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Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes.

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DigComp 3.0: ensinar no tempo da Inteligência Artificial | fobIA

Propostas concretas para professores

Dezembro 22, 2025

 

A Inteligência Artificial entrou definitivamente na escola — muitas vezes antes de termos tempo para a compreender. Entre o entusiasmo acrítico e o receio paralisante, instala-se aquilo a que, no Bibliotubers, chamamos FobIA: não o medo irracional da tecnologia, mas a dificuldade em pensar pedagogicamente a IA.

É neste contexto que a publicação atualizada na sua versão 3.0 do DigComp (Comissão Europeia, 2025) se torna particularmente relevante.
Não como resposta técnica, mas como referencial com utilidade pedagógica.

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O DigComp 3.0 não é sobre tecnologia. É sobre escolhas.

O DigComp 3.0 propõe:

  • integrar a IA como contexto (não como fim),
  • reforçar a capacidade crítica face à informação,
  • recentrar o debate no bem-estar, na ética e na responsabilidade,
  • devolver aos professores o papel de mediadores conscientes.

 

O que muda realmente com o DigComp 3.0 

Há três ideias-chave do DigComp 3.0 que dialogam diretamente com os receios mais comuns dos professores:

1. A IA é transversal — não dominante

A IA aparece integrada na pesquisa, na escrita, na comunicação, na resolução de problemas.
Não substitui o currículo: atravessa-o.

➡️ Isto liberta o professor da obrigação de “ensinar IA” como conteúdo isolado.

 

2. O foco está nos resultados de aprendizagem

O DigComp 3.0 explicita learning outcomes, permitindo ao professor perguntar:

  • O que quero que os alunos saibam fazer?
  • Que decisões quero que sejam capazes de tomar?
  • Que critérios devem mobilizar?

➡️ A tecnologia deve ter um objetivo pedagógico.

 

3. A dimensão humana não é acessória

Bem-estar digital, escolhas informadas, ética, sustentabilidade e direitos digitais são centrais.

➡️ O documento reforça a centralidade do humano.

 

Competência digital não é saber usar IA

É saber pensar com ela (e apesar dela).

Um erro recorrente é associar a competência digital a:

  • rapidez,
  • eficiência,
  • automatização.

O DigComp 3.0 propõe o contrário:
📌 pensamento lento, crítico e contextualizado.

Isto é profundamente tranquilizador para os professores:

  • não exige domínio técnico avançado,
  • exige capacidade pedagógica.

 

O DigComp 3.0 favorece METODOLOGIAS que muitos professores já usam, mas agora com outro enquadramento:

  • aprendizagem baseada em problemas,
  • debate estruturado,
  • análise crítica de fontes,
  • escrita reflexiva,
  • projetos com impacto real.

A diferença está na intencionalidade:
não usar tecnologia porque sim,
mas para problematizar, comparar, decidir.

 

Curadoria pedagógica: o verdadeiro antídoto para a FobIA

Num tempo de IA generativa, o professor não precisa de competir com a máquina.
Precisa de fazer aquilo que a máquina não faz:

👉 curar.

Curadoria pedagógica implica:

  • escolher menos recursos,
  • contextualizar melhor,
  • ensinar critérios,
  • criar distância crítica.

 

Do receio à ação: propostas concretas 

Para evitar que o DigComp 3.0 fique no plano do discurso, disponibilizamos em anexo um conjunto de guiões pedagógicos prontos a usar, pensados para:

  • professores de qualquer disciplina,
  • integração curricular simples,
  • foco no pensamento crítico, não na ferramenta.

Os guiões trabalham, entre outros aspetos:

  • comparação entre texto humano e texto gerado por IA,
  • análise crítica de informação e desinformação,
  • debates sobre algoritmos e escolhas digitais,
  • reflexão orientada sobre hábitos tecnológicos,
  • resolução de problemas reais com apoio digital.

Nada disto exige ser “especialista em IA”.
Exige ser professor.

 

Para terminar 

A IA não pode substituir o professor.
A IA obriga-nos a repensar o que significa ensinar.

O DigComp 3.0 é uma boa notícia precisamente por isso:
não nos pede para correr atrás da tecnologia,
pede-nos para pensar melhor com ela.


📎 Anexo ao artigo:
👉 Guiões pedagógicos para implementar o DigComp 3.0 

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Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

A reinvenção da biblioteca escolar

Esqueça tudo o que sabe sobre bibliotecas: 3 revoluções silenciosas que devem acontecer na escola

Dezembro 22, 2025

 

 

1. Introdução: o fim do silêncio e o início da revolução

Quando pensamos numa biblioteca escolar, a imagem que nos vem à mente é quase sempre a mesma: um santuário silencioso, com prateleiras altas repletas de livros, onde a principal atividade é o empréstimo e a devolução de obras. No entanto, esta visão clássica está a enfrentar uma crise de relevância. Numa sociedade em constante e acelerada mutação, a biblioteca que não se reinventa corre o risco de se tornar obsoleta, um espaço esquecido nos corredores da escola.

Mas o que acontece quando este espaço decide lutar contra a obsolescência? Assiste-se a uma revolução silenciosa. Este artigo revela três das mais impactantes e contraintuitivas transformações que poderão redefinir a biblioteca escolar, convertendo-a de um mero depósito de livros num dos centros mais dinâmicos e vitais da escola moderna.

Clicar na imagem para ver a apresentação…

2. A lista: 3 ideias que vão mudar a sua perspetiva

As secções seguintes apresentam os pilares desta reinvenção, desconstruindo mitos e revelando o novo e vibrante ADN da biblioteca escolar do século XXI. Esta transformação é guiada por quatro princípios fundamentais, os “4 C’s” da biblioteca moderna: Conectividade, para ligar os utilizadores ao mundo; Colaboração, para fomentar o trabalho em equipa; Criação, para gerar novo conhecimento; e Comunidade, porque a aprendizagem é, acima de tudo, uma atividade social.

2.1. A biblioteca já não é sobre livros, é sobre pessoas

A mudança mais radical é a transição de um modelo centrado nos livros para um focado nas pessoas. Em vez de funcionarem como armazéns de conhecimento passivo, as bibliotecas escolares estão a transformar-se em centros criativos de aprendizagem ativa. A prioridade já não é apenas a coleção, mas sim as necessidades, os interesses e o potencial da comunidade que servem.

Esta mudança manifesta-se na reconfiguração do próprio espaço, que agora acolhe novas linguagens e atividades muito para além da leitura tradicional. É cada vez mais comum encontrar bibliotecas equipadas com estúdios de rádio e audiovisuais, laboratórios de robótica e impressão 3D, cozinhas experimentais, palcos para teatro, espaços para música, ateliers de arte e zonas maker onde os alunos podem colaborar, criar e construir.

“…em vez de fecharem as portas, estão a adaptar-se, tornando-se Centradas nas Pessoas em vez de Centradas nos Livros. Tornam-se recursos comunitários para colaborar, criar e fazer.”

2.2. A melhor biblioteca é aquela que não tem paredes

A biblioteca moderna já não se confina ao seu espaço físico; ela deve “ocupar a escola”. A ideia é simples mas poderosa: levar os recursos onde os utilizadores estão, em vez de esperar que eles venham até à biblioteca. Isto materializa-se na criação de “micro bibliotecas móveis” espalhadas por locais estratégicos da escola, utilizando recipientes criativos como caixotes de madeira ou até carrinhos de compras para disponibilizar livros nos corredores, pátios e salas de convívio.

Esta filosofia de “sem paredes” estende-se também às regras. A mentalidade é de remover barreiras, não de as criar. Por exemplo, em vez de sistemas de requisição complexos, a abordagem é radicalmente simples:

“Não se aflija com a necessidade de registar empréstimos. Para ir habituando e, assim, educando os leitores, deixe um código QR para um formulário de empréstimo muito simples (nome do leitor, do autor e do livro… nada de cotas, caro leitor!) ou um pequeno dossier…”

Esta expansão transcende também o mundo físico. A “identidade digital” da biblioteca é fundamental para a sua relevância. Ela deve estar onde o utilizador está, seja em que sala de aula for ou em casa, acessível através de plataformas digitais que oferecem recursos e apoio à distância. A biblioteca deixa de ser um lugar para se tornar uma rede.

“Não esqueçamos que a missão da biblioteca é a de estar presente onde e quando o utilizador necessita, disponibilizando recursos e permitindo conexões e redes de partilha…”

2.3. O bibliotecário é o “Agente Secreto” do sucesso escolar do seu filho

Longe de ser um mero gestor de livros, o professor bibliotecário moderno é um mediador de conhecimento e um aliado crucial para pais e alunos — um verdadeiro “agente secreto” ao serviço da comunidade escolar. O seu papel é especialmente decisivo para dois perfis de leitores muito distintos:

• O leitor avançado: Para o aluno que devora livros, o desafio é encontrar material que seja estimulante sem ser inadequado para a sua idade. Em vez de simplesmente lhe entregar livros destinados a faixas etárias superiores, que podem conter temas para os quais não está preparado, o bibliotecário ajuda-o a expandir os seus horizontes “para os lados”, explorando novos géneros como a poesia, as biografias ou a não-ficção, aprofundando os seus interesses.

• O leitor relutante: Para o aluno que vê a leitura como uma obrigação, o bibliotecário é o “melhor amigo”. Com paciência e conhecimento, este profissional conversa com o aluno, descobre os seus interesses (seja futebol, videojogos ou animais) e ajuda-o a encontrar aquele livro que finalmente “clica”, quebrando a resistência e ajudando-o a construir uma identidade positiva como leitor.

2.4. Medir o sucesso pelo número de empréstimos é uma armadilha

Numa era digital, uma das métricas mais tradicionais para avaliar o sucesso de uma biblioteca — a taxa de empréstimos de livros físicos — tornou-se enganadora e contraproducente. A lógica é simples: os alunos leem cada vez mais nos seus próprios dispositivos móveis, desde artigos online a e-books. Contar apenas os livros que saem fisicamente da prateleira oferece uma visão incompleta e distorcida dos seus verdadeiros hábitos de leitura.

A obsessão com estas métricas ultrapassadas pode desviar o foco e os recursos daquilo que os alunos realmente precisam: orientação para navegar no mundo digital, acesso a informação de qualidade, e espaços para colaborar e criar. Em vez disso, a biblioteca moderna mede o seu impacto através de novos indicadores, como o número de acessos aos seus canais digitais, o número de interações de alunos e professores com os conteúdos partilhados, e o grau de participação da comunidade na conceção e utilização dos seus recursos e serviços.

2.5. A inclusão é o seu superpoder secreto

Um dado da UNESCO é alarmante: 3 em cada 10 pessoas têm dificuldades de compreensão leitora. Para uma instituição cuja missão é garantir o acesso à informação, este é um desafio que não pode ser ignorado. É aqui que a “Leitura Fácil” surge como uma ferramenta poderosa. Trata-se de um método de adaptação de textos que elimina barreiras linguísticas e estruturais, tornando a informação acessível a todos, incluindo alunos com dificuldades de aprendizagem, com deficiência intelectual ou cuja língua materna não é o português.

Ao adotar a Leitura Fácil, tanto nas suas coleções como na sua própria comunicação (sinalética, website, folhetos), a biblioteca cumpre o seu dever fundamental de garantir o acesso igualitário à informação. Este compromisso com a acessibilidade promove a autonomia e a independência, permitindo que os alunos se informem sem necessitar de ajuda. Garante a igualdade de oportunidades no acesso ao conhecimento. E, finalmente, favorece a participação social ativa de todos os membros da comunidade escolar, quebrando barreiras e fomentando uma cultura verdadeiramente inclusiva.

“A Leitura fácil elimina as barreiras favorecendo a compreensão, o aprendizagem e a participação…”

3. Conclusão: um novo centro de saber

A biblioteca escolar não está a morrer. Pelo contrário, está a passar pela sua mais profunda e excitante transformação. Está a abandonar a sua imagem de espaço silencioso e passivo para se afirmar como um verdadeiro “centro de saber”: um ecossistema dinâmico, colaborativo, criativo e inclusivo que pulsa no coração da escola.

Ela já não é apenas um lugar para encontrar livros, mas um lugar para encontrar ideias, pessoas e ferramentas para construir o futuro. Se a biblioteca pode ser um laboratório, um estúdio de rádio e uma rede digital, que outros espaços na escola estão prontos para se reinventar?

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Quando a Declaração Universal ganha cores

Recursos (Im)prováveis #1

Setembro 13, 2025

 

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Recurso: Ilustração da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Fonte: ACDH (Austrian Centre for Digital Humanities) + Nações Unidas
Formato: Documento visual / infografia interativa
Público-alvo: Alunos dos 10 aos 18 anos

 

O (Im)provável desta escolha

À primeira vista, poderá parecer óbvio recorrer à Declaração Universal dos Direitos Humanos em contexto educativo. Afinal, este documento de 1948 é um dos pilares da educação para a cidadania. Mas aqui reside precisamente o (im)provável: transformar um texto solene, frequentemente percecionado como distante e abstrato, numa experiência visual rica e acessível.

A versão ilustrada que propomos não é apenas uma "decoração" do texto original. É uma reinterpretação contemporânea que utiliza a linguagem visual para tornar tangíveis conceitos como dignidade, liberdade, igualdade e segurança. Cada artigo ganha vida através de ilustrações que estabelecem pontes entre os princípios universais e as realidades quotidianas dos jovens.

Vivemos tempos de crescente polarização social, onde os direitos humanos são simultaneamente invocados e questionados. Os nossos alunos crescem numa época em que testemunham, através dos ecrãs, violações sistemáticas destes direitos, mas também movimentos de resistência e reivindicação.

A versão ilustrada da Declaração Universal oferece-lhes uma linguagem comum para compreender e discutir estas questões. As imagens funcionam como âncoras cognitivas, facilitando a memorização e a transferência destes conceitos para situações concretas.

 

Três propostas pedagógicas transformadoras

1. Direitos vs. Realidade: o exercício do olhar crítico

Partindo da versão ilustrada, os alunos selecionam 3 a 5 artigos e pesquisam sobre o seu cumprimento em contextos próximos: Portugal, a escola, a comunidade local. 

O impacto pedagógico: Os alunos desenvolvem competências de pesquisa, análise crítica e argumentação, mas, sobretudo, compreendem que os direitos humanos não são conquistas garantidas, mas construções sociais permanentes.

2. Arte como linguagem de direitos

A proposta de criação artística colaborativa reconhece que os direitos humanos se expressam através de múltiplas linguagens. Cada aluno ou grupo escolhe um artigo e traduz-o criativamente, seja através de colagem, vídeo, música ou poesia.

O potencial transformador: Esta abordagem reconhece as diferentes inteligências e formas de expressão dos alunos, permitindo que cada um encontre a sua voz na defesa dos direitos humanos. A posterior exposição ou publicação cria um arquivo coletivo da interpretação jovem destes princípios.

3. Do debate à ação: a carta aberta

A terceira proposta é talvez a mais ambiciosa: partir do debate para a ação concreta. A questão central - "É suficiente termos leis que garantem direitos humanos, mesmo sem mecanismos eficazes de acompanhamento?" - convoca os alunos para uma reflexão sobre a eficácia versus a retórica dos direitos.

A dimensão cidadã: A carta aberta que resulta deste processo não é um exercício escolar, mas um documento de intervenção social. Os alunos assumem-se como agentes ativos na construção de uma sociedade mais justa.

 


Nota para educadores: Este recurso funciona particularmente bem em abordagens interdisciplinares, cruzando Educação para a Cidadania, História, Português, Espanhol, Inglês, Francês, Educação Visual e até Filosofia (nos anos mais avançados). A sua natureza visual torna-o especialmente adequado para alunos com diferentes estilos de aprendizagem e necessidades educativas especiais.

 

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Recursos (Im)prováveis: regresso com propósito

Setembro 13, 2025

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A secção Recursos (Im)prováveis regressa ao Bibliotubers com uma missão clara: desafiar as práticas convencionais da sala de aula através de recursos que, à primeira vista, podem parecer improváveis, mas que revelam um potencial transformador para a educação global e uma cidadania ativa.

Num tempo em que as fronteiras entre o digital e o analógico se esbatem, em que as notícias viajam à velocidade da luz e em que os jovens navegam simultaneamente em múltiplas realidades, torna-se imperativo repensar o que constitui um "recurso educativo". A proposta desta secção é precisamente essa: expandir o conceito de material didático.

Porque havemos de limitar a aprendizagem ao previsível? Porque não explorar uma notícia controversa, um meme viral, um podcast, uma instalação artística ou até um comentário numa rede social como ponto de partida para debates profundos sobre direitos humanos, sustentabilidade, identidade ou democracia?

Os recursos (im)prováveis são aqueles que nos chegam de forma inesperada, que emergem do quotidiano mediático, das tendências digitais, das controvérsias públicas. São fragmentos da contemporaneidade que, quando utilizados pelo educador, se transformam em pontes entre o currículo formal e o mundo real.

Vivemos numa era de infoxicação e de polarização crescente. Os nossos alunos são nativos digitais, mas vulneráveis à desinformação, pelo que é fundamental que desenvolvam não apenas competências técnicas, mas sobretudo literacia mediática, pensamento crítico e consciência cidadã.

É neste contexto que os recursos (im)prováveis ganham relevância. Uma notícia sobre alterações climáticas publicada numa rede social pode gerar uma investigação sobre fontes de informação. Um vídeo pode abrir discussões sobre representação cultural. Uma infografia pode motivar a criação de projetos de visualização de dados. Um excerto literário, aparentemente descontextualizado, pode iluminar questões contemporâneas com uma perspetiva atemporal.

O professor, enquanto curador digital, terá a oportunidade de selecionar, alterar, adaptar, difundir de forma intencional os recursos que aqui serão disponibilizados. Apesar de cada recurso ser acompanhado de uma proposta de exploração pedagógica, o objetivo é oferecer pontos de partida flexíveis que cada educador deve adaptar à sua realidade.

Esta secção compromete-se com a diversidade de formatos, perspetivas e vozes. Procuraremos recursos que representem diferentes geografias, culturas, gerações e pontos de vista. A educação global exige precisamente isso: a capacidade de compreender e dialogar com a complexidade do mundo.

Os recursos podem ser visuais (fotografias, infografias, obras de arte), sonoros (podcasts, música, registos áudio), textuais (artigos, posts, manifestos), audiovisuais (documentários, vídeos, animações) ou mesmo experienciais (jogos, simulações, desafios).


Acompanhem regularmente esta secção. Cada post será uma oportunidade de descobrir algo inesperado, de questionar pressupostos e de expandir horizontes.

A educação acontece quando menos esperamos, nos lugares mais improváveis, através dos recursos mais inesperados.

 
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Lançamento do livro CURADORIA DIGITAL EM EDUCAÇÃO: PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

Porque na era digital, saber filtrar a informação é a nova forma de aprender a pensar.

Agosto 19, 2025

É com entusiasmo que anunciamos o lançamento do nosso novo livro, “CURADORIA DIGITAL EM EDUCAÇÃO: PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA”

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Vivemos numa era de paradoxos. Nunca antes tivemos tanto acesso à informação, mas, ao mesmo tempo, nunca nos sentimos tão perdidos na dificuldade de encontrar conhecimento que seja verdadeiramente fiável e relevante. Este fenómeno tem um nome: “infoxicação”. É neste cenário de ruído informativo e desinformação crescente que surge a necessidade urgente de uma nova competência fundamental, tanto para educadores como para qualquer cidadão: a curadoria digital.

O que é, afinal, a curadoria digital?

Muitos confundem-na com a simples recolha de links ou conteúdos. No livro, demonstramos que a curadoria é muito mais do que isso. É um processo intencional e criterioso de pesquisar, selecionar, contextualizar e partilhar os melhores recursos digitais sobre um determinado tema. É a arte de transformar o caos informativo da internet em experiências de aprendizagem significativas e coerentes.

Um guia para navegar no mundo digital

“Curadoria Digital em Educação” foi pensado como um guia prático e uma reflexão profunda para todos os que se preocupam com o futuro da aprendizagem. Ao longo dos seus capítulos, exploramos:

  • A urgência da curadoria como um “antídoto” para a “infoxicação” e as fake news que dominam o nosso quotidiano.
  • Os benefícios claros para os alunos, que desenvolvem autonomia e, acima de tudo, o pensamento crítico.
  • Como os educadores podem enriquecer a sua prática, otimizar o seu tempo e tornar o currículo mais dinâmico e relevante para a realidade dos alunos.
  • Estratégias práticas, ferramentas úteis (como o Wakelet, Padlet, entre outras) e os desafios a ter em conta na sua utilização.
  • Uma visão sobre o futuro, analisando a sinergia da curadoria com a Inteligência Artificial e o novo papel do professor como um “meta-curador”.

A quem se destina este livro?

Este livro é para educadores, professores e formadores que procuram inovar e adaptar as suas práticas pedagógicas aos desafios do século XXI. É para estudantes do ensino superior e secundário que desejam aprender a navegar de forma mais eficaz e crítica no mundo digital. E é, também, para pais e decisores que compreendem que a Literacia Mediática e Informacional é uma competência nuclear para a cidadania ativa.

O nosso objetivo é claro: transformar a sala de aula, de um espaço de consumo passivo, para um ativo “estúdio de curadoria”, onde professores e alunos colaboram na construção de um conhecimento mais fidedigno, significativo e preparado para os desafios do futuro.

O livro pode ser adquirido em diversas plataformas online, escolha a da sua preferência.

  O que vai encontrar no livro:

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Criar um plano de ação para a leitura e a escrita

Ferramenta digital para planificação de intervenções pedagógicas estruturadas

Março 08, 2025

Esta aplicação web gratuita foi desenvolvida pelos bibliotubers para ajudar professores e equipas educativas a criarem planos de ação completos para a promoção da leitura e escrita no contexto escolar. Através de um processo passo a passo, a ferramenta guia o utilizador na elaboração de um documento estruturado, conforme as orientações pedagógicas atuais.

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Porquê utilizar esta ferramenta?

  • Processo guiado - Acompanha o utilizador desde o diagnóstico inicial até à monitorização final
  • Sugestões práticas - Oferece exemplos concretos em cada etapa do plano
  • Estrutura integrada - Permite vincular problemas, objetivos e ações de forma coerente
  • Facilidade de utilização - Interface intuitiva com instruções claras para todos os níveis de experiência digital
  • Exportação simples - Transfere o plano completo para o seu computador em formato texto
  • Sem requisitos técnicos - Funciona diretamente no navegador, sem necessidade de instalação ou registo

Ideal para professores, coordenadores pedagógicos, professores bibliotecários e qualquer profissional envolvido em projetos de promoção da leitura e escrita. A aplicação ajuda a transformar ideias e diagnósticos em planos de ação concretos, mensuráveis e eficazes.

Experimente e simplifique o processo de planeamento das suas intervenções pedagógicas na área da leitura e escrita!

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IA Educação 360º | Projeto-piloto: A Inteligência Artificial na Escola

Uma abordagem inovadora nas aulas de português com recurso a chatbots

Julho 15, 2024

O projeto IA Educação 360º foi criado com o objetivo de melhorar o ensino e a aprendizagem da língua portuguesa, proporcionando aos alunos uma experiência enriquecedora e personalizada, que teve em consideração as suas necessidades específicas. Para isso, foram treinados chatbots da plataforma SchoolAI que, ao longo de 8 aulas de 90 min., assumiram o papel de assistentes virtuais de cada aluno.

INTERESSADO?

Venha saber mais.... 

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QUEM?

  • Duas turmas de 8º ano (com 20 alunos cada uma), uma do Agrupamento de Escolas Elvas N.º3, em Elvas, e a outra do Agrupamento de Escolas Conde de Oeiras, em Oeiras.
  • Os alunos estão na faixa etária dos 14 anos e o projeto foi implementado na disciplina de Português.

 

QUANDO?

  • Projeto: dezembro de 2023 a julho de 20/24
  • Unidade didática: abril  a maio de 20/24

 

O QUÊ?

A lecionação de uma unidade didática da disciplina de português sobre o conto “Assobiando à Vontade”, de Mário Dionísio. Durante a unidade didática, foram trabalhadas e avaliadas as seguintes competências: 

  • EDUCAÇÃO LITERÁRIA: Exprimir opiniões e problematizar sentidos como reação pessoal à audição ou à leitura de um texto ou obra.
  • ESCRITA: Escrever com correção sintática, com vocabulário diversificado, com uso correto da ortografia e dos sinais de pontuação.
  • GRAMÁTICA: Classificar orações subordinadas: adverbiais finais, condicionais.

 

PARA QUÊ?

  • Implementar uma abordagem inovadora que integrasse a inteligência artificial nas aulas de português. 
  • Adaptar o percurso de aprendizagem às necessidades individuais de cada aluno.
  • Avaliar o impacto do projeto na melhoria das aprendizagens dos alunos. 

 

COMO?

Na tabela abaixo, encontra de forma detalhada cada uma das etapas do projeto, bem como a calendarização e os responsáveis.

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QUE CHATBOTS UTILIZÁMOS?

Foram criados chatbots na plataforma SchoolAI, a que nos pareceu mais adequada pelas seguintes características: 

  • Pré-configurados, pela equipa, para ajudar os alunos a estudarem o conto "Assobiando devagar"
  • Fomentam a reflexão, acrescentam sentidos
  • Alimentam o diálogo, adaptando-o a cada aluno
  • Não respondem diretamente às questões dos alunos, ajudam-nos a chegar às respostas, através de comentários e perguntas
  • Avaliam qualitativamente a interação do aluno
  • Registam interações e avaliações, para posterior análise
  • Não requerem qualquer registo por parte dos alunos.

 

O QUE VALEU A PENA?

  • A melhoria dos resultados dos alunos, consubstanciados na avaliação obtida no pré-teste e no pós-teste.
  • A melhoria evidente da qualidade dos textos criados pelos alunos.
  • A diversificação de estratégias nas aula de português.
  • O apoio da Biblioteca Escolar.
  • O apoio individualizado e o feedback instantâneo que os chatbots, treinados pela equipa, permitiram aos alunos.
  • O domínio de multiliteracias, não só por parte dos professores, mas também dos próprios alunos.

 

Veja a apresentação do projeto:

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Dados, algoritmos e aprendizagem: o papel da Inteligência Artificial em Educação | Ana Ferreira

A IA na educação ou nem tudo o que reduz é ouro | Cantanhede

Julho 13, 2024

Dados, algoritmos e aprendizagem: O papel da IA  em educaçãoJulho de 2024

RESUMO
Esta conferência visa aprofundar o conhecimento sobre o impacto transformador da Inteligência Artificial (IA) no cenário educativo contemporâneo. Através de uma análise abrangente e crítica, a conferência explorará as diversas facetas da IA em educação, desde os seus fundamentos técnicos e aplicações práticas, até às suas implicações éticas, pedagógicas e sociais.

Programa

  • Este documento está organizado para servir de suporte a uma apresentação, pelo que a informação nele contida poderá estar incompleta.
  • Este documento resume a opinião da autora.
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Plano de ação para a implementação da Inteligência Artificial nas escolas | fobIA

Proposta de estrutura do plano de ação e exemplos

Fevereiro 09, 2024

Num cenário educativo em constante evolução, a integração da inteligência artificial (IA) nas práticas pedagógicas representa não apenas uma oportunidade, mas uma necessidade urgente.

À medida que avançamos em direção a uma sociedade cada vez mais digital, as escolas têm a responsabilidade de preparar os alunos para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades do mundo moderno.

Neste contexto, a criação e implementação de políticas específicas para a incorporação da IA nas Escolas desempenha um papel crucial.

Este artigo visa destacar a importância dessas políticas e fornecer apoio à iniciativa das escolas na elaboração de seus próprios planos de ação para a IA.

Ao abordar as vantagens, desafios e considerações práticas envolvidas na integração da IA na educação, esperamos apoiar as escolas a adotarem uma abordagem proativa na modernização das suas práticas educativas.

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Nota: A proposta que agora se apresenta deve ser adaptada por cada escola, tendo em conta o plano de desenvolvimento digital em vigor e, consequentemente, o contexto em que a escola se insere, bem como os recursos humanos e materiais de que dispõe.

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Índice

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1. INTRODUÇÃO

     1.1 Objetivos da Implementação da IA

Devem ser definidos objetivos exequíveis, de acordo com o contexto e as necessidades da comunidade educativa.

- Exemplos de objetivos:

  1. Personalização da Aprendizagem: Utilizar a inteligência artificial para identificar as necessidades específicas de cada aluno, adaptando os materiais didáticos e as abordagens de ensino de acordo com seu ritmo de aprendizagem, estilo cognitivo e interesses individuais.
  2. Desenvolvimento de Abordagens Pedagógicas Inovadoras: Explorar as capacidades da IA para criar e implementar estratégias pedagógicas inovadoras, que vão além dos métodos tradicionais de ensino, promovendo a participação ativa dos alunos, o pensamento crítico e a resolução de problemas.
  3. Promoção da Inclusão e Diversidade: Garantir que a implementação da IA seja feita de forma inclusiva, considerando as necessidades de todos os alunos, incluindo aqueles com necessidades especiais, proporcionando-lhes igualdade de acesso e promovendo a diversidade de perspetivas na sala de aula.

1.2 Contextualização e Relevância para o Agrupamento de Escolas...

 Na criação do plano de ação, é crucial começar pela contextualização, explicando o motivo pelo qual a IA é relevante e necessária para o Agrupamento de Escolas. Isso pode incluir:

  • Identificação de Desafios
  • Reconhecimento da Evolução Tecnológica
  • Experiências e Evidências Anteriores (se aplicável)
  • Necessidades e Características da Comunidade Escolar
  • Alinhamento com Objetivos Estratégicos
  • Potencial de Melhoria da Qualidade Educativa
  • Capacidade de Adaptação e Inovação

- Exemplo: Ao utilizar programas de IA para recomendar atividades de estudo com base no desempenho de cada aluno em diferentes disciplinas, a escola pode personalizar o processo de aprendizagem, garantindo que cada estudante receba o apoio necessário para alcançar o sucesso.

 

2. SENSIBILIZAÇÃO E FORMAÇÃO

     2.1 Plano de Formação de Professores

O plano de formação deve capacitar os professores para utilizarem eficazmente as ferramentas de IA. Exemplos práticos incluem workshops específicos sobre ferramentas de IA e a promoção de oportunidades contínuas de desenvolvimento profissional para facilitar esta transição.

- Exemplo: Dinamizar workshops práticos sobre o uso de ferramentas específicas de IA em sala de aula.

     2.1.1 Desenvolvimento Profissional Contínuo

Esta subsecção aborda a necessidade de um desenvolvimento profissional em constante evolução. Exemplos incluem cursos online que abordam as últimas tendências em tecnologia educativa, garantindo que os educadores estejam atualizados e aptos a maximizar o potencial da IA.

- Exemplo: Incentivar a participação em cursos online sobre as últimas tendências em tecnologia educativa.

     2.2 Ações de Sensibilização para a Comunidade Escolar

Iniciativas como palestras abertas para professores e alunos devem ser integradas nesta secção, proporcionando exemplos tangíveis de como a comunidade escolar pode ser envolvida no processo. 

- Exemplo: Realizar palestras abertas para professores e alunos, demonstrando os benefícios da IA na aprendizagem.

     2.2.1 Estratégias de Envolvimento dos Alunos

Exemplos práticos incluem a criação de clubes de ciência da computação, proporcionando aos alunos oportunidades extracurriculares para explorar projetos relacionados com a IA, promovendo o interesse e a participação ativa.

- Exemplo: Criar clubes de ciência da computação para alunos interessados em explorar projetos de IA.

     2.3 Envolvimento dos Pais e Encarregados de Educação

Esta secção destaca a importância de manter os pais informados e envolvidos. Exemplos incluem um plano de comunicação detalhado, como a criação de boletins informativos mensais, garantindo que os pais compreendam plenamente as ações em curso e possam participar ativamente no processo educativo dos seus filhos.

- Exemplo: Criar um boletim informativo mensal sobre as iniciativas de IA, envolvendo os pais no processo.

     2.3.1 Plano de Comunicação Detalhado

Exemplos práticos envolvem a criação de uma página web (ou separador na página existente) dedicada à implementação da IA, atualizada regularmente com informações relevantes e a organização de reuniões específicas para os pais discutirem os avanços e colocarem a dúvidas.

- Exemplo: Criar uma página web dedicada à implementação da IA, atualizada regularmente com informações relevantes.

 

3. DESENVOLVIMENTO DE UMA POLÍTICA DE AGRUPAMENTO

     3.1 Política de Uso da IA

Esta secção destaca a importância de uma política clara e abrangente para orientar o uso da IA. Exemplos práticos incluem diretrizes específicas sobre privacidade dos alunos e transparência no uso de algoritmos, garantindo uma implementação ética e responsável.

- Exemplo: Incluir diretrizes específicas sobre a privacidade dos alunos e a transparência no uso de algoritmos.

     3.1.1 Considerações Éticas e Sociais

Exemplos concretos envolvem a integração de debates éticos em sala de aula, permitindo que os alunos explorem questões éticas relacionadas com a IA, promovendo uma compreensão crítica e responsável.

- Exemplo: Integrar debates éticos em sala de aula, abordando questões relacionadas com a IA.

     3.1.2 Diretrizes para a Utilização da IA em Sala de Aula

Exemplos específicos podem incluir a definição de limites claros para a autonomia no uso de ferramentas de IA em contexto de sala de aula, garantindo uma integração equilibrada e eficaz.

- Exemplo: Definir regras claras para a utilização de ferramentas de IA na sala de aula.

     3.2 Comissão de Acompanhamento

Deve ser criada uma Comissão de Acompanhamento que acompanha todo o processo, favorecendo uma abordagem colaborativa na tomada de decisões. A inclusão de representantes de professores, pais e alunos deve ser equacionada para garantir uma supervisão equitativa.

- Exemplo: Criar uma comissão de acompanhamento com representantes de professores, pais e alunos para garantir uma tomada de decisões equitativa.

 

4. IMPLEMENTAÇÃO DE FERRAMENTAS DE IA

     4.1 Seleção de Ferramentas

Esta seção aborda o processo de seleção de ferramentas de IA adequadas, com exemplos práticos, como a utilização de ferramentas de aprendizagem adaptativa para personalizar o currículo. Critérios de seleção, avaliação de desempenho e considerações financeiras devem ser incluídos para orientar a escolha.

- Exemplo: Utilizar uma ferramenta de aprendizagem adaptativa para personalizar o currículo com base no desempenho individual dos alunos.

     4.1.1 Critérios de Seleção

Exemplos específicos podem incluir a avaliação da facilidade de uso, custo e apoio técnico, garantindo uma escolha alinhada com as necessidades e recursos da escola.

- Exemplo: Avaliar a facilidade de uso, custo e apoio técnico das ferramentas a selecionar.

     4.1.2 Avaliação de Desempenho

Devem ser implementados testes piloto, permitindo que a escola avalie a eficácia das ferramentas antes da implementação em larga escala, garantindo ajustes e otimizações.

- Exemplo: Realizar testes piloto para avaliar a eficácia das ferramentas antes da implementação em larga escala.

     4.1.3 Orçamento e Recursos Financeiros

A criação de parcerias locais pode garantir recursos financeiros adicionais para a implementação da IA, proporcionando sustentabilidade a longo prazo.

- Exemplo: Procurar parcerias com empresas locais para obter financiamento adicional.

     4.2 Utilização das Ferramentas

Esta secção destaca a importância de integrar as ferramentas de IA no ensino, com exemplos práticos, como a implementação em aulas específicas para oferecer exercícios personalizados. Estratégias inovadoras de integração e feedback contínuo são apresentados como elementos essenciais para garantir uma utilização eficaz.

- Exemplo: Integrar a ferramenta de IA nas aulas de matemática para oferecer exercícios personalizados.

     4.2.1 Estratégias Inovadoras de Integração no Currículo

Exemplos concretos envolvem o estímulo à colaboração entre professores na criação de projetos interdisciplinares que utilizem a IA, proporcionando uma abordagem holística.

- Exemplo: Encorajar professores a colaborarem na criação de projetos interdisciplinares que utilizem a IA.

     4.2.2 Feedback Contínuo dos Utilizadores

Reuniões regulares para recolher feedback de professores e alunos são essenciais, proporcionando insights valiosos sobre a usabilidade e eficácia das ferramentas.

- Exemplo: Estabelecer fóruns regulares para que professores e alunos forneçam feedback sobre a usabilidade e eficácia das ferramentas.

     4.3 Avaliação e Revisão

Esta secção destaca a importância da avaliação contínua, com exemplos práticos como a análise de dados de desempenho dos alunos antes e depois da implementação da IA. Avaliações contínuas do impacto, avaliação de riscos e medidas mitigadoras são apresentadas como componentes essenciais.

- Exemplo: Analisar dados de desempenho dos alunos antes e depois da implementação da IA para avaliar o seu impacto.

     4.3.1 Avaliação Contínua do Impacto

Exemplos específicos envolvem avaliações anuais para ajustar estratégias com base nos resultados obtidos, garantindo uma abordagem adaptativa e eficaz.

- Exemplo: Realizar avaliações anuais para ajustar estratégias com base nos resultados obtidos.

     4.3.2 Avaliação de Riscos e Medidas Mitigadoras

A identificação proativa de riscos, como vieses algorítmicos, e a implementação de medidas corretivas são apresentadas como práticas essenciais para garantir uma implementação ética e segura.

- Exemplo: Identificar possíveis riscos, como vieses algorítmicos, e implementar medidas corretivas. 

 

5. CRIAÇÃO DE RECURSOS PEDAGÓGICOS COM IA

     5.1 Parcerias com Empresas Especializadas

Essa secção destaca a importância de colaborar com empresas especializadas para desenvolver recursos pedagógicos inovadores. Exemplos práticos incluem a criação de módulos educativos interativos em parceria com uma empresa nacional/ local de tecnologia.

- Exemplo: Colaborar com uma empresa de tecnologia para desenvolver módulos educativos interativos.

     5.1.1 Rede de Colaboração e Boas Práticas

A participação em grupos de discussão online é uma boa prática, permitindo que escolas partilhem experiências e aprendam umas com as outras para maximizar o impacto da IA na educação.

- Exemplo: Participar em grupos de discussão online com outras escolas, nacionais ou estrangeiras, que implementaram com sucesso recursos pedagógicos com IA.

     5.2 Plataformas de Aprendizagem Personalizada

Esta secção destaca a importância da escolha de plataformas educativas que se ajustam automaticamente ao nível de dificuldade, com base no desempenho do aluno. Exemplos práticos incluem formação adicional para professores sobre a personalização eficaz dos recursos.

- Exemplo: Disponibilizar uma plataforma que ajuste automaticamente o nível de dificuldade com base no desempenho do aluno.

     5.2.1 Integração de Tecnologias Adaptativas

A promoção de formação contínua para professores é fundamental para garantir a personalização dos recursos com base nas necessidades específicas dos alunos.

- Exemplo: Disponibilizar formação adicional aos professores sobre como personalizar os recursos com base nas necessidades específicas dos alunos.

     5.3 Chatbots Educativos

A introdução de chatbots educativos para oferecer suporte personalizado aos alunos é destacada nesta secção. Exemplos práticos envolvem a integração do chatbot no apoio aos alunos, ou na biblioteca escolar para dar sugestões de leitura com base nos interesses dos alunos.

- Exemplo: Integração do chatbot para responder a dúvidas comuns dos alunos fora do horário escolar.

     5.3.1 Apoio Personalizado aos Alunos

Exemplos específicos incluem a utilização do chatbot como uma ferramenta adicional de apoio emocional fora do horário escolar, proporcionando uma abordagem abrangente à educação holística dos alunos.

- Exemplo: Integrar o chatbot nos serviços de orientação escolar para oferecer apoio emocional aos alunos.

 

6. MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DO IMPACTO

     6.1 Indicadores de Desempenho

Esta secção destaca a importância de definir indicadores de desempenho, como taxas de retenção escolar e desempenho académico. Exemplos práticos incluem a criação de relatórios regulares para avaliar o progresso ao longo do tempo.

- Exemplo: Monitorizar taxas de retenção escolar e desempenho académico para medir o impacto geral.

     6.2 Recolha de Dados Relevantes

A recolha de dados, como questionários anónimos, são exemplos práticos para obter feedback dos alunos sobre a experiência com as ferramentas de IA, proporcionando insights valiosos sobre a eficácia e a aceitação.

- Exemplo: Aplicar questionários anónimos para obter feedback dos alunos sobre a experiência com as ferramentas de IA.

     6.3 Análise de Resultados

A análise estatística de resultados é destacada nesta secção, com exemplos práticos de como identificar padrões e correlações nos dados recolhidos para fundamentar decisões futuras.

- Exemplo: Realizar análises estatísticas para identificar padrões e correlações nos dados recolhidos.

     6.4 Avaliação do Impacto Social

A avaliação do impacto social é importante, nomeadamente no que diz respeito ao bem-estar dos alunos e à sua perceção em relação ao uso da IA na escola, garantindo uma avaliação abrangente do impacto.

- Exemplo: Avaliar o bem-estar dos alunos e a sua perceção relativamente ao uso da IA na escola.

 

7. REVISÃO E MELHORIA CONTÍNUA

     7.1 Feedback Contínuo e Adaptação

Esta secção destaca a importância de recolher feedback contínuo, por exemplo em reuniões regulares com professores, pais e alunos. Estas reuniões são apresentadas como fóruns para discussões construtivas e a identificação de áreas de melhoria.

- Exemplo: Realizar reuniões regulares com professores, pais e alunos para discutir experiências e propor melhorias.

     7.2 Oportunidades de Inovação

A exploração contínua de oportunidades de inovação é destacada nesta secção, com exemplos práticos de como a escola pode manter-se atualizada com as últimas tecnologias educativas, garantindo uma abordagem sempre relevante.

- Exemplo: Explorar novas ferramentas e tecnologias emergentes para favorecer a inovação.

     7.3 Desenvolvimento do Plano de Comunicação

É essencial a criação e o desenvolvimento contínuo de um plano de comunicação, por exemplo através de boletins informativos, redes sociais e reuniões presenciais, garantindo transparência e envolvimento constante.

- Exemplo: Reforçar a comunicação constante através de boletins informativos, redes sociais e reuniões presenciais.

     7.4 Revisão do Desenvolvimento Profissional Contínuo

A necessidade de revisão contínua do desenvolvimento profissional dos professores é destacada nesta secção. Exemplos práticos incluem avaliações regulares das necessidades de formação dos professores e ajustes contínuos para garantir que estejam preparados para acompanhar a evolução da tecnologia educativa.

- Exemplo: Avaliar regularmente as necessidades de formação dos professores e ajustar o desenvolvimento profissional conforme necessário.

 

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