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Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes.

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e-Portefólios | Parte III - Monitorização e feedback: avaliar para aprender

Guia para a implementação de e-Portefólios

Julho 02, 2020

Consulte ainda a Introdução a este Guia para implementação de e-Portefólios, a Parte I - Características e funcionalidades e a Parte II - O blogue como plataforma de suporte

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Photo by Adrian Swancar on Unsplash

 

O portefólio é um instrumento de avaliação muito poderoso, não só porque facilita a avaliação do produto das aprendizagens dos alunos, mas sobretudo porque é o retrato fiel de todo o processo.

Esta característica distingue-o de quase todos os outros instrumentos de avaliação e é uma das mais valias, pois, para além de favorecer a autonomia, o pensamento reflexivo e a capacidade metacognitiva, facilita o trabalho dos professores, quer no acompanhamento do aluno - com identificação de dificuldades ou/ e potencialidades - quer na sua avaliação, formativa e sumativa.

Desta forma, temos o retrato de todo o trabalho realizado pelo aluno - o seu empenho, o seu progresso, as suas conquistas em todas as áreas do currículo, para além de permitir identificar as diferentes áreas de competência do Perfil do Aluno à saída da escolaridade obrigatória.

Os estudantes, nos seus portefólios, devem ser levados a colocar evidências da sua identidade académica e até pessoal, como por exemplo:

  • planificação do trabalho a realizar e a definição de metas;
  • aprendizagens realizadas;
  • dificuldades encontradas e estratégias para as superar;
  • reflexões;
  • feedback dado por professores e colegas;
  • colaboração com outros colegas;
  • projetos escolares (individuais e de grupo) e pessoais;
  • apresentações realizadas.

 

Vários são os autores que identificam como grandes vantagens do portefólio a motivação, a responsabilidade e a dedicação dos alunos. Para além disso, um portefólio:

  • reflete a aprendizagem de cada aluno;
  • integra o conhecimento dos alunos;
  • promove aprendizagens mais efetivas, pois implica reflexão, autoconhecimento e metacognição;
  • identifica escolhas e objetivos do aluno, a nível académico;
  • é o retrato das competências desenvolvidas e das realizações.

 

O esquema seguinte, elaborado a partir do modelo de aprendizagem experiencial de Kolb, evidencia de forma clara a importância do feedback e da partilha para que se construam aprendizagens significativas. O aluno planifica, executa e reflete, num ciclo de aprendizagem completo, que favorece a monitorização e a avaliação.

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A model of e-portfolio-based learning, adapted from Kolb (1984) in JISC, 2008, Effective Practice with e-Portfolios.

 

Enquanto instrumento de avaliação, devem ser criadas rubricas (com base em critérios de avaliação que devem ser do conhecimento dos alunos), para que estes se possam autoavaliar e os docentes acompanhar as aprendizagens.

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e-Portefólios | Parte II - O blogue como plataforma de suporte

Guia para a implementação de e-portefólios

Julho 01, 2020

Consulte ainda a Introdução a este Guia para implementação de e-Portefólios e a Parte I - Características e funcionalidades

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Photo by Timothy Dykes on Unsplash

 

A escolha de uma plataforma tecnológica para publicar os portefólios dos estudantes deve ter em conta alguns critérios como:

  • A facilidade de utilização e de acesso,
  • A possibilidade de integrar documentos e recursos em múltiplos formatos e oriundos de variados canais,
  • A disponibilização de funcionalidades que permitam a cada estudante a personalização do seu portefólio e que favoreçam experiências de aprendizagem autênticas, nomeadamente a facilidade de partilha e interação com outros utilizadores.

...

Nesta apresentação, reflete-se sobre as potencialidades do blogue enquanto e-Portefólio académico e sobre os seus propósitos.

O blogue como portefólio

 

Existem inúmeras plataformas que servem estes desígnios, nomeadamente a Wordpress que tem como características principais a flexibilidade, a autenticidade e a versatilidade. 

De realçar que os e-portefólios permitem uma aprendizagem autêntica no domínio da cidadania digital e da segurança on-line. De facto, preparar os estudantes para a vida ativa já não é suficiente, eles devem ser envolvidos em projetos reais e perceberem que podem ser agentes de mudança. 

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Produção de recursos educativos a partir dos media

Os media ao serviço da educação

Junho 27, 2020

Este artigo surge no âmbito de ação de formação "Inovar com a Biblioteca Escolar" destinada a professores do Alto Alentejo.

O que vão ver a seguir são as propostas de trabalho feitas pelos professores, no âmbito desta ação de formação, após a apresentação/ divulgação do MILD e dos artigos (dos media) disponíveis nas revistas da Rede de Bibliotecas Escolares.

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Photo by Kaleidico on Unsplash

 

Assim se pode promover, nos alunos, de forma fácil, apelativa e a um tempo, a leitura, a reflexão, o sentido crítico e a escrita a partir de recursos informais.

Através da leitura, análise, discussão e escrita, os alunos aprendem a destrinçar o trigo do joio.

Nota: Junta-se a apresentação feita pelo convidado desta sessão: Educar com e para os Media

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e-Portefólios | Parte I - Características e funcionalidades

Guia para implementação de e-Portefólios

Junho 24, 2020

Leia aqui a introdução a este Guia para implementação de e-Portefólios.

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Photo by Timothy Dykes on Unsplash

 

Um e-Portefólio académico é uma coleção criada pelo aluno que retrata o seu percurso de aprendizagem - sucessos, mas também dificuldades e a forma como as superou. O enfoque é no processo e não no produto em si, pelo que fomenta a reflexão e favorece aprendizagens significativas.

Num e-Portefólio podemos incluir trabalhos, artigos, textos de opinião, infográficos, mapas conceptuais, gráficos, tabelas, posters, fotografias, imagens, vídeos pessoais ou de sítios como o YouTube ou o TedED, áudio (podcasts, entrevistas, reflexões pessoais, música)...

O e-Portefólio pode ainda retratar outros aspetos da vida de um estudante, nomeadamente as suas atividades extracurriculares.

Dado o seu caráter abrangente, reflexivo e em permanente construção, o e-Portefólio tem inúmeras vantagens:

  • gera e documenta as aprendizagens;
  • leva o aluno a autoavaliar-se a partir dos critérios de avaliação definidos pelo(s) docente(s), refletindo sobre o seu trabalho, o que estimula a metacognição;
  • fomenta a capacidade de aprender a aprender, o que contribui de forma significativa para que o aluno melhore o seu desempenho, com autonomia;
  • coloca o aluno no centro da aprendizagem e propicia o estabelecimento de ligações entre as diferentes aprendizagens/ áreas do saber;
  • desenvolve o pensamento crítico, a capacidade de resolver problemas e de comunicar;
  • favorece o feedback e facilita a avaliação (formativa e até sumativa), pelo que dispensa instrumentos de avaliação mais tradicionais;
  • Cria uma pegada digital do aluno que, no futuro, poderá ser uma mais valia para o estudante entrar no mercado de trabalho, para além de favorecer a aprendizagem ao longo da vida.

 

O e-Portefólio tem três grandes funcionalidades:

  1. Repositório de tarefas realizadas pelos estudantes. Os estudantes armazenam e coleccionam os seus trabalhos, em multiformatos.

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2.  Espaço de trabalho. Os alunos planificam, estabelecem metas, organizam experiências de aprendizagem, colaboram com outros alunos e com os professores, que podem fornecer feedback imediato.

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3.  Montra/ expositor do processo de aprendizagem do estudante. O e-Portefólio retrata as competências desenvolvidas pelos estudantes. Esta "montra" é avaliada pelo professor.

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Nota final: Os estudantes podem limitar o acesso ao seu e-Portefólio, pelo que as questões de privacidade podem ser acauteladas. 

 

Fonte das três últimas imagens: EUfolio (2015). ePortfolio Implementation Guide for Policymakers and Practitioners

 

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Guia para implementação de e-Portefólios

Para o retrato fiel de um processo de aprendizagem centrado no aluno

Junho 23, 2020

O paradigma em que vivemos atualmente, caracterizado pela necessidade de adaptar espaços, tempos e modos de "fazer educação", implica mudar. Desde a planificação da atividade letiva, passando pelas práticas em contexto educativo e tendo sempre como pano de fundo a avaliação formativa, é imperioso fazer diferente para obter melhores resultados.

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Photo by Halacious on Unsplash

 

Sabemos que preparar os alunos para uma vida ativa implica levá-los a:

  • saberem ser e estar
  • resolverem problemas
  • serem críticos e criativos
  • criar e partilhar aprendizagens
  • trabalharem em equipa
  • comunicar

 

Inúmeras são as metodologias apontadas como facilitadoras do desenvolvimento destas competências do aluno do século XXI. Veja-se, a título de exemplo, a proposta para implementação do ensino hibrído que implica a reorganização da sala de aula e da forma como o professor a gere, devendo ser criados momentos de interação e colaboração entre os alunos, que se assumem como criadores da sua própria aprendizagem, com recurso à tecnologia.

Estas metodologias implicam também, da parte dos estudantes, novas formas de realizar e apresentar os trabalhos/ projetos pedidos pelos professores, bem como a capacidade de refletir sobre as aprendizagens realizadas, face à matriz de avaliação definida.

O e-Portefólio responde claramente a este desafio, pois permite aos alunos inovar na forma como organizam as suas aprendizagens, as apresentam e se autoavaliam. De facto, o portefólio é por excelência autoreflexivo, permite um retrato fiel do processo evolutivo de aprendizagem de cada aluno e facilita aos professores a monitorização dessas aprendizagens, bem como o feedback em tempo útil.

O Biblio Tubers, ao longo de três posts, vai apresentar um guia para a implementação de e-Portefólios, que está organizado em três partes.

 

Bibliografia

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A informação e o conhecimento na sociedade do séc. XXI

Os direitos de autor e a segurança da informação no mundo digital

Junho 06, 2020

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Photo by Andres Umana on Unsplash

 

O mundo mudou.

Hoje, o mundo virtual e o mundo físico sobrepõem-se e tornam-se indistintos. A informação é avassaladora e as multiliteracias são essenciais para se chegar à solidez do conhecimento.

 

os direitos de autor e a segurança da informação no mundo digital

 

Nunca como hoje foi tão importante saber procurar, selecionar, usar e comunicar a informação. Neste processo os direitos de autor, a referência bibliográfica, a citação ganham papel de destaque, até para se entender como o ensino, a aprendizagem, o saber e a ciência se desenvolvem e para que se perceba a diferença entre informação e conhecimento.

A apresentação começa com um breve enquadramento sobre a evolução dos direitos de autor ao longo do tempo, para se situar no século XXI, caracterizado pela emergência das multiliteracias, decorrentes do facto de assistirmos à passagem da biblioteca física para a Web.

Os conteúdos ganham predominância enquanto matéria prima, o autor caminha em paralelo com o produtor de conteúdos e o livro assume múltiplos formatos. Neste contexto, torna-se imprescincível selecionar e avaliar a informação, pelo que se apresentam estratégias para evitar o plágio e exemplos de ferramentas que facilitam a citação.

A apresentação termina com a explicação dos direitos de autor.

Nota: Esta apresentação, criada por Jorge Borges, serviu de suporte a uma sessão de trabalho com professores bibliotecários, pelo que a informação nela contida poderá estar incompleta. Este documento resume a opinião do autor.

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Cultura digital ou cultura analógica? Em que mundo se situa?

Manuel Castells - Escola e internet: o mundo da aprendizagem dos jovens

Maio 29, 2020

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A rubrica "Conversas (im)prováveis" recupera hoje uma entrevista feita a Manuel Castells, em 2015, onde o filósofo espanhol reflete sobre o mundo da aprendizagem dos jovens.

Legendado em português.

 

O mundo da aprendizagem (um tema já tratado nesta rubrica) está dividido em duas vertentes que acabam por ser completamente distintas:

  • A escola, que serve para obter um diploma,
  • A internet onde os jovens, em grupos informais, aprendem realmente.

 

O filósofo leva-nos a refletir sobre a necessidade de introduzir alterações de fundo na educação, pois as escolas continuam a ensinar exatamente como na Idade Média, isto é, o ensino está centrado no professor que se comporta como um lente.

A cultura analógica, que caracteriza a escola, e a cultura digital, que é a dos alunos, correspondem a dois mundos completamente diferentes, o que causa uma dissonância cognitiva nos estudantes "que pensam a internet", ao contrário dos seus professores, que apenas a usam.

Apesar da dificuldade que os jovens revelam na memorização, a sua capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo favorece a recuperação da informação e a produção de ideias novas, isto é, aumenta a capacidade criativa que é o que mais interessa no mundo de hoje.

Vídeo de Fronteiras do Pensamento | Produção Telos Cultural | Produção Audiovisual Okna Produções | Documentário Um mundo complexo | Direção e Edição Marcio Reolon | Direção de Produção Gina O’Donnell | Tradução Marina Waquil e Francesco Settineri

 

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De que se fala quando se fala de Ensino Híbrido?

Origem e características de cada modelo

Maio 27, 2020

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Imagem: https://www.thinglink.com/scene/1123799019135434755

 

Na continuidade do post Ideias para um modelo híbrido de ensino, o Biblio Tubers apresenta agora  os vários modelos que dão corpo ao Ensino Híbrido.

O ensino híbrido (desenvolvido por Clayton Christensen e Michael B. Horn*) serve-se da tecnologia para potenciar a aprendizagem em ambiente online e presencial - blended learning. Desta forma, promove-se a diferenciação do ensino e da aprendizagem - tempo, lugar, modo e ritmo - pelo que os alunos aprendem mais e melhor.

Este tipo de ensino implica a reorganização da sala de aula e a forma como o professor a gere, pois devem ser criados momentos de interação e colaboração entre os alunos, que se assumem como criadores da sua própria aprendizagem, com recurso à tecnologia.

De entre os modelos mais conhecidos de ensino híbrido, está a sala de aula invertida, criada pelos professores norte-americanos Jonathan Bergmann e Aron Sams.

Para além da sala de aula invertida, o ensino híbrido usa uma combinação de um ou mais dos modelos que se descrevem abaixo e que poderá conhecer com outro detalhe no sítio web blendedlearning.org. As imagens de cada modelo são também deste sítio web.

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Fonte: https://www.coursera.org/learn/ensino-hibrido

 

Flipped Classroom - Sala de Aula Invertida

O modelo de Sala de Aula Invertida inverte a relação tradicional entre o tempo de aula e os trabalhos de casa. Os estudantes aprendem em casa através de aulas online e os professores usam o tempo de aula para trabalho prático ou projetos.

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Station Rotation - Rotação por Estação

O modelo de Rotação por Estação permite que os estudantes circulem através das estações (trabalho de grupo, trabalho escrito, projeto, tutoria individual, pesquisa, turma completa...), num horário fixo. Pelo menos uma das estações é de aprendizagem online.

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Lab Rotation - Laboratório Rotacional

O modelo Laboratório Rotacional permite que os estudantes circulem nas estações em horário fixo. No entanto, neste caso, a aprendizagem online ocorre numa sala de informática. 

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Individual Rotation - Rotação Individual

O modelo de Rotação Individual permite que os alunos circulem nas estações, em horários individuais definidos pelo professor. Ao contrário dos outros modelos de rotação, os estudantes não têm de circular por todas as estações, mas apenas nas selecionadas pelo professor, tendo em conta o perfil de cada aluno.

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Flex

O modelo Flex permite que os estudantes se movam em horários fluídos entre as atividades de aprendizagem de acordo com as suas necessidades, em ambiente online. Os professores apoiam os estudantes de acordo com as suas necessidades. Este modelo promove a autonomia dos estudantes.

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À La Carte

No modelo À La Carte o curso decorre totalmente online com o apoio de um tutor, podendo manter-se o ensino presencial. Este modelo proporciona flexibilidade e é uma ótima opção quando as escolas não podem oferecer cursos de áreas específicas.

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Enriched Virtual - Virtual Enriquecido

O modelo Virtual Enriquecido é uma alternativa ao ensino a distância,  permitindo que os estudantes concluam a maioria dos cursos online, continuando a frequentar a escola para sessões presenciais com um professor. Ao contrário da Sala de Aula Invertida, os cursos no modelo Virtual Enriquecido geralmente não exigem a presença diária na escola; alguns cursos podem apenas exigir a presença do aluno duas vezes por semana, por exemplo.

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Mais do que usar a tecnologia como um fim em si, o ensino híbrido visa a integração real da tecnologia no ensino e na aprendizagem, isto é, os recursos digitais são os meios que garantem que cada estudante aprende ao seu próprio ritmo.

 

*CHRISTENSEN, Clayton M.; HORN, Michael B.; JOHNSON, Curtis W. (2008). Disrupting Class: How disruptive innovation will change the way the world learns. New York: McGraw-Hill.

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Avaliar e monitorizar o impacto da Identidade Digital da biblioteca

Do ponto de partida ao ponto de chegada | Que caminhos?

Maio 24, 2020

É comummente aceite que às bibliotecas escolares não basta, hoje, manter uma presença em linha - muito pelo contrário - elas têm de ser capazes de disponibilizar a informação e os serviços que acompanhem as necessidades da comunidade que servem e em que se integram, a cada momento e ao longo do tempo.

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A consulta do documento disponibilizado pela Rede de Bibliotecas Escolares, intitulado "Presença em linha das bibliotecas escolares: roteiro para a definição de uma política", orienta o trabalho dos professores bibliotecários na construção da sua presença digital.

A presença em linha, espelhada na identidade digital da biblioteca, não é algo que se construa e se dê como terminado. Não! É antes um processo que tem de se desenvolver e aperfeiçoar ao longo do tempo.

A pensar nesta realidade, o Biblio Tubers deixa aqui um conjunto de métricas que apoiam o trabalho das bibliotecas, de forma longitudinal. 

Desta forma, cada biblioteca pode perceber onde está (ponto de partida), definindo o caminho a seguir, através da implementação de práticas regulares de monitorização, ao longo do tempo.

Assim avaliará o seu impacto junto da comunidade educativa, bem como a qualidade e adequação dos serviços que presta.

Foram criados três questionários que, de forma simples e rápida, favorecem esta capacidade de reflexão em torno da ação da biblioteca.

1. Identidade Digital | diagnóstico - Este diagnóstico deverá ser o ponto de partida para a criação/ desenvolvimento da identidade digital de uma biblioteca que conhece a sua comunidade e responde às suas necessidades.

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2. Identidade Digital | monitorização - De forma regular, a biblioteca deverá monitorizar o seu desempenho, avaliando o impacto da sua identidade digital. 

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 3. Avaliação da Usabilidade dos canais - O Biblio Tubers disponibiliza, ainda, um formulário que permite aos utilizadores da biblioteca avaliarem a usabilidade e a taxa de utilização dos respetivos canais.

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Para facilitar o trabalho aos professores bibliotecários, disponibilizamos os formulários criados que poderão ser usados livremente por todos. Para isso, basta solicitar-nos o link de partilha dos formulários para o email: workprogress6@gmail.com

 

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Identidade Digital | Ponto de partida e de chegada

Para uma biblioteca que conhece a sua comunidade e responde às suas necessidades

Maio 17, 2020

O Biblio Tubers tem-se debruçado sobre a questão da IDENTIDADE DIGITAL enquanto ponto de partida e de chegada para aquilo que é, atualmente, cada indivíduo e cada instituição, na relação que estabelece com a comunidade em que se integra e a que dá corpo.

A Identidade Digital alavanca a mudança, pois ajuda a mudar o foco da biblioteca tradicional, ainda preocupada com a coleção física, para aquela que é a biblioteca desejável, a que conhece a sua comunidade e responde às suas necessidades.

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Photo by Alina Grubnyak on Unsplash

 

Face à emergência do digital e ao papel que as bibliotecas escolares devem assumir num novo paradigma educativo que caminha para um modelo de ensino híbrido (presencial e digital), urge retomar o conceito de Identidade Digital.

 

I - O Conceito

O que se entende por Identidade Digital?

A Identidade digital é constituída por um conjunto de canais (plataformas digitais) que uma biblioteca gere e atualiza com uma determinada regularidade para, de forma interessada e organizada, partilhar uma multiplicidade de informação, conteúdos, recursos e serviços - online e/ ou offline - nas comunidades que serve, nomeadamente professores e alunos, com o fim último de melhorar o ensino e a aprendizagem, em todas as suas vertentes.

[Canais digitais => Partilha => Comunidade escolar => Ensino e aprendizagem]

 

Qual a razão pela qual cada biblioteca deve definir a sua Identidade?

O conceito de Identidade Digital é fundamental porque:

  • diz às bibliotecas onde estão,
  • indica-lhes para onde devem caminhar,
  • permite-lhes saber, a cada momento, onde se situam,
  • ajuda-as a diminuir o gap entre bibliotecas,
  • permite que seja a própria biblioteca a situar-se em relação às outras, numa relação horizontal,
  • muda o foco da biblioteca, ainda preocupada com a coleção física, para aquela que é a biblioteca desejável, a que conhece a sua comunidade e responde às suas necessidades.

 

II – Estrutura

Quem constrói e como? Em que se consubstancia?

A responsabilidade do desenho da Identidade Digital da biblioteca é do professor bibliotecário e da respetiva equipa, após a auscultação dos diferentes órgãos de gestão intermédios e a aprovação em conselho pedagógico.

 

1. Canais

Blogue, página web, página no Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, Youtube, Linkedin, Slideshare, Anchor, (Chat, E-mail, formulários...)

Cada uma destas plataformas constitui-se como o veículo para disponibilizar conteúdos e recursos variados (divulgação e acesso à biblioteca digital, por exemplo), em multiformatos, bem como uma série de serviços que respondam às necessidades da comunidade, de forma regular, e que projetem a biblioteca para fora do seu espaço tradicional e físico.

 

2. Partilha

As plataformas utilizadas devem alimentar-se umas às outras, de forma estruturada, para chegar a um público mais amplo. A melhor forma de o fazer é criar um repositório (por exemplo na Box ou na Dropbox), onde se alojam conteúdos e recursos que, depois de devidamente organizados, são disponibilizados num blogue ou numa página web. 

Por isso, quando se disponibilizam recursos, estes devem ser originais, ou, caso se repliquem, é fundamental acrescentar-lhes valor. Veja a este propósito o artigo Curadoria Digital  | Uma competência do professor de hoje.

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Photo by José Martín Ramírez C on Unsplash

 

3. Comunidade

Num mundo cada vez mais digital, é na rede e com a rede que aprendemos ao longo da vida. Nesse sentido, a comunidade a que pertencemos é tão mais forte quão mais significativo for o contributo de cada um. 

 

4. Aprendizagem (ao longo da vida)

Todas as áreas do saber estão em constante evolução, pelo que qualquer profissional ou instituição, para se manter atualizado(a), deve rentabilizar a sua rede de partilha, isto é tirar partido daquilo que é criado na sua comunidade.

“O fim último de alcançar cada comunidade não pode ser esquecido, pois só assim se promoverá o acesso ao conhecimento e se tirará partido da rede de relações que são constituídas e estabelecidas socialmente em cada contexto - educativo, cultural, profissional ou até de lazer. A interação entre os atores sociais favorece dinâmicas de construção, partilha e difusão de informação e conhecimento.” In https://bibliotubers.com/o-impacto-das-redes-na-disseminacao-da-8772

 

 III – Avaliação

Ao Implementar a Identidade Digital da sua biblioteca, a equipa deve definir os critérios de avaliação, tendo como horizonte uma meta que responda à perspetiva de evolução da biblioteca na comunidade em que se insere.

Poderão ser utilizados indicadores como:

  • Número de acessos em cada um dos canais,
  • Números de acesso aos múltiplos conteúdos e recursos,
  • Número de interações de alunos e professores,
  • Grau de participação/ envolvimento da comunidade educativa no desenho, na disponibilização e na utilização dos recursos e serviços.

...

A título de exemplo, veja-se o artigo intitulado “O impacto das redes na disseminação da informação: O caso português da Rede de Bibliotecas Escolares”,  apresentado no 21st International Symposium on Computers in Education (SIIE) em novembro de 2019.

O artigo está disponível aqui: https://bit.ly/2WHIyoK 

 

Caso queira ler mais sobre este assunto, consulte os artigos listados abaixo:

  1. Afinal de que se fala quando se fala de identidade digital? | O conceito aplicado a nível individual e institucional.
  2. As Bibliotecas Escolares na encruzilhada... | ...do analógico ao digital
  3. Educação, Hoje | Perspetivas globais sobre a educação - OCDE
  4. O ADN de uma Biblioteca | Identidade digital... procura-se!
  5. O impacto das redes na disseminação da informação | O caso da Rede de Bibliotecas Escolares
  6. Pegada Digital | Os algoritmos e a importância dos dados
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