Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

Criar projetos de leitura

LER COM, NOS E OS MEDIA | PROJETO DE LEITURA

Janeiro 20, 2020

A centralidade da leitura é aceite e reconhecida, unanimemente, em meio escolar, empresarial e na sociedade. Inúmeros são os estudos que comprovam a importância de saber ler. Contudo, ler não é apenas o ato de juntar fonemas. Ler implica interagir com o texto, com o outro, com o mundo. As experiência de leituras são tão mais ricas, quanto as vivências do leitor.

Esta constatação atribui à escola a responsabilidade de criar oportunidades de leitura que permitam que todos os alunos a possam experienciar como momento de descoberta, aprendizagem, reflexão, questionamento e, claro, fruição.

Para que esta relação com a leitura seja criada, os alunos devem ter acesso a projetos de leitura simples, mas adequados ao meio em que estão inseridos. E a sociedade atual pauta-se pela relação que se estabelece entre o som, a imagem e o texto. É assim que os nossos alunos leem. Por isso, sem dramatismo, a escola deve encarar os media como uma oportunidade para criar leitores críticos e assertivos, capazes de se afirmarem no mundo, enquanto produtores de conteúdos. É, assim, com projetos exequíveis, que crescem com pequenos passos, se formam cidadãos.

O Biblio Tubers, para dar corpo a esta forma de ver e pensar a leitura na escola, apresenta um exemplo de um projeto que deverá ser apropriado e alterado, no sentido de responder à especificidade de cada contexto.

 

Imagem1.png

LER COM, NOS E OS MEDIA | Projeto de leitura

  1. Diagnóstico

Este projeto destina-se aos alunos do 3.º Ciclo e Secundário e pode ser implementado em qualquer área curricular ou projeto, contudo, a proposta aqui deixada parte do pressuposto que é para ser implementado em sede de conselho de turma.

Dada a centralidade que os media assumem atualmente, no dia-a-dia dos nossos alunos, reveste-se de especial importância a criação de atividades que não só promovam a utilização adequada dos media, mas também que esse seja o ponto de partida para a criação de novos leitores, cada vez mais autónomos e críticos.

 

  1. Descrição do projeto

O presente projeto pretende envolver os alunos em atividades de leitura, a partir dos media. O Conselho de Turma deve selecionar as disciplinas a envolver no projeto, podendo ser diversificadas e variadas, dada a abrangência dos textos dos media.

Sempre que possível, deve promover-se a leitura destes textos em formato digital, por exemplo, através dos tablets da biblioteca.

Os textos a escolher terão em conta a atualidade, a adequação aos objetivos das disciplinas envolvidas e à importância que pode assumir para a leitura de textos complementares, sempre que possível selecionados pelo próprios alunos.

Pretende-se, com este projeto, o desenvolvimento de atividades que estimulem e reforcem os hábitos  de leitura e favoreçam o conhecimento do mundo atual por parte dos alunos.

 

A  título de exemplo, poderá ser feita uma abordagem pedagógica deste tipo:

1. Aprender nos Media | Uma proposta de investigação/ação e escrita

1.png

2. Aprender nos Media | Ativismo

2.png

3. Aprender nos Media | O discurso publicitário

3.png

 

  1. Público-alvo

Alunos do 3º ciclo e ensino secundário.

 

  1. Coordenador do projeto

Diretores de Turma em colaboração com o professor bibliotecário.

 

  1. Responsáveis

Variam consoante o projeto de cada turma podendo envolver todos os professores do conselho de turma.

 

  1. Objetivos específicos

- Promover o desenvolvimento da literacia dos media, da informação e da leitura.

- Desenvolver pelo menos um DAC (Domínio de Autonomia Curricular), envolvendo duas ou mais áreas curriculares, numa perspetiva curricular integrada, vertical e horizontal, com vista a estimular a transversalidade da leitura.

- Incentivar a leitura e a escrita em distintos contextos, formatos e suportes, assegurando processos de divulgação e finalidades sociais para as suas produções.

 

  1. Ações a concretizar, materiais a produzir, recursos e calendarização

Ações a concretizar

Materiais a produzir

Recursos

Calendarização

-  Definir, por conselho de turma, as disciplinas a envolver

-  Plano de turma

 

-  Currículo e programas das disciplinas

-  Ao longo do ano letivo, de acordo com o definido no Plano de turma.

-  Selecionar os conteúdos a trabalhar ao longo do ano letivo, em cada área disciplinar envolvida e criar a respetiva matriz de avaliação

-  Plano de turma

 

-   Currículo e programas das disciplinas

-  Critérios de avaliação das disciplinas envolvidas

-  Planificar, pelo menos, uma atividade promotora das literacias numa perspetiva transdisciplinar

-  Planificação das ações a desenvolver em articulação com as diferentes disciplinas

 

 

-  Implementar o projeto nas turmas

 

-  Propostas de exploração dos textos dos media selecionados pelos professores das disciplinas envolvidas

-  Tablets, computadores da BE e telemóveis dos alunos.

 

-  Promover atividades de escrita a partir dos textos explorados

-  Textos elaborados pelos alunos

-  Tablets, computadores da BE e telemóveis dos alunos.

 

-  Fomentar o contacto com outros textos de conteúdo relacionado para que os alunos alarguem os seus conhecimentos e, de forma progressiva, leiam textos cada vez mais longos e diversificados

-  Recursos digitais e impressos, selecionados de acordo com a temática selecionada

-  Tablets, computadores da BE e telemóveis dos alunos.

 

 

  1. Metodologia

Na fase inicial do projeto, pretende-se um trabalho colaborativo que envolva os professores dos conselhos de turma. Esta articulação pode surgir, por exemplo, a partir dos DAC (Domínio de Articulação Curricular), com o contributo do Professor Bibliotecário.

Cada professor deve definir os conteúdos a trabalhar, podendo selecionar artigos, páginas web, textos, vídeos, por exemplo, que levem os alunos a trabalhar os conteúdos selecionados. Sempre que possível, para promover a articulação transdisciplinar, os docentes envolvidos devem selecionar conteúdos que se possam articular, numa perspetiva integradora do saber. É fundamental, ainda, que seja criada a respetiva matriz de avaliação, que deve ser do conhecimento dos alunos, para que possam autoavaliar o seu desempenho, ao longo de todo o projeto. Esta matriz de avaliação, criada pelos professores envolvidos é, ainda, o ponto de partida e chegada para o trabalho a desenvolver.

As metodologias a privilegiar devem estimular o papel ativo dos alunos, sugerindo-se a metodologia do trabalho de projeto. Dada a centralidade da leitura, recomenda-se a dinamização de oficinas de leitura e de escrita e até a criação de fóruns de leitura, atividades que deverão ser feitas em colaboração com a biblioteca escolar.

 

  1. Avaliação do projeto

 Dado que este é um projeto a ser implementado em cada conselho de turma, a avaliação será feita pelos docentes, quer do projeto, quer dos alunos, tendo em conta a matriz de avaliação criada.

O Professor Bibliotecário deverá fazer uma avaliação global, em colaboração com os diretores de turma, no sentido de identificar fragilidades que poderão ser colmatadas.

Avaliar | Literacia na era digital | parte III

Consumir, selecionar e criar conteúdos

Janeiro 19, 2020

lab.jpg

O Biblio Tubers apresenta agora a terceira parte da proposta de avaliação da literacia digital, (NCTE).

 

À medida que os alunos vão desenvolvendo as diferentes literacias, devem ser confrontados com situações que os levem a passar de consumidores a produtores de conteúdo.

Isto é, para que se possam transformar em produtores de conteúdo devem também aprender a fazer curadoria, isto é, a selecionar informação relevante, organizando-a e partilhando-a de forma adequada.

Estes estádios não tem de seguir uma determinada ordem nem são mutuamente exclusivos.

 

 

Aprender nos Media | A notícia

Propostas de exploração e produção

Janeiro 08, 2020

A notícia é um texto jornalístico que encerra um conteúdo factual, isto é relata acontecimentos de interesse geral de forma objetiva.

No post de hoje, o Biblio Tubers sugere a exploração de uma notícia da revista Exame Informática, intitulada "Facebook vai banir deepfakes".

No infográfico, o Biblio Tubers sugere a exploração inicial, através do levantamento da estrutura da notícia e posterior relação com a mensagem veiculada (redes sociais; desinformação; manipulação da informação).

noticia.png

Clique na imagem para a ver maior

 
Segue-se a fase em que o aluno se assume como produtor, sugerindo-se a criação de um texto dos media. Estas propostas de escrita poderão ser reais ou inventadas:

  • Um mapa de ideias, que ilustre uma notícia sobre as redes sociais;
  • Uma notícia sobre uma descoberta que poderá contribuir para acabar com o problema da desinformação;
  • Um vídeo que replique, com som e imagem, uma notícia sobre a manipulação dos media.

 

Leia a notícia, na íntegra, abaixo.

 

Facebook vai banir deepfakes 

07.01.2020 | por Rui da Rocha Ferreira | Exame Informática

O Facebook vai banir vídeos e imagens manipulados que tenham como objetivo enganar os utilizadores da rede social. A novidade foi partilhada pela própria empresa nesta segunda-feira e há um alvo claro a abater: os vídeos conhecidos como deepfakes.

Segundo a empresa, vão ser banidos os vídeos que «foram editados ou sintetizados – além de ajustamentos para clareza e qualidade – de forma a que não seja aparente para a pessoa comum e provavelmente levariam alguém a pensar que o sujeito do vídeo disse palavras que na realidade não disse», explica a empresa. A tecnológica acrescenta ainda que serão banidos os vídeos que são «um produto de inteligência artificial ou ferramentas de aprendizagem automática que mistura, substitui ou sobrepõe conteúdo num vídeo e que o fazem parecer autêntico».

A Facebook está claramente a declarar guerra aos deepfakes na plataforma. «Embora estes vídeos ainda sejam raros na internet, apresentam um desafio significativo para a nossa indústria e sociedade à medida que a sua utilização aumenta», escreve Monika Bickert, vice-presidente de gestão de políticas globais da gigante norte-americana.

De fora das novas regras ficam os vídeos que são considerados como paródia ou sátira. A empresa explicou ainda que vai ter uma equipa a trabalhar na análise “manual” de denúncias de conteúdos manipulados que sejam feitas pelos utilizadores da rede social.

Além das novas regras, a Facebook sublinha que está a promover a criação de tecnologias para a deteção de deepfakes através de um programa de dez milhões de dólares (cerca de 8,9 milhões de euros) e estabeleceu uma parceria com a agência de notícias Reuters para formar jornalistas em todo o mundo na deteção de vídeos manipulados.

A “mão pesada” da Facebook relativamente aos deepfakes acontece numa altura em que a rede social se prepara para as eleições presidenciais norte-americanas. De recordar que nas eleições anteriores, em 2016, e como resultado do roubo de dados feito pela empresa Cambridge Analytica a vários milhões de utilizadores do Facebook, a rede social foi usada como plataforma de distribuição de desinformação para influenciar a decisão dos eleitores.

in http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/internet/2020-01-07-Facebook-vai-banir-deepfakes (acedido a 09/01/2020).

 

Tendências para 2020 | repositórios de recursos educativos abertos (REA)

Impacto na notoriedade das organizações educativas e no ciclo de aprendizagem

Dezembro 23, 2019

 

IMG_340F8DADA905-1.jpeg

Recursos educativos abertos (REA) são conteúdos educativos de acesso livre e gratuito que podem ser utilizados para ensinar, aprender, investigar, entre outros propósitos. Esta definição da Creative Commons segue a mesma filosofia das propostas pela UNESCO e pela OCDE, sendo o denominador comum:

  • os destinatários - alunos e professores;
  • os objetivos - ensinar, aprender e investigar;
  • os materiais/ conteúdos educativos - textos, vídeos, testes, software, ferramentas para acesso ao conhecimento, entre outros.

 

Dada a importância dos REA, o Biblio Tubers aposta nesta tendência para o ano 2020 e insta as organizações educativas, escolas, bibliotecas, professores, investigadores a apostarem na criação e disseminação destes repositórios digitais, dado o impacto que têm na visibilidade que atribuem ao conhecimento e às entidades que o promovem, bem como os benefícios associados ao processo de ensino e de aprendizagem.

 Inúmeros são os estudos que mostram os benefícios dos REA:

  • Alargar a audiência das instituições, valorizando o trabalho que aí é feito;
  • Maximizar a visibilidade e o impacto do trabalho realizado pela instituição;
  • Divulgar o capital humano de uma comunidade educativa;
  • Coligir e fazer a curadoria digital do que de melhor se faz nas áreas de estudo;
  • Gerir, avaliar e divulgar as atividades de pesquisa e ensino;
  • Fomentar o trabalho colaborativo e o envolvimento nos projetos da instituição; 
  • Favorecer e incentivar abordagens interdisciplinares;
  • Facilitar o desenvolvimento e a partilha de materiais digitais educativos;
  • Apoiar os alunos, fornecendo acesso a conteúdos de interesse.

 

A aposta na criação de repositórios digitais implica um compromisso da organização, pois é necessário proceder à gestão e disseminação dos recursos digitais criados pelos membros da comunidade, de que são exemplo:

  • Artigos ou pesquisas de interesse para a instituição
  • Periódicos
  • Trabalhos publicados com comentários de leitores
  • Conferências
  • Material didático
  • Projetos de alunos
  • Dados resultantes de projetos de pesquisa
  • Relatórios
  • Fotografias e gravações de vídeo
  • Podcasts
  • Software
  • Documentação técnica
  • Pesquisas etc.

 

Os repositórios digitais tornar-se-ão cada vez mais ferramentas essenciais para as instituições educativas, parecendo-nos mesmo que poderão distinguir as organizações aprendentes e inovadoras das tradicionais. Num mundo em que a Internet dos sentidos* já é uma realidade, o acesso aberto e a disseminação da produção intelectual das organizações educativas será a marca distintiva num mercado cada vez mais competitivo, como é o da educação. 

IMG_8C1152E70275-1.jpeg

*A Internet dos sentidos cria uma experiência ao utilizador que envolve o cérebro, o olfato, a visão, o paladar, o tato e a audição.

 

Imagens by Ericsson ConsumerLab, December 2019.

As bibliotecas ganham espaços | avaliar para aprender

A avaliação do programa Biblioteca Criativa, na Galiza

Dezembro 22, 2019

IMG_0345.JPG

O programa Biblioteca Criativa, com três anos de existência apresenta no artigo abaixo transcrito os avanços, as dificuldades, os erros e as reflexões resultantes da avaliação deste programa que envolveu 79 bibliotecas escolares. Na origem do projeto esteve a necessidade de transformar as bibliotecas escolares para acolherem todo o tipo de atividades que pudessem interessar a alunos, professores e famílias. Pretendeu-se melhorar a comunicação e a expressão oral, o raciocínio lógico, a criatividade, o trabalho colaborativo, a investigação, a aprendizagem manipulativa e o jogo.

O Biblio Tubers tem vindo a publicar artigos nesta área, pelo que o presente relatório se reveste de interesse, apresentando-se, de seguida, os aspetos mais relevantes:

1. Os espaços criados nas bibliotecas (para além dos espaços interiores, foram também criados espaços exteriores, fixos e/ou amovíveis) pretendem reconfigurá-la, levando-a para além do trabalho quase exclusivo com a leitura e criando novos espaços mais consentâneos com as necessidades pedagógicas que pretendem servir contextos capazes de desenvolver competências chave.

  • Rádio
  • Espaço criativo
  • Criação audio-visual
  • Laboratório
  • Cozinha
  • Teatro
  • Música
  • Atelier

 

2. Os materiais adquiridos para os novos espaços permitiram enriquecer as coleções com múltiplos recursos e ferramentas que, acompanhando os livros, ampliam a sua possibilidade de utilização e interação.

  • Robótica
  • Impressão 3D
  • Ecrãs multitácteis
  • Tablets
  • Equipamento audiovisual
  • Equipamento rádio
  • Materiais artísticos
  • Materiais de laboratório
  • Mobiliário específico

 

3. Formação e acompanhamento que se revelaram fundamentais para a implicação da comunidade. De realçar que a comunidade educativa incluiu não só os alunos e professores, mas também a família e o projeto contou com o apoio de inúmeros parceiros.

 

4. O impacto positivo do programa para alunos e professores

  • Os novos recursos despertaram a curiosidade dos alunos, o que permitiu introduzi-los em novas dinâmicas de aprendizagem
  • Os professores incorporaram estes recursos na sua prática diária
  • A aceitação por parte da comunidade educativa de que a biblioteca vai para além da leitura e do silêncio
  • A inclusão progressiva nas tarefas da aula das inúmeras possibilidades oferecidas pela biblioteca
  • Os recursos e o espaço permitem levar a cabo aprendizagens com grande protagonismo e motivação dos alunos
  • A participação no espaço criativo da biblioteca traduz-se em colaboração e trabalho em grupo
  • A igualdade de oportunidades
  • Os professores desenvolvem novas competências
  • A presença em todos os espaços das escolas
  • O apoio ao currículo através das competências que se promovem
  • A ligação com o trabalho por projetos
  • O trabalho colaborativo e entre níveis de ensino

 

Como nota de conclusão, o Biblio Tubers realça a importância atribuida pela equipa coordenadora do programa à avaliação e à criação de estudos e investigações sobre o impacto deste espaço nas aprendizagens.

O mesmo repto se deixa aqui às bibliotecas portuguesas.

bibliotecas_56.jpgAs bibliotecas gañan espazos. Avaliar para aprender
 
“O máis importante non é o feito de avaliar, nin sequera o xeito de facelo, senón ao servizo de quen se fai”.


Entrando xa no cuarto ano de desenvolvemento do programa “Biblioteca Creativa”, considerouse necesaria unha avaliación que permitise coñecer o momento no que se está e as múltiples iniciativas que en cada centro se están a desenvolver ao abeiro do programa. O encontro previsto para o mes de outubro constituíu un contexto ideal para compartir os avances, tamén as dificultades, os logros e as reflexións que están a xurdir.

 

Referências: As bibliotecas gañan espazos. Avaliar para aprender | Eduga. (2019). Edu.xunta.gal. Retrieved 22 December 2019, from http://www.edu.xunta.gal/eduga/1832/biblioteca-escolar/bibliotecas-ganan-espazos-avaliar-para-aprender

Avaliar | Literacia na era digital | parte II

Explorar e envolver-se de forma crítica, utilizando diferentes tipos de textos e ferramentas

Dezembro 22, 2019

10-online-research-tools-every-online-learner-know

O Biblio Tubers apresenta agora a segunda parte da proposta de avaliação da literacia digital, (NCTE).

Os alunos têm acesso a uma ampla variedade de textos e ferramentas. Envolvem-se com muitos textos multimodais nas suas vidas diárias por vários motivos. Esses textos não fornecem apenas aos alunos novas informações, mas também permitem ver o nosso mundo de novas maneiras.

Levar os alunos a contactarem e envolverem-se com textos de diferentes formatos, género e media, proporciona-lhes novas perspetivas e conhecimentos. Conhecer e compreender a diversidade de textos e de ferramentas disponíveis é fundamental para que os alunos sejam capazes de os usar intencionalmente.

Ser alfabetizado digitalmente significa fazer escolhas e usar textos e ferramentas que sirvam o seu propósito. Significa, ainda, pensar os textos e as ferramentas de novas formas.

Este segundo questionário permitirá aos interessados (professores, educadores, alunos, pais...) avaliar ou autoavaliar-se no que diz respeito à competência: Explorar e envolver-se de forma crítica, utilizando diferentes tipos de textos e ferramentas.

À semelhança do que se fez em relação ao primeiro questionário, os profissionais da educação poderão adequar este formulários de avaliação. Para isso basta solicitar-nos o link do formulário para o email: workprogress6@gmail.com

Avaliar | Literacia na era digital | parte I

Evolução do conceito e propostas para articulação com o currículo e sua avaliação

Dezembro 21, 2019

literacia.jpg

As alterações constantes no nosso mundo, em grande parte fruto da evolução da tecnologia, têm implicações em todos os setores da atividade e um impacto muito forte na forma como aprendemos, trabalhamos e nos relacionamos - connosco, com os outros e com a sociedade.

Nesse sentido, o currículo está em constante evolução e, com ele, os conceitos que lhe dão corpo, especialmente o de Literacia.

Este conceito está intrinsecamente ligado à educação e faz parte do currículo universal. A sua atualização e consequente avaliação torna-se, por isso, imprescindível.

O Biblio Tubers, atento a estas questões, traz-lhe em primeiríssima mão a declaração de posição do National Council of Teachers of English (NCTE).

Para facilitar o trabalho aos profissionais da educação vamos, ao ritmo de vários posts, adequar a proposta desta instituição, criando formulários de avaliação, que poderão ser usados livremente por todos. Para isso basta solicitar-nos o link do formulário para o email: workprogress6@gmail.com

Começamos com a competência "Participar de forma eficaz e crítica num mundo em rede".

As fontes de informação utilizadas atualmente são quase totalmente digitais, pelo que é necessário que os alunos saibam participar num mundo em rede. Criar redes de partilha entre pessoas, ideias e informações é essencial para que os nossos alunos sejam consumidores críticos, capazes de saber ser e estar num mundo cada vez mais global.

O primeiro questionário permitirá aos interessados (professores, educadores, alunos, pais...) avaliar ou autoavaliar-se no que diz respeito a esta primeira competência: Participar de forma eficaz e crítica num mundo em rede.

O ADN de uma Biblioteca

Identidade digital... procura-se!

Dezembro 14, 2019

adn.jpg

Uma biblioteca de ADN representa todos os genes de um organismo.

Esta definição aplica-se a diferentes organizações, sendo até usual ouvir falar do ADN da empresa A ou da empresa B. A razão é clara! Este ADN representa a especificidade de cada entidade, o que a distingue de todas as outras e que lhe atribui valor acrescentado. Quanto mais conhecermos o ADN da nossa organização, mais valor lhe atribuímos...  em notoriedade, reconhecimento, singularidade.

O agrupamento de escolas, enquanto organismo vivo, que se cria e recria na comunidade em que está inserido, tem também um ADN muito próprio. Cabe aos responsáveis identificar e decompor este ADN, isto é  conhecer a "coleção de fragmentos" que o constituem, para se poder trabalhar a partir dele, com ele e para ele.  Em suma, cada escola deve conhecer muito bem a comunidade que serve.

Se extrapolarmos esta noção para a sociedade em que vivemos, percebemos que esta notoriedade só se alcança através da presença no mundo digital, fruto da rede de contactos que potencializa e maximiza uma presença que se quer cada vez mais impactante no "organismo" que serve. 

As bibliotecas escolares são exemplo deste organismo que vive e se alimenta da e na Web.

Quanto maior for a presença digital de uma biblioteca, maior é a sua notoriedade.

Quando se fala de presença digital, devemos enquadrar esta noção no conceito de identidade digital:

Conjunto de canais (plataformas digitais) que uma biblioteca gere e atualiza regularmente para, de forma interessada e organizada, partilhar uma multiplicidade de informação, conteúdos, recursos e serviços - online e/ ou offline - nas comunidades que serve, nomeadamente professores e alunos, com o fim último de melhorar o ensino e a aprendizagem, em todas as suas vertentes”. (J. Borges, 2018).

Todos nós, individual ou coletivamente, somos a identidade digital que criamos, pelo que se torna fundamental levar as bibliotecas a, partindo da especificidade do seu ADN, procurar a sua identidade digital.

Só assim percebem onde se situam, em relação às respostas que devem dar às comunidades que servem, para definirem a meta que querem alcançar. Não esqueçamos que a missão da biblioteca é a de estar presente onde e quando o utilizador necessita, disponibilizando recursos e permitindo conexões e redes de partilha consentâneas com o ADN do organismo que servem.

Uma última nota para a necessidade de ir avaliando inputs e outputs, pois a escola é um organismo vivo que está em constante mutação e a biblioteca não se pode alhear deste facto, procurando encontrar respostas tão criativas e inovadoras quanto as exigências que enfrenta.

 

Aprender nos Media | Ativismo

Que implicações tem o ativismo na nossa sociedade?

Dezembro 08, 2019

As redes sociais catapultaram para a ribalta a jovem sueca Greta Thunberg, facto a que os nossos alunos não ficaram, certamente, indiferentes, pelo que o tema do ativismo e a forma como é tratado nos media é um excelente pretexto para trabalhar esta temática, que pode levar os alunos a:

  • Questionarem-se;
  • Questionarem as informações veiculadas nos diferentes media;
  • Pesquisarem informação para distinguirem factos de opiniões;
  • Pensarem de forma crítica;
  • Assumirem posições devidamente fundamentadas;
  • Discutirem temas de relevância social, política, cultural e até económica;
  • Promoverem o debate e a reflexão nas suas escolas / comunidades.

São inúmeras as notícias que podem ser selecionadas pelos professores para trabalharem este tema, contudo o Biblio Tubers gosta de ousar, levando os alunos a contactar com diferentes realidades, visões, pois este confronto pode criar aprendizagens riquíssimas, alargando-lhes os horizontes, a maneira de ver e de se posicionarem perante (e n)o mundo. É por isso que a nossa escolha recai sobre uma crónica que caricaturiza a passagem de Greta por Portugal e o alarido político que provocou, contrastando-a com a personagem do filme de Todd Phillips, Joker.

O texto, pela singularidade da forma como questiona o leitor face à posição que toma perante os factos relatados - "E você, caro leitor, em que mundo está?" -, provoca uma reação quase imediata no leitor, que se vê forçado a uma tomada de posição que só poderá tomar com base em factos que suscitam a reflexão para se encontrar a resposta à questão deixada no final da crónica: "Joker ou Greta, caro leitor?!"

A riqueza do texto, quer na temática, quer nos recursos linguísticos utilizados, pode ser trabalhada de diferentes formas, propondo-se aqui a que se descreve no infográfico e que será também apresentada no podcast.

gretaversusjoker.png

Clique na imagem para a ver maior

 

Pode ler na integra, a crónica referida acima, aqui:

Greta versus Joker
Quem venera quem?

As últimas notícias saídas a público sobre as reações do poder político a propósito da vinda de Greta a Portugal parecem saídas de um filme.

Sabe, caro leitor, aqueles filmes em que o realizador, sem meios, atores desconhecidos e um guião muito pobre, tem de fazer "render o peixe"?

Este é o caso dos nossos políticos que, aproveitando o protagonismo de uma adolescente que se tornou viral por todo o mundo, não perde a oportunidade de se lhe colar, pouco preocupado com as questões ambientais, mas muito mais com a notoriedade que tal visita lhes poderá trazer.

Este é o lado cor de rosa, caro leitor!

Depois, temos o dark side, o mundo dos oprimidos, mal tratados, ignorados, espezinhados, usados e gozados. O mundo que é tão bem retratado no fantástico filme de Todd Phillips, Joker.

E você, caro leitor, em que mundo está?

O mundo em que os problemas que se vivem atualmente se esfumam, para se "brincar" ao ativismo, bem patente na carta que o ministro do ambiente português escreveu à ativista “Querida Greta, obrigada pelo teu ativismo"  e largamente alimentado pelos media:

Ou, o mundo real? O do suor! O da lágrima! O da dor! O do desespero de quem é esquecido, tal como retratado no Joker:

Tal como o Joker, face ao mundo em que vivemos, quase duvidamos da nossa própria existência, num sistema cada vez mais falido em que a normalidade é o aceitar da anormalidade.

Afinal, "somos todos palhaços!" como diz o Joker

PS. Fónix! É demais para ser verdade! Afinal quem são os palhaços? Os que aceitam rindo? Os que não têm capacidade para reagir? Os Trump deste mundo, decisores que estão um pouco por todo o lado?

Joker ou Greta, caro leitor?!

 

 

Ensinar e aprender no século XXI

O papel dos Media no ensino e na aprendizagem

Novembro 24, 2019

A importância dos Media na sociedade e a pertinência do projeto MILD, da Rede de Bibliotecas Escolares.

Em foco, as atividades de escrita(s) e leitura(s) na Web. A importância de uma(s) e outra(s) para prevenir a desinformação são questões centrais. Podem os Media contribuir para melhores aprendizagens? Como se aprende e ensina na Web?

Nesta apresentação são dados exemplos e apontadas pistas, em torno da Escola, dos Media e da (des)informação.

A Escola deve dotar os alunos das competências que lhes permitam aprender ao longo da vida, estarão os professores preparados para tal?

A importância da curadoria digital.

 

Ensinar e aprender no século XXI

Comunicação apresentada na 12ª edição do Encontro Anual da Rede de Bibliotecas Escolares de Leiria, que decorreu nos dias 22 e 23 de novembro, no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Twitter

Links

  •