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Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

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Desconfinamento: o retomar da (a)normalidade?

Proposta 5 | Um novo normal, crónica de Henrique Costa Santos (Visão)

Maio 02, 2020

Dando continuidade ao Plano de trabalho síncrono em tempo de Covid-19, o Biblio Tubers apresenta a quinta proposta, dedicada ao planeta, à sustentabilidade e à cidadania, que poderá ser implementada pelos professores bibliotecários, no horário reservado à biblioteca, ou por qualquer professor que queira trabalhar a Cidadania e Desenvolvimento, com o objetivo último de promover o pensamento crítico, a tomada de posição e o ativismo junto dos seus alunos.

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Photo credit: crystalinks

Esta proposta, destinada a alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário, parte da leitura e análise crítica da crónica de Henrique Costa Santos (Visão, 20/04), intitulada Um novo normal.

Uma vez que os alunos estão a trabalhar a distância, utilizando para isso plataformas de LMS (gestão de aprendizagem), sugere-se que os professores criem 5 grupos de trabalho e que os alunos possam interagir no seu grupo, procurando encontrar respostas para os desafios propostos.

Uma vez mais reforçamos que estas são pistas de trabalho que devem ser adequadas a contextos, formas de ensinar e perfis de aprendizagem dos alunos.

Apresenta-se abaixo a proposta de exploração, organizada em três etapas:

 

Etapa 1

Cada grupo, após a leitura ou audição individual da crónica, deverá tomar uma posição (a favor ou contra), face à afirmação do cronista, que deverá defender com argumentos válidos e fundamentados (no final do post existem um conjunto de links que os alunos deverão consultar, para tal).

 

Grupo 1

"Temos de consumir menos, produzir menos e encontrar fontes de energia alternativas aos combustíveis fósseis, ou estamos todos tramados."

 

Grupo 2

"A Greenpeace, entre outras organizações e movimentos ambientalistas, faz apelo a que se aproveite a infeliz oportunidade para sonhar com um mundo diferente. "

 

Grupo 3

"Não podemos fingir que nada disto tem a ver com “a forma como está organizada a sociedade, a produção e a economia, mas pelo contrário: é exatamente por estar organizada da forma que está que nós chegámos aqui."

 

Grupo 4

"É o sistema global que tem de mudar, se queremos durar enquanto espécie. O alastramento de novas doenças é uma de várias consequências previstas há muito pela comunidade científica."

 

Grupo 5

"Não podemos regressar ao normal sem conceber um novo normal. "

 

As conclusões de cada grupo serão apresentadas num momento síncrono, preferencialmente em vídeoconferência, sugerindo-se que os alunos façam um apanhado das suas conclusões e as mostrem com partilha de ecrã. 

Desta forma, para além de ajudar a estruturar a apresentação do trabalho do grupo, a visualização das conclusões facilita o acompanhamento pelos restantes grupos.

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Etapa 2

A primeira etapa permitiu aos alunos conhecer o texto e criou as condições necessárias para avançar para esta segunda etapa que implica uma análise mais refletida e aprofundada.

Sugere-se trabalho individual ou a pares.

 

Os tópicos para esta análise poderão ser os seguintes:

1. A comunidade científica tem vindo a alertar para a necessidade de:

  • consumir menos;
  • produzir menos;
  • procurar fontes de energia alternativa.

Como poderemos fazê-lo?

 

2. O Covid-19 teve consequências com repercussões positivas para o ambiente (redução de um milhão de toneladas de CO2 por dia), devido a:

  • fábricas a meio gás;
  • quebra no consumo de petróleo;
  • redução do tráfego aéreo.

Qual foi a resposta da natureza? Como manter a redução do CO2?

 

3. A forma como estamos organizados - sociedade / produção / economia - é responsável por mais de 75% das doenças da última década.

O que fazer para evitar a destruição dos ecossistemas, causadora destas doenças?

 

4. Os humanos são os únicos responsáveis pelo vírus Covid-19.

Como procurar soluções e não culpados?

 

Professor(es) e alunos reunem-se em sessão síncrona e, de forma organizada, são apresentadas as conclusões para cada uma das afirmações. Nesta fase, será importante levar os alunos a refletir sobre os temas associados ao ambiente e à sustentabilidade, sendo aconselhável a integração de conteúdos disciplinares que permitam novas aprendizagens (por exemplo, na área das ciências, matemática, português e até história e geografia).

 

Etapa 3

O cronista deixa algumas pistas de ação que poderão ser desenvolvidas pelos alunos, no sentido de encontrarem respostas para cada um dos desafios. Esta etapa poderá ser feita individualmente ou em grupo e sugere-se que os alunos criem produtos multimédia para a sua apresentação (vídeo, podcast, infográfico, texto com hiperligações e imagens...).

  1. Propostas para renovar as fontes de energia.
  2. Propostas para reformular os transportes.
  3. Propostas para construir novas redes de comércio.
  4. Propostas para a criação de novos empregos (verdes). 

 

O professor deverá alertar os alunos para a necessidade de citar as suas fontes. Para facilitar esta tarefa, sugere-se a utilização da ferramenta Cite this for me (consulte e disponibilize o tutorial de utilização aos seus alunos).

 

A apresentação síncrona das propostas dos alunos/ grupos poderá ser feita de 2 maneiras:

  • em direto (os alunos mostram e apresentam o seu produto multimédia);
  • ou apresentando um vídeo previamente criado. Neste caso com os alunos deverão fazer a gravação da sua apresentação e disponibilizá-la na plataforma de LMS. Sugere-se a utilização da ferramenta Screencastify.

 

Ler a crónica na fonte (Visão) aqui | Ler o artigo em .pdf

button_artigo-em-docx.png   button_artigo-em-pdf (1).png

 

 

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Criar atividades interativas com o Socrative

Microlearning | episódio 5

Abril 27, 2020

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O Socrative é uma aplicação simples de elaboração de questionários (preparação de testes, quizzes, etc.) que pode ser usada a distância e em sala de aula. Permite obter o feedback em tempo real da aprendizagem do aluno.

Através de um sistema de perguntas e respostas, o professor pode recolher, em tempo real, as respostas dos alunos, avaliando a sua compreensão relativamente aos temas em estudo.

 

O que é o Socrative?

 

Alterar o idioma, ver relatórios e dar código de acesso aos alunos

 

 

Criar testes

 

 

Alterar e lançar testes

 

 

Partilhar testes

 

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Manual de Apoio à Aprendizagem Flexível durante a Interrupção do Ensino Regular | UNESCO 

ANOTADO by Biblio Tubers

Abril 24, 2020

Aprende-se em rede, partilhando experiências, experimentando, adequando, arriscando...

E a experiência de uns pode ser o ponto de partida para outros, para novos caminhos, mais pensados e refletidos.

Captura de ecrã 2020-04-24, às 14.27.18.png

 

É com esse espírito que o Biblio Tubers apresenta hoje a Experiência Chinesa na Manutenção da Aprendizagem durante o Surto de COVID-19, relatada no Manual de Apoio à Aprendizagem Flexível durante a Interrupção do Ensino Regular, publicado e traduzido com a chancela da UNESCO.

Leia, consulte, reflita e (re)adapte.

Algumas das recomendações que a UNESCO deixa prendem-se com decisões a nível macro (como a questão da infraestrutura da rede ou a cooperação entre empresas, governos e escolas), não esquecendo, contudo, o papel essencial que os professores têm no processo de ensino e de aprendizagem.

O Biblio Tubers preparou uma apresentação com os aspetos que considera mais pertinentes e adequados ao contexto português.

Manual de Apoio à Aprendizagem Flexível durante a Interrupção do Ensino Regular | UNESCO

 

Chamamos a atenção para algumas das dificuldades apontadas neste manual, que servirão, certamente, para uma reflexão por parte da comunidade educativa:

- alguns professores podem ter dificuldade em encontrar recursos online que sejam os mais adequados aos seus contextos de ensino porque existem milhares de recursos publicados online; 

- alguns professores e alunos não possuem as competências digitais apropriadas para ensinar e para aprender online, o que poderá́ criar constrangimentos;

- alguns alunos carecem de competências de aprendizagem cruciais, como a capacidade de adaptação, o estudo autónomo, a autorregulação e a motivação, fatores essenciais para o sucesso da aprendizagem online; 

- alguns professores recorrem apenas a instruções diretas sem considerarem importantes fatores da aprendizagem online, como a interatividade, a presença social e cognitiva, dando origem a experiências de aprendizagem desmotivadoras.

Fica a reflexão.

 

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Promoção da poesia em ambiente virtual

Proposta 4 | Cântico Negro de José Régio, por Diogo Infante

Abril 17, 2020

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Dando continuidade ao Plano de trabalho síncrono em tempo de quarentena, o Biblio Tubers apresenta a quarta proposta, dedicada à poesia, que poderá ser implementada pelos professores bibliotecários, no horário reservado à biblioteca, ou por qualquer professor que queira trabalhar o sentido crítico com os seus alunos.

Esta proposta, à semelhança das restantes, pode ser adequada e destina-se a alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário.

Apresenta-se abaixo a proposta de exploração, organizada em quatro momentos:

 

Momento 1

Os alunos visualizam o vídeo em que Diogo Infante declama, de forma muito intensa, o poema "Cântico Negro", de José Régio.

 

Momento 2

O professor,  num chat, num fórum ou por vídeo conferência, pede que os alunos se incluam num de três grupos:

  • Os que gostaram do poema,
  • Os que ficaram indiferentes,
  • Os que não gostaram.

Cada grupo, durante 15 minutos, discute as razões da sua posição e nomeia um porta-voz que as apresentará aos colegas.

 

Momento 3

Os alunos voltam a visualizar o vídeo, acompanhando a declamação com a leitura do poema. Voltam a reunir em novos grupos que serão constituídos por elementos de cada um dos três grupos iniciais.

Nestes novos grupos, serão debatidas as razões pelas quais gostaram ou não do poema, devendo este debate ser acompanhado de tópicos de discussão, que ajudem os alunos a refletir sobre a mensagem do poema.

Uma vez mais, deve ser escolhido um porta-voz de cada grupo.

Sugerem-se alguns tópicos:

  • Utilização do "preto e branco" e a expressividade da linguagem corporal do ator,
  • A importância das frases negativas no poema,
  • A identificação dos obstáculos que o poeta encontra, por oposição às restantes pessoas que têm "estradas",
  • A coexistência de Deus e do Diabo.

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Momento 4

O porta-voz de cada grupo apresenta as suas conclusões e o professor lança, caso necessário, novos tópicos de discussão que levem os alunos a interpretar a mensagem do poema de forma crítica.

 

Sugere-se, a título de exemplo:

Por que me repetis: "vem por aqui"? - O poder do outro sobre nós, a tentativa de manipulação;

Não sei para onde vou - A imprevisibilidade da vida, das relações, da sociedade;

Sei que não vou por aí! - Pensar por si próprio, analisar os dados e a realidade envolvente e tomar decisões fundamentadas.

Estas propostas são apenas sugestões, cabendo a cada professor proceder às alterações que melhor entenda.

 

Reproduz-se aqui o poema na íntegra.

“Cântico Negro”

“Vem por aqui”- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui”!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
—Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe.

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…

Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: “vem por aqui”?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
a ir por aí…

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…

Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…

Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
Não sei para onde vou,
Não sei para onde vou
—Sei que não vou por aí!

José Régio

 

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Ensinar e aprender com o Screencastify

Microlearning | episódio 4

Abril 13, 2020

A criação de conteúdos educativos ou de tutoriais, no atual paradigma de ensino a distância, torna-se de extrema importância, para os educadores.

 

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Nesse sentido, o Biblio Tubers apresenta o seu 4.º episódio de microlearning, dedicado a uma aplicação que permite fazer, de forma fácil e intuitiva, a gravação do ecrã do computador. Permite gravar vídeos que são armazenados automaticamente no Google Drive ou, se preferir, no Youtube.

Esta ferramenta pode ser utilizada para:

  • Criar tutoriais;
  • Mostrar o funcionamento de uma aplicação;
  • Esclarecer dúvidas ou explicar uma ideia;
  • Partilhar informação, ...

Ensinar e aprender com o Screencastify

A apresentação está organizada em três passos:

  1. Instalar a extensão
  2. Iniciar a gravação do ecrã
  3. Aceder às gravações e partilhá-las
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Ensinar e aprender com o Edmodo

Microlearning | episódio 3

Abril 13, 2020

Na sequência da proposta do Biblio Tubers para a organização do estudo dos alunos, apresenta-se o 3.º episódio de microlearning, dedicado a uma plataforma de gestão de aprendizagem (LMS), o Edmodo.

 

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Esta plataforma é caracterizada pela facilidade de utilização. assemelhando-se a uma verdadeira rede social.

A sua estrutura facilita a comunicação entre os professores e alunos e permite o acesso aos Encarregados de Educação.

Ensinar e Aprender com EDMODO

A apresentação está organizada em quatro passos:

  1. Criar uma conta de professor
  2. Criar uma turma/ grupo
  3. Convidar alunos
  4. Criar atividades
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Afinal de que se fala quando se fala de identidade digital?

O conceito aplicado a nível individual e institucional

Abril 08, 2020

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Entrevista de emprego. Pergunta incontornável: 

Qual é a sua identidade digital? É que na nossa pesquisa não encontrámos nada sobre si. Afinal o que sabe fazer? 

Esta provocação introdutória serve apenas para nos centrarmos naquilo que interessa, quando falamos de identidade digital.

Não! Não é o número de posts que tem nas redes sociais, nem o número de seguidores. Não.

É o testemunho daquilo que sabe fazer profissionalmente, independentemente da sua área. Se não vejamos:

É professor? Qual o blogue ou página web que administra e onde disponibiliza conteúdos para os seus alunos e partilha documentos de interesse e reflexões pessoais sobre assuntos que lhe interessam e que contribuem para se manter atualizado?

É Jornalista? Escritor? Advogado? Arquivista? Bibliotecário? Político? Ativista?

O que partilha e como partilha na rede ajuda-o a construír a sua reputação ou a da entidade que integra.

E a sua rede profissional que públicos alcança? É disto que se fala quando se fala de identidade digital.

Por isso é que, numa entrevista de emprego, os recrutadores se interessam, cada vez mais, pela identidade digital (presença online), pois na resposta está quem somos profissionalmente, como nos atualizamos e como nos relacionamos com os outros.

Em suma, somos a reputação que construímos.

Retomemos a definição proposta por Jorge Borges (2018) para a identidade digital de uma biblioteca escolar para que se adeque a qualquer entidade, individual ou institucional: 

Conjunto de canais (plataformas digitais) geridos e atualizados regularmente para, de forma interessada e organizada, criar, partilhar e atribuir valor a uma multiplicidade de informação, conteúdos, recursos e, eventualmente serviços, na comunidade que serve, favorecendo a aprendizagem ao longo da vida .

 

Vamos decompor a definição nos quatro eixos que a integram.

 

1. Canais

Blogue, página web, página no Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, Youtube, Linkedin, Slideshare, Anchor...

Cada uma destas plataformas serve para disponiblizar conteúdos e recursos variados, em multiformatos, de forma regular.

 

2. Partilha

As plataformas utliizadas devem alimentar-se umas às outras, de forma estruturada, para chegar a um público mais amplo. A melhor forma de o fazer é criar um repositório (por exemplo na Box ou na Dropbox) onde se alojam conteúdos e recursos que, depois de devidamente organizados, são disponibilizados num blogue ou numa página web. 

Por isso, quando se disponibilizam recursos, estes devem ser originais, ou, caso se repliquem, é fundamental acrescentar-lhes valor.

 

3. Comunidade

Num mundo cada vez mais digital, é na rede e com a rede que aprendemos ao longo da vida. Nesse sentido, a comunidade a que pertencemos é tão mais forte quão mais significativo for o contributo de cada um. 

 

4. Aprendizagem ao longo da vida

Todas as áreas do saber estão em constante evolução, pelo que qualquer profissional, ou instituição, para se manter atualizado(a) deve rentabilizar a sua rede de partilha, isto é tirar partido daquilo que é criado na sua comunidade.

 

Para apoiar o processo de implementação da Identidade digital sugerem-se algumas plataformas digitais que dão suporte a este processo:

Identidade digital individual e institucional

 

Nota de rodapé: Todo este processo, nas suas várias fases, é indissociável do processo de curadoria, pelo que sugerimos a consulta do post Curadoria digital.

 

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A Biblioteca Escolar e o Ensino de Emergência a Distância

Boas práticas: o caso do Agrupamento de Escolas de Sardoal

Abril 08, 2020

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Neste momento difícil para as escolas, a Biblioteca Escolar não podia deixar de estar presente, como sempre tem estado, no apoio aos alunos, famílias e docentes, na promoção e desenvolvimento das literacias da leitura, dos media e da informação, de diversas formas, quer no apoio ao currículo, quer no desenvolvimento da autonomia e formação dos vários intervenientes.

Como tal, no Agrupamento de Escolar de Sardoal, a Professora Bibliotecária integrou logo na primeira hora a equipa de apoio à implementação do ensino a distância, procurando as melhores soluções digitais adequadas ao contexto da comunidade escolar do Sardoal.

De seguida, a biblioteca escolar passou a integrar o horário semanal de cada turma, de forma a dar apoio a alunos e encarregados de educação na utilização de ferramentas digitais e realização de trabalhos e ainda propondo atividades de promoção da leitura e do uso dos media com a finalidade de promover multiliteracias.

Estas atividades, bem como a comunicação com a biblioteca escolar, realizam-se através do seu blogue onde cada nível de ensino encontra o seu separador com propostas de leituras, passatempos e atividades de promoção das literacias a desenvolver de forma autónoma ou articulada com docentes a nível curricular.

A título de exemplo apresentam-se dois horários, um para o 1.º Ciclo e o outro para o Ensino Secundário. 

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Oiça o testemunho da professora bibliotecária, Jacqueline Almeida:

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Ensino remoto OU Ensino online?

Contexto, quadro conceptual e pistas de trabalho

Abril 07, 2020

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Um pouco por todo o mundo, escolas e  instituições do ensino superior estão a tomar medidas para dar continuidade ao processo de ensino e de aprendizagem, agora na modalidade a distância ou, como defendem os especialistas, remota. 

O ensino remoto altera a forma como se chega aos alunos. Tendo em conta o contexto de pandemia, não se pretende recriar o ecossistema educacional, mas permitir o acesso temporário à "escola".

De facto, não podemos passar de forma linear do ensino presencial para o ensino online sem fazer grandes alterações, o que implicaria tempo, riscos e dificuldades que as instituições de ensino não têm.

O ensino online é um processo que implica um desenho institucional cuidadoso e um trabalho de preparação que pode levar entre 6 a 9 meses.

Para apoiar as escolas, no momento em que necessitam de delinear a sua estratégia de ensino remoto, deixamos algumas pistas orientadoras para a criação de planos de ação e uma proposta de estrutura de um plano de aula remota.

Ensino remoto OU Ensino a distância?

Clique para consultar a apresentação

 

Face ao momento que vivemos, a comunidade educativa deve avaliar o impacto das propostas implementadas a nível nacional. Esta avaliação, mais do que preocupar-se em dados estatísticos e de níveis de desempenho de escolas, professores e alunos, deve centrar-se no processo, para assim permitir uma mudança efetiva e tão necessária:

  • Que práticas foram implementadas e que mudanças provocaram?
  • Destas práticas quais se devem manter?
  • Como foi a a interação com os diferentes atores educativos? E qual o seu feedback?
  • A infraestrutura tecnológica foi suficiente?
  • As aprendizagens foram avaliadas? Como? Com que resultados?
  • ...

Daqui decorre que devemos repensar modelos pedagógicos compatíveis com um mundo que nos exige, a cada instante, capacidade de readaptação, pelo que agilidade, flexibilidade e resistência são características cada vez mais necessárias, não só aos alunos e aos professores, mas também ao próprio sistema educativo.

 

Bibliografia recomendada:

 

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Quer ensinar online?

Mude a forma como pensa | Forbes

Abril 03, 2020

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A Forbes publicou hoje um artigo interessante sobre a temática que domina a educação por estes dias, o ensino a distância.

Da autoria de Enrique Dans, o artigo intitula-se Want To Teach Online? Change The Way You Think About It, (consultar na íntegra aqui) e reflete sobre o paradoxo que foi criado com a necessidade de fechar as escolas. De facto, apesar de termos a tecnologia disponível para o ensino a distância não estamos preparados - professores, alunos e famílias - para este novo paradigma.

No artigo, apresentam-se os principais motivos pelos quais se torna difícil ensinar e aprender online, a menos que olhemos para esta realidade de forma diferente.

 

1. Literacia digital dos professores

O ensino online exige mais do que uma compreensão ligeira da tecnologia envolvida. De facto, um pequeno obstáculo que facilmente se resolve em contexto de sala de aula pode tornar-se um grande problema, quando temos 20 ou 30 alunos do outro lado do ecrã.

 

2. Envolvimento do professor

Apesar do conhecimento ser um fator importante para o sucesso do ensino a distância, o envolvimento do professor é fundamental. Uma aula online exige mais trabalho e atenção do que uma aula presencial, sobretudo se utilizarmos recursos como fóruns assíncronos ou grupos de mensagens instantâneas, que são recomendadas, mas que exigem mais tempo.

 

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3. Literacia digital dos alunos

É recorrente ouvirmos a expressão "nativos digitais", para caracterizar os nossos alunos. Contudo, apesar de dominarem o Instagram e o TikTok, muitas vezes não conseguem realizar tarefas simples como anexar um arquivo a um e-mail ou guardar um ficheiro com um nome diferente.

 

4. O fosso digital

Nem todas as famílias têm computador e/ ou smartphone e a ligação à Internet é, por vezes, muito lenta ou inexistente. Nalguns casos, o acesso à internet faz-se por dados móveis que nem sempre são suficientes para este tipo de ensino. É fundamental que os responsáveis tenham em conta esta realidade que pode ser fonte de desigualdades

 

5. Ferramentas digitais

Para uma aula online ideal, deverá utilizar ferramentas que permitam criar vídeos, partilhar o seu ecrã, fazer videoconferência. Os alunos também devem ter acesso a fóruns onde possam discutir tópicos.

 

6. Metodologia

Uma aula presencial nunca pode ser replicada online. Isto é, numa aula online não se pode ler um texto e esperar que os seus alunos se mantenham atentos. Opte por disponibilizar o texto com antecedência para que os alunos o leiam. Online aproveite o tempo para discutir o texto, responder a questões dos alunos, ou levá-los a fazerem apresentações sobre ele. E, sobretudo, utilize tecnologias interactivas.

 

7. Experiência do aluno

Para além dos conteúdos, os alunos devem aprender a gerir as interações online. Nesse sentido, os professores devem utilizar ferramentas que possam ser facilmente apropriadas pelos alunos e que correspondam às suas expetativas. O professor não deve estar constantemente a utilizar ferramentas novas, pois num ambiente que é novo para os alunos, eles precisam de estruturas e referências claras.

 

8. Avaliação

Diversifique as suas metodologias de avaliação: projetos individuais ou em grupo, avaliação por pares, apresentações online, etc.

 

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O autor, e concordamos com ele, afirma que o ensino online veio para ficar, pelo que é necessário criar as condições para que os alunos possam acompanhar as aulas em casa sem que o processo de aprendizagem sofra prejuízos.

O artigo termina em tom provocatório, que não é mais do que uma chamada de atenção para a necessidade de fazermos "muito mais e muito melhor":

Se pensa que ensinar online é simplesmente ligar a câmara e replicar o que faz em sala de aula, ou mostrar uma apresentação e um documento e, em seguida, dar aos alunos uma ficha de trabalho, está enganado. Não é assim que os nossos alunos aprendem.

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