e crescemos em Rede

Agosto 06, 2020

riccardo-annandale-7e2pe9wjL9M-unsplash.jpg

Photo by Riccardo Annandale on Unsplash

 

Sítios na web que citam/ partilham o Biblio Tubers. Gradualmente irão ser incluidos mais. Poderá colaborar connosco deixando outros links nos comentários a este post.

 

Instituições

 

Agrupamentos de Escolas e outros

 

Blogs pessoais



Centros de formação / Formação

 

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

O futuro da educação está aqui!

Orientações das Nações Unidas para a Educação durante e pós COVID-19

Agosto 06, 2020

ante-hamersmit-yw9z-otDqMw-unsplash.jpg

Photo by Ante Hamersmit on Unsplash

 

As Nações Unidas acabam de lançar o documento "Policy Brief: Education during COVID-19 and beyond" onde apresentam a campanha "Salvar o nosso futuro" que está organizada em torno de quatro áreas chave:

  1. Reabertura das escolas, que deve envolver os vários parceiros, pais, professores, técnicos, jovens...
  2. Financiamento da educação, pelo que é imprescindível que os decisores políticos invistam em políticas educativas capazes de reinventar, de forma séria, o ensino.
  3. Reforço da resiliência dos sistemas educativos para assegurar a equidade e o desenvolvimento sustentável, sem esquecer os grupos em maior risco de exclusão.
  4. Reimaginar a educação para acelerar a mudança positiva do ensino e da aprendizagem, pois vivemos numa época em que é necessário implementar mudanças de fundo.

Por isso, é preciso investir em literacia digital, em infraestruturas, no aprender a aprender, apostando no rejuvenescimento da aprendizagem ao longo da vida e no fortalecimento das relações entre a aprendizagem formal e não formal.

 

O secretário geral da Nações Unidas, António Guterres, lançou a campanha "O futuro da educação está aqui" onde apresenta as linhas gerais do documento, reforçando a necessidade da inovação.

 

António Guterres defende que o futuro da humanidade depende da educação, alertando para os riscos da pandemia que deixou de parte os mais vulneráveis e aumentou as desigualdades. Nesse sentido urge dar passos que criem inclusão, resiliência e sistemas educativos de qualidade.

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Repensar o futuro da educação: o que pensam os jovens?

Das soft skills à aprendizagem digital

Agosto 02, 2020

A 15 de julho, as Nações Unidas comemoram o Dia Mundial das Competências dos Jovens, reconhecendo a capacidade que têm de fazer escolhas relativamente à sua vida académica e profissional.

felicia-buitenwerf-Qs_Zkak27Jk-unsplash.jpg

Photo by Felicia Buitenwerf on Unsplash

 

Este ano, face à situação de pandemia, s jovens apresentaram sugestões para redesenhar a educação no pós Covid-19, para fazer face a um mundo que muda tão rapidamente.

De entre as competências que entendem privilegiar, destacam quatro:

  1. Competências modernas, que preparem o jovens para a aprendizagem ao longo da vida o que implica a atualização dos currículos académicos.
  2. Soft skills são a chave, nomeadamente a comunicação, o pensamento crítico, a resiliência...
  3. Conetividade e aprendizagem digital são fundamentais em educação, pelo que os sistemas educativos devem privilegiar a vertente digital.
  4. Descentralização da educação, de forma a alcançar comunidades vulneráveis.

 

Leia o artigo na íntegra abaixo:

 

Reimagining the future of skills: what do young people think?

  • COVID-19 is casting a long shadow over the futures of young people all around the world.
  • On World Youth Skills Day, we asked young people their thoughts on redesigning education and skills for the post-COVID era.

 

 

 

Referência: Reimagining the future of skills: what do young people think?. (2020). Retrieved 2 August 2020, from https://www.weforum.org/agenda/2020/07/reimagining-future-skills-what-we-learned-young-people/

 

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

A metodologia de trabalho de projeto em ação

O papel do professor, enquanto agente de mudança

Julho 29, 2020

A escola portuguesa vive, atualmente, um período de profundas transformações que visam, prioritariamente, promover o sucesso dos alunos numa dimensão humanizada.

jeff-sheldon-8z2Q6XWLYa4-unsplash.jpg

Photo by Jeff Sheldon on Unsplash

 

O Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória e a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, por exemplo, associados a uma época de pandemia, exigem novas práticas e metodologias.

A metodologia do trabalho de projeto está contemplada neste documentos orientadores, pelo que se torna fundamental dotar os docentes de competências que lhes permitam colocar os alunos num papel central, proporcionando-lhes situações de aprendizagens significativas. Para além disso, promove:

  • A inovação nas práticas de gestão curricular;
  • O papel do professor, enquanto agente de mudança;
  • A reflexão sobre o trabalho de projeto na consecução dos objetivos definidos nos projetos de autonomia e flexibilidade curricular dos agrupamentos.

Esta metodologia favorece:

  • O desenvolvimento de competências consignadas no Perfil do Alunos: comunicar, trabalhar em equipa, decidir, avaliar;
  • O envolvimento do aluno na conceção, realização e avaliação de projetos, que articulam saberes de diversas áreas disciplinares e que promovem a transferibilidade das aprendizagens.

A apresentação que se disponibiliza mostra um exemplo de um dispositivo de intervenção, criado por um grupo de professores (João Magusto, João Vitor, Paula Ribeiro, Teresa Taborda e Sandra Santos), na oficina de formação "Gerir projetos no âmbito da autonomia e flexibilidade curricular:  a metodologia do trabalho de  projeto", que decorreu no CFAE A23, em Torres Novas.

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Serviço de Referência na Biblioteca do Agrupamento de Escolas de Sardoal

Acolher, informar, formar e orientar

Julho 23, 2020

Numa escola, ter acesso à informação é essencial tanto para o processo de ensino como para o de aprendizagem. É nesse apoio que o papel da biblioteca escolar se define cada vez mais: apoio a docentes,  a alunos, a encarregados de educação e a todos os elementos da comunidade educativa, quer presencialmente, quer a distância.

Captura de ecrã 2020-07-23, às 00.25.47.png

Photo by Priscilla Du Preez on Unsplash

O mundo global que caracteriza a nossa sociedade exige o acesso rápido a qualquer sítio web, ideia ou opinião. Mas, para isso, temos de saber o que procurar, como e onde...

E é aqui que a biblioteca escolar assume uma presença fundamental de curadoria, orientação formação e divulgação de recursos.

Para tal, a biblioteca escolar tem de definir o seu serviço de referência, isto é "o apoio prestado ao utilizador na seleção e avaliação dos recursos informativos e na forma de lhes aceder. Este apoio ― que compreende o aconselhamento pessoal, a disponibilização de informação e a orientação no acesso aos recursos físicos e digitais ― assume tal relevância que, no presente, é ele que caracteriza a qualidade das bibliotecas, tanto ou mais do que as coleções que as compõem." (in: PORTUGAL. Ministério da Educação. Gabinete da Rede Bibliotecas Escolares. Portal RBE: Serviço de referência nas bibliotecas escolares: orientações [Em linha]. Lisboa: RBE, atual. 03-06-2020. [Consult. 23-07-2020] Disponível em WWW: <URL: http://www.rbe.mec.pt/np4/2572.html>)

Como tal, a Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Sardoal, que tem vindo a desenvolver nestes últimos anos um trabalho nesta área, decidiu publicar o documento Serviço de Referência na Biblioteca do Agrupamento de Escolas de Sardoal (clique no link para aceder ao documento).

 

Oiça aqui a apresentação deste serviço, feita pelo professora bibliotecária, Jacqueline Almeida.

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Que caminhos abrem as orientações do Ministério da Educação para 2020/21?

Como pode a tecnologia ajudar a mudar a educação?

Julho 21, 2020

As experiências da Estónia, Uruguai, Finlândia, República da Coreia e EUA foram o ponto de partida para a procura de respostas que se poderão colocar no próximo ano letivo e que são apresentadas no documento que aqui analisamos - Tecnología: lo que puede y no puede hacer por la educación - Una comparación de cinco historias de éxito, do Banco Interamericano do Desarollo:

  • O que acontecerá se as escolas encerrarem?
  • Como podem os estudantes aprender sem a presença física de um professor?
  • Como avaliar as aprendizagens dos estudantes?

caleb-jones-J3JMyXWQHXU-unsplash.jpg

Photo by Caleb Jones on Unsplash

 

O pensamento que sobressai destes cinco exemplos podem trazer pistas importantes para os planos de ação que as escolas estão a criar para o próximo ano letivo.

As orientações do ME apontam preferencialmente para o ensino presencial, contudo, sabemos que, de um momento para o outro, a educação pode ficar inteiramente dependente da tecnologia. Mais do que um problema, esta é uma oportunidade para desenvolver novas capacidades, necessárias para o sucesso pessoal, académico e profissional na era digital.

Nunca foi tão importante o aprender a aprender, o que implica uma profunda alteração nas formas de aprender e ensinar nas nossas escolas. Para além de competências sócios-emocionais como a empatia, a adaptabilidade, a resiliência, as competências digitais, como o pensamento crítico, a comunicação, a criatividade e a resolução de problemas associam-se  à necessidade de aprender ao longo da vida.

E, se nada disto é novo, agora, tornou-se premente.

Que desafios para as escolas?

  1. Implementar novas formas de aprender, a tecnologia permite adaptar/ diferenciar o processo de aprendizagem, criando instruções individualizadas, dentro do grupo turma, o que pode diminuir as desigualdades ao nível da aprendizagem.
  2. Atualizar o papel dos docentes, centrando a mudança/ inovação nas práticas pedagógicas consentâneas com as novas formas de aprender. Isto implica valorizar os professores e dar-lhes autonomia para que tomem decisões a nível local.
  3. Diversificar as práticas docentes, apostando na sua formação para a criação de recursos de aprendizagem adequados aos seus alunos e a novos ambientes de aprendizagem.
  4. Alinhar a educação com uma sociedade cada vez mais digital, pois as escolas devem ver a aprendizagem como um processo flexível, aberto e colaborativo que pode acontecer em qualquer parte, enriquecida com a tecnologia digital.

Veja-se a este propósito o modelo de aprendizagem inteligente do sistema educativo finlandês:

1 (1).jpeg

Clicar na imagem para a ampliar

 

Esta nova forma de ver e fazer educação implica uma rutura com a configuração tradicional da aula, gerida por um professor que controla o processo de ensino e aprendizagem. Os novos ambientes educativos devem promover a participação ativa dos estudantes na sua aprendizagem. O papel do professor é criar esses ambientes, discutindo os objetivos de aprendizagem com os estudantes e mostrando-lhes que são eles próprios que determinam a qualidade da sua aprendizagem.

A cultura organizacional da escola tem um papel importantíssimo para esta alteração de práticas. Colaborativamente, os professores devem desenhar estes ambientes de aprendizagem inteligentes, nomeadamente as metodologias a implementar e as ferramentas a utilizar, sem esquecer a importância de uma gestão adequada dos ambientes físico e virtual.

Apresentação1.jpeg

Clicar na imagem para a ampliar

 

A avaliação, vista como elemento integrante de todo o processo, é fundamental, sendo o e-portefólio uma ferramenta poderosíssima, não só a  para a aprendizagem mas também para a avaliação.

O Biblio Tubers já disponibilizou um guia, dividido em três partes, sobre e-portefólios.

As cinco experiências apresentadas no documento mostram que a tecnologia pode ter um grande impacto nos processos de aprendizagem dos indivíduos e das sociedades, contudo, esta alteração só acontece se os líderes acreditarem nessa transformação, o que implica a tomada de decisões a nível local e não central.

 

Nota: As figuras apresentadas encontram-se no documento original aqui analisado. 

 

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Ler e escrever na e para a web

O que devemos saber

Julho 17, 2020

Guardar em PDF

Vários são os investigadores que se têm debruçado sobre os novos hábitos de leitura e escrita, decorrentes da omnipresença do mundo digital. Um dos resultados mais consistente, e que traz informação importante para quem comunica na web é que a leitura raramente se faz de forma linear (palavra a palavra, linha a linha), mas sim na diagonal.

increase-3172503_640.jpg

Imagem de mohamed Hassan por Pixabay

 

São, fundamentalmente, dois os tipos de leitura que mais se praticam na web:

  1. Scanning, a forma de leitura prática e objetiva, que praticamos quando precisamos de encontrar uma informação específica num texto que aborda diversos assuntos.
  2. Skimming é outra técnica de leitura, também muito usada, um tanto mais complexa que o scanning, mas igualmente prática, eficiente e objetiva. A diferença entre os dois é que no skimming não procuramos apenas palavras ou tópicos específicos, mas, sim, informações importantes presentes em todo o texto.

Esta realidade, apesar de assustadora para alguns, mais conservadores,  não pode deixar de (n)os levar a debruçar sobre as novas formas de apreender a informação e de "procurar" o que de facto (n)os interessa.

Ora isto, desafia-(n)os a mudar a forma como escrevem(os), para comunicarmos melhor, na web.

Para além disso, esta capacidade de percorrer o texto, na web, em busca do que é essencial, é cada vez mais uma competência necessária, pois fomenta o espírito crítico e a capacidade de tomar decisões fundamentadas.

Podemos lamentar, tentar adiar o inadiável, tapar o sol com a peneira, mas o facto é que temos de nos adaptar e aprender a escrever e a ler na web.

Nesse sentido,temos de tornar o texto atrativo, conciso e claro (preciso). O parágrafo mais importante é o primeiro, pois é o que capta a atenção do leitor.

Os estudos que têm sido feitos nesta área apontam para algumas caraterísticas que os leitores da web procuram e que facilitam a leitura:

  •  Criar títulos e subtítulos claros que espelhem o conteúdo do texto.
  • Destacar expressões (ou palavras) chave, para chamar a atenção e orientar a leitura. 
  • Incluir links, caixas de texto, palavras em negrito.
  • Criar listas e esquemas.
  • Inserir tabelas com a organização da informação.
  • Selecionar imagens que falem por si, que chamem a atenção e "agucem" a curiosidade do leitor.
  • Evitar generalizações e afirmações vagas e, sempre que possível, mostrar exemplos claros.
  • Facilitar uma leitura "scanning" do seu texto (utilize palavras destacadas, listas, espaços a separar a informação).
  • Incorporar elementos multimédia.
  • Estimular a vontade de ler (mais), por exemplo através da divisão do conteúdo do artigo em partes, em capítulos ou episódios que vão sendo publicados ao longo do tempo, com regularidade.

Nota: Não esquecer que não estamos a escrever no papel, pelo que temos a possibilidade permanente de alterar/atualizar o texto. Logo, deve priveligiar-se a atualidade, e por isso, podemos e devemos, sempre, melhorar, alterar, acrescentar a informação, à posteriori.

 

Bibliografia: 

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Aprender a Ser, a Ler!

A biblioteca no E@D do AE de Nisa

Julho 16, 2020

senjuti-kundu-JfolIjRnveY-unsplash.jpg

Photo by Senjuti Kundu on Unsplash

 

O Projeto "Ser a Ler", implementado pelo segundo ano consecutivo no 1º ciclo do ensino básico do AE de Nisa, tem por objetivo formar leitores competentes, ajudando cada criança a compreender as palavras, o seu contexto, a ler textos,  a dar-lhe sentido mas também a partilhar as leituras com os seus pares com recurso a atividades de pesquisa, escrita lúdica, expressão plástica, dramática, musical...

Desenvolvido pela Biblioteca Escolar, o Projeto “Ser a Ler” resulta de um trabalho de articulação com as professoras titulares, respondendo à necessidade de dinamizar a leitura como medida de promoção da melhoria do sucesso escolar. Os alunos dos diferentes anos de escolaridade ampliam os seus interesses, partilham obras muito diferentes entre si – géneros, temas, autores, ilustradores, em sintonia com os objetivos definidos nas Metas Curriculares para o 1º ciclo do ensino básico.

O Projeto “Ser a Ler” valoriza o hábito da leitura como condição de Cidadania, de encontro consigo mesmo e com os outros, lendo em conjunto, refletindo sobre comportamentos e valores, indo ao encontro dos objetivos da componente de Cidadania e Desenvolvimento, respeitando a sua transversalidade.

***

Com a imperiosa necessidade de implementação do Ensino a Distância o “Ser a Ler” lançou desafios de que resultaram imagens memoráveis!

“Formiguinha descalça”, de Matilde Rosa Araújo:

Os alunos do 4º ano, das turmas A e B, declamaram os versos deste poema. Em pijama, na sala, no jardim, em pleno campo… Simularam leituras ensonadas…  alegres… enfadadas…  enfim!... veja o resultado abaixo:

4º A:

4º B:

Pela equipa da biblioteca escolar: Fátima Dias e Maria João Biscaia

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Da aula tradicional aos ambientes educativos inovadores

A escola em modo presencial e virtual | pistas

Julho 16, 2020

Guardar em PDF

As escolas estão a preparar o próximo ano letivo e a delinear planos para as modalidades de ensino presencial, misto e a distância. Independentemente da modalidade, as escolas não podem perder a oportunidade de implementar mudanças de fundo, com recurso ao digital, e de criar cenários de aprendizagem inovadores, capazes de responder a diferentes ritmos e estilos de aprendizagem dos alunos.

sushobhan-badhai-LrPKL7jOldI-unsplash.jpg

Photo by Sushobhan Badhai on Unsplash

 

José Ángel Plaza, no artigo "Del ´aula huevera´a la hiperaula", publicado na revista Retina de junho de 2020, apresenta propostas de ensino híbrido, que implicam alterações de tempo, espaço e relação entre os atores educativos.

O Biblio Tubers deixa aqui as grandes linhas deste artigo que poderá apontar soluções interessantes para as escolas que querem inovar.

O autor reforça a ideia de que devemos manter as boas práticas do ensino a distância a que fomos "obrigados", no fim do ano letivo transato, e fazer a ponte, para garantir que não se verifica uma desconexão do processo de aprendizagem, sobretudo quando o ensino está a necessitar de uma verdadeira transformação.

Para isso, o professor deve desenhar novos cenários, experiências e trajetos de aprendizagem que ensinem os alunos a movimentarem-se na informação abundante a que têm acesso e a encontrar aí utilidade.

A aposta mais acertada é o ensino híbrido - uma mistura de educação presencial e virtual, pois, tal como refere Fernández Enguita, a chave para esta mudança é saber aproveitar a tecnologia material e as tecnologias sociais que se desenvolvem sobre ela (redes, grupos colaborativos, cooperação entre pessoas, para organizar um "contexto de aprendizagem mais útil, eficaz e eficiente").

A hiperaula (em Portugal utilizamos o conceito de ambientes educativos inovadores) prevê a implementação de novos modelos de aprendizagem que implicam a reorganização de espaços, de tempo e das relações entre docentes e estudantes:

  • Hiperespaço - mais amplo, aberto e flexível. Alberga vários professores e estudantes organizados em grupo ou individualmente.
  • Hipermédia - As atividades realizadas recorrem a todo o tipo de suportes e formatos (áudio, vídeo, imagem e texto) e passam com naturalidade do presencial para o virtual, do analógico para o digital.
  • Hiperrealidade - O uso da realidade virtual, aumentada, imersiva, tecnologia 3D, simulações, possibilita uma representação dos conteúdos mais atrativa e fomenta uma maior interação.

 

A multidisciplinaridade e o trabalho colaborativo que estes ambientes híbridos proporcionam, fomentam a autonomia da aprendizagem, o pensamento crítico e o desenvolvimento das competências consentâneas com o perfil do aluno do século XXI.

 

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Twitter

Facebook