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Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

Ensinar e aprender no século XXI

O papel dos Media no ensino e na aprendizagem

Novembro 24, 2019

A importância dos Media na sociedade e a pertinência do projeto MILD, da Rede de Bibliotecas Escolares.

Em foco, as atividades de escrita(s) e leitura(s) na Web. A importância de uma(s) e outra(s) para prevenir a desinformação são questões centrais. Podem os Media contribuir para melhores aprendizagens? Como se aprende e ensina na Web?

Nesta apresentação são dados exemplos e apontadas pistas, em torno da Escola, dos Media e da (des)informação.

A Escola deve dotar os alunos das competências que lhes permitam aprender ao longo da vida, estarão os professores preparados para tal?

A importância da curadoria digital.

 

Ensinar e aprender no século XXI

Comunicação apresentada na 12ª edição do Encontro Anual da Rede de Bibliotecas Escolares de Leiria, que decorreu nos dias 22 e 23 de novembro, no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.

 

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O impacto das redes na disseminação da informação

O caso da Rede de Bibliotecas Escolares

Novembro 22, 2019

Nesta apresentação é descrito um estudo que analisa o impacto das redes na disseminação da informação e cujos dados foram recolhidos num dos mais paradigmáticos casos de popularidade nas redes sociais, o da Rede de Bibliotecas Escolares.

O enquadramento conceptual é feito a partir do processo de curadoria digital, exemplificado para cada um dos canais da RBE e assente na sua identidade digital, cujo conceito também é explicitado no artigo.

Os números recolhidos são representativos da popularidade desta rede e, sobretudo, do potencial de disseminação de informação e de conteúdos que não pode ser ignorado, sobretudo no mundo da educação.

Este artigo foi publicado e apresentado no 21st International Symposium on Computers in Education (SIIE) que foi realizado em Tomar, Portugal, numa organização conjunta do Instituto Politécnico de Tomar e do Instituto Politécnico de Castelo Branco, de 21 a 23 de novembro de 2019.

O impacto das redes na disseminação da informação

 

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A Biblioteca Escolar impõe-se!

As Bibliotecas Escolares devem reinventar-se e assumir-se como centros de saber

Novembro 19, 2019

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Na sequência da publicaçãos de artigos sobre a necessidade de reconfigurar e redesenhar a Biblioteca Escolar, o Biblio Tubers foi contactado no sentido de dar corpo à filosofia que defende para este espaço e que passa por responder a 4 desafios que são identificados pelos investigadores pelos 4 C:

1. Conectividade, para ligar os utilizadores ao mundo,

2. Colaboração formal e informal,

3. Criação de conhecimento, e 

4. Comunidade, pois a interação entre pessoas é fundamental para a aprendizagem que é, de facto, uma atividade social.

O artigo está organizado em três partes principais. Partindo de factos sustentados em vários relatórios, procede-se ao diagnóstico da situação em que estão as Bibliotecas Escolares, para, de seguida, se apresentar o conceito que defendemos, sustentado na apresentação de propostas para (re)organização do espaço, dos recursos e dos serviços.

 

FACTOS

1. A sociedade está em constante mutação.

2. A Escola tem dificuldade em acompanhar esta mudança.

3. A Biblioteca Escolar é um dos espaços mais inovadores na Escola, devido aos recursos que disponibiliza e aos projetos que desenvolve.

4. A Biblioteca Escolar não acompanha as novas formas de ser, de estar, de fazer e de aprender que caracterizam os alunos de hoje.

5. Face ao ponto 1, a Biblioteca, se não se reinventar, tornar-se-á rapidamente obsoleta.

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foto de Montserrat BalbuenaSeguir - State Library of Queensland

DIAGNÓSTICO

Neste item serão abordados dois aspetos, por um lado, os problemas apontados pelos profissionais - diretores, professores bibliotecários, membros das equipas e professores em geral - (ponto I.) e, por outro, a análise crítica dos planos de ação das Bibliotecas (ponto 2.). Desta forma, o diagnóstico permitirnos-á apontar pistas mais consentâneas com a realidade das bibliotecas.

1. PROBLEMAS APONTADOS PELOS RESPONSÁVEIS DAS BIBLIOTECAS

1.1 Os livros que existem na Biblioteca não são usados.

1.2 Os alunos não têm hábitos de leitura.

1.3 Os potenciais utilizadores da Biblioteca - professores, alunos, assistentes operacionais, técnicos, família - não utilizam, ou utilizam pouco o espaço e os recursos.

1.4 Os recursos informáticos são utlizados maioritariamente para fins lúdicos.

1.5 A rede wi-fi nem sempre é de livre acesso e a qualidade do sinal é intermitente.

1.6 Os computadores, de uma maneira geral, estão obsoletos.

1.7 A taxa de utilização autónoma da Biblioteca vai diminuindo de forma drástica, ao longo da escolaridade.

1.8 Algumas Bibliotecas não estão abertas a tempo inteiro. 

1.9 A equipa da Biblioteca não é escolhida de acordo com o perfil mas em função da gestão de horários.

 

2. O PLANO DE AÇÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR

2.1 Centrado em domínios, que se adequam às exigências da sociedade.

2.2 Balizado por um modelo de auto-avaliação que nem sempre reflete aquilo que se passa e se faz nas bibliotecas, preocupadas com questões já pouco adequadas ao que os alunos querem da Biblioteca. Se não, vejamos, a título de exemplo:

  •  A taxa de empréstimos é uma das grandes preocupações dos professores bibliotecários, quando sabemos que os alunos leem cada vez mais nos seus dispositivos móveis;
  •  A participação dos pais na vida da biblioteca é medida pelo número de atividades em que participam e não pelo meio através do qual a biblioteca chega até eles. Não esqueçamos que a tecnologia é muito eficaz na criação de comunidades.

2.3 As atividades das Bibliotecas ainda giram em torno das feiras do livro, dos encontros com escritores, da comemoração de efemérides.

2.4 A vertente digital da Biblioteca, que deve estar em todas as salas de aula e até em casa, é quase sempre esquecida ou inexistente. 

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O CONCEITO

O Biblio Tubers defende uma Biblioteca em que o acesso à informação seja cada vez mais digital, rápido, fácil e simples, num espaço flexível, confortável, que permita o trabalho individual, colaborativo e com o apoio de mediadores.

A Biblioteca, para se impor e tornar-se vital no espaço em que "vive", tem de favorecer:

  • A inovação. 
  • A comunicação.
  • O acesso a novas formas de pensar e de aprender. 

Para a consecução desta missão, a Biblioteca deve responder aos desafios de cada utilizador, relativamente às suas necessidades de Informação, Tecnologia e Expertise. Neste sentido, deve permitir o acesso a:

1. Tecnologia nas suas várias vertentes,

2. Espaços para trabalho de grupo,

3. Coleções online e media digital,

4. Especialistas.

 

Impõe-se uma Biblioteca que "ocupe" a Escola, que saia das 4 paredes, física e virtualmente. A Biblioteca está onde está o utilizador. A escola deve ser ocupada por micro bibliotecas móveis, colocadas nos locais onde circulam potenciais leitores. Simultaneamente, podem ser disponibilizados, nestes espaços, outros recursos, como um computador para "gaming",  outro para fazer requisições, consultar a web,  fazer downloads, imprimir documentos...

 

O ESPAÇO

Multifuncional e diversificado, deve ser sempre concebido à luz da comunidade que vai servir, pelo que as propostas que deixamos deverão ser avaliadas e adequadas a cada contexto. Pode incluír:

  • Zona de trabalho de grupo
  • Zona de trabalho individual / estudo
  • Zona de tutoria
  • Sala de trabalho de grupo / preparação de apresentações
  • Estúdio áudio / visual para criação/ edição de vídeo digital
  • Sala de trabalho colaborativo online
  • Zona de exposições (que pode ficar fora da Biblioteca)

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OS SERVIÇOS

As sugestões que deixamos ilustram possibilidades e não são vinculativas, pelo que se sugere a auscultação da comunidade educativa para identificação dos serviços a prestar.

  • Solicitar apoio com especialista 
  • Ter acesso a sessões de literacia presenciais ou online
  • Reservar salas para trabalho de grupo
  • Requisitar micro aulas temáticas
  • Requisitar portáteis, tablets, câmaras, colunas, headphones, microfone, tripés...
  • Ter acesso a recursos abertos
  • Ter acesso a um repositório com resumos da matéria em formato áudio (podcasts)
  • Contar com o serviço de help desk 

 

Oiça aqui o comentário do Biblio Tubers a este post:

 

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Aprender nos Media | O discurso publicitário

Propostas de exploração e produção

Novembro 17, 2019

Este tipo de texto dos Media, pela riqueza da mensagem e dos recursos que utiliza - som, imagem, personagens, narrativa... -, permite a sua exploração em diferentes contextos e com públicos diversificados.

No infográfico, o Biblio Tubers sugere a exploração inicial, através do levantamento da estrutura da narrativa e posterior relação com o ciclo de vida da personagem, podendo também ser feito o levantamento dos momentos chave com a identificação dos recursos utilizados (texto, imagem e som).

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Clique na imagem para a ver maior

Segue-se a fase em que o aluno se assume como produtor, sugerindo-se a criação de um texto publicitário, que deverá adequar-se aos Media. Esta proposta de escrita poderá ser:

  • um pequeno texto publicitário;
  • uma pequena narrativa que "promova" um produto/serviço à escolha do aluno;
  • um vídeo, à semelhança do que se apresenta neste post.

Visualize o vídeo, abaixo:

 

Oiça aqui o podcast da apresentação da proposta:

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Transmedia storytelling em contexto educativo

Estudo de mestrado

Novembro 17, 2019

A expansão das redes sociais e a emergência dos dispositivos móveis, "alavancados" na tecnologia, têm sido o foco das interações sociais de grande parte da população.

A escola não pode alhear-se desta realidade e a utilização da tecnologia para motivar os alunos, levando-os a tornar-se produtores da sua própria aprendizagem, torna-os mais confiantes e críticos. Uma das ferramentas que pode contribuir para este processo é o recurso ao Transmedia Storytelling.

Desta forma, face à mobilidade associada à tecnologia digital, a aprendizagem não acaba com o toque do final da aula. Ao existir uma maior liberdade, através da utilização de diversas plataformas, os estudantes podem aceder, quando e onde quiserem, a conteúdos ou propostas de trabalho.

Este novo paradigma, que inclui a tecnologia em contexto de sala de aula, poderá contribuir para melhorar as práticas pedagógicas.

Nesta apresentação, são discutidos os resultados de um estudo realizado num percurso transmediado a partir da obra "Alice no País das Maravilhas".

Pode consultar o site de apoio a este estudo.

Oiça aqui o podcast da apresentação do projeto:

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A metodologia do trabalho de projeto ao serviço das aprendizagens

Gerir projetos no âmbito da autonomia e flexibilidade curricular

Novembro 17, 2019

A METODOLOGIA DO TRABALHO DE PROJETO AO SERVIÇO DAS APRENDIZAGENS

Esta apresentação permite:

1º Sensibilizar os professores para a importância do trabalho de  projeto, enquanto metodologia que promove:

  • O desenvolvimento de competências consignadas no Perfil do Alunos - comunicar, trabalhar em equipa, decidir, avaliar;
  • O envolvimento do aluno na conceção, realização e avaliação de projetos, que articulam saberes de diversas áreas disciplinares e que promovem a transferibilidade das aprendizagens.

2º Apoiar os docentes na criação de dispositivos de intervenção, adequados à prática educativa, no âmbito da metodologia do trabalho de  projeto.

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Currículo: Que desafios?

Novembro 12, 2019

CuRRícuLO: Que desafios?

Os projetos de autonomia vivenciados pelas escolas criaram a necessidade de recentrar a discussão em torno do currículo e do papel que os professores assumem enquanto gestores.

Nesta apresentação, promove-se a reflexão em torno do conceito de currículo, sempre marcado pelo percurso diacrónico, social, cultural e político.

A biblioteca escolar surge enquanto centro de aprendizagem, disseminador de práticas inovadoras, possíveis com as novas alterações organizacionais e curriculares.

 

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Aprender nos Media | Polígrafo na Escola

Projeto sobre (des)informação online

Novembro 10, 2019

Em setembro de 2019, a UNICEF lançou Uma carta aberta às crianças de todo o mundo, onde alerta os adultos e "sobretudo" os educadores para os desafios emergentes que vão afetar as crianças:

1. A desinformação online;

2. As competências futuras para a empregabilidade futura;

3. A proteção dos dados pessoais e a privacidade online;

4. Os conflitos prolongados;

5. A crise climática;

6. O declínio da saúde mental;

7. A migração em massa;

8. Apatridia.

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Clique na imagem para a ver maior

Esta carta tem todas as características para se assumir como um recurso em todas as áreas disciplinares, ou, mesmo, como o ponto de partida para a criação de projetos (nos domínios da autonomia curricular, em oferta de escola, em oferta complementar, por exemplo), pela atualidade e pertinência de que se reveste.

O Biblio Tubers propõe a criação de um projeto de Agrupamento - Polígrafo na Escola - , onde todas as áreas disciplinares, projetos, clubes e biblioteca escolar podem participar, num verdadeiro exercício de democracia, em que os alunos criam aprendizagens em torno dos temas que dominam o mundo atual.

Para além de se trabalhar de forma efetiva a cidadania, o Polígrafo permitirá aos alunos adaptarem-se à mudança de forma consciente e crítica, através da busca de factos que sustentem a veracidade da informação veiculada nos Media.

O infográfico aponta pistas que deverão ser adequadas a cada contexto, devendo o produto final ser divulgado por toda a escola e comunidade escolar, através de canais de televisão, rádio, canal de youtube, placards, sítio web, redes sociais...

Caso desenvolva este, ou um projeto semelhante, na sua Escola, descreva-o e/ou indique-nos o link - nos comentários a este post - para que o possamos divulgar no colaboratório Biblio tubers.

Oiça o podcast para conhecer a proposta para o "Polígrafo na Escola"  e para completar a informação do nosso infográfico.

Pode também ler a carta da UNICEF aqui:

Uma carta aberta às crianças de todo o mundo
“8 razões de preocupação e esperança”

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Conflitos prolongados, crise climática, aumento de doenças mentais e desinformação online entre as maiores ameaças emergentes para as crianças.

Numa carta aberta, que marca os 30 anos desde a adopção da Convenção sobre Direitos da Criança, a Directora Executiva da UNICEF alerta para os principais desafios que as crianças enfrentam no futuro.

Os conflitos prolongados, o agravamento da crise climática, o aumento das doenças mentais nos jovens, e a desinformação online são algumas das ameaças globais mais preocupantes no que diz respeito às crianças, disse hoje a UNICEF numa carta aberta escrita pela sua Directora Executiva, Henrietta Fore.

Para além das ameaças aos jovens já conhecidas, como o acesso à educação, a pobreza, a desigualdade e a discriminação, a carta alerta para novas ameaças aos direitos das crianças e aponta um caminho para aumentar esforços que respondam a estas ameaças. A carta faz parte da celebração, pela UNICEF, do 30º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança - o tratado de direitos humanos mais amplamente ratificado no mundo.

“As crianças de hoje estão a enfrentar novos desafios e mudanças globais que eram inimagináveis para os seus pais,” escreve Henrietta Fore. “O clima está a mudar de forma irreconhecível. A desigualdade está a acentuar-se. A tecnologia está a mudar a maneira como vemos o mundo. E cada vez mais famílias estão a migrar. A infância mudou, e nós precisamos de nos adaptar a essa mudança.”

A carta identifica oito desafios emergentes para as crianças do mundo: conflitos prolongados; poluição e crise climática; declínio na saúde mental; migração em massa e movimentos populacionais; apatridia; competências futuras para empregabilidade futura; protecção de dados pessoais e privacidade online; e desinformação online.

Sobre o conflito, a carta sublinha que o número de países em conflito é o mais alto de sempre desde a adopção da Convenção sobre os Direitos das Crianças em 1989, com uma em quatro crianças a viverem em países afectados por violência ou desastres.

No que diz respeito às alterações climáticas, a carta alerta para o facto das crianças já estarem a passar pela destruição do planeta e pela crise climática global, que poderá colocar em causa os progressos feitos no âmbito da sobrevivência e do desenvolvimento infantil nos últimos 30 anos. O aumento das situações de clima extremo e ar tóxico, a seca prolongada e as rápidas inundações fazem parte desta crise e afectam desproporcionadamente as crianças mais pobres e vulneráveis.

A UNICEF tem vindo a trabalhar para ajudar a mitigar o impacto da crise climática em países de todo o mundo. Na Etiópia, por exemplo, a UNICEF foi pioneira na introdução de novas tecnologias para mapear água subterrânea e está a desenvolver soluções para comunidades com escassez crónica de água. No Malawi, a UNICEF desenvolveu um sistema duradouro e ecológico, usando energia solar para melhorar o acesso das comunidades a água limpa. No entanto, ainda há muito a fazer para desacelerar as alterações climáticas.

“Os governos e as empresas têm que trabalhar em conjunto para reduzir o consumo de combustíveis fósseis, desenvolver sistemas agrícolas, industriais e de transporte mais limpos e investir na expansão de fontes de energia renováveis” acrescenta Fore.

A carta também expressa a preocupação com facto de as crianças virem a crescer num mundo digital repleto de desinformação online. Por exemplo, a tecnologia denominada “deep-fake” utiliza técnicas de inteligência artificial para criar conteúdos falsos de áudio e vídeo credíveis, com muita facilidade. A carta reforça ainda que um ambiente online, onde a verdade pode tornar-se indistinta da ficção, tem o potencial de diminuir a confiança em instituições e fontes de informação, e tem vindo a distorcer o debate democrático, as intenções de voto, e a semear dúvidas sobre outros grupos étnicos, religiosos e sociais.

A desinformação online já está a deixar as crianças vulneráveis a abusos e outras formas de exploração; distorcendo o debate democrático; e, em algumas comunidades, provocando o regresso de doenças mortais pela falta de confiança na vacinação devido à desinformação – cujos resultados podem levar a uma geração 

Aceder à carta completa ( em inglês)

Referência: Unicef. (2019) pt. Retrieved 10 November 2019, from https://unicef.pt/actualidade/noticias/carta-aberta/

 

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Aprender nos Media | Uma proposta de investigação/ação e escrita

Investigar para Intervir

Novembro 03, 2019

Os Media constituem-se, cada vez mais, como poderosos recursos para levar os alunos a questionarem-se sobre o mundo em que vivem.

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Esta proposta do Biblio Tubers convida os jovens a validar a informação que leem e que ouvem, no sentido de fomentar o espírito crítico, tendo por base os factos que eles próprios vão investigar.

Os temas de investigação decorrem de uma crónica intitulada "Faz de conta", onde é feita uma crítica, de forma irreverente e pouco comum, a acontecimentos que povoam cada vez mais o nosso dia-a-dia.

Oiça o podcast para conhecer a proposta de exploração desta crónica e para completar a informação do nosso infográfico.

 

Pode também ler a crónica aqui:

Faz de conta... Portugal no reino do faz de conta

Numa tarde cinzenta, descíamos a Avenida da Liberdade, quando reparámos que as lojas das marcas de referência estavam cheias de estrangeiros. Comentámos que a classe média portuguesa jamais poderia ser cliente destas lojas, pois um par de sapatos, uma mala, qualquer coisa, custa, facilmente, mais do que o nosso ordenado mínimo. 

Lembrámo-nos dos políticos, da política e, naturalmente, chegámos ao "faz de conta".

Caro leitor, lembra-se das brincadeiras do "faz de conta" de quando era criança?

Tomados pela nostalgia e com uma vontade imensa de irmos gastar o dinheiro que não temos, mesmo recorrendo aos cartões de crédito, vimos logo que só fazendo de conta lá chegaríamos. E, numa de fazer de conta, extrapolámos o faz de conta para este nosso Portugal.

Quer entrar na brincadeira, amigo leitor?

Faz de conta que somos todos iguais! Que, independentemente do partido, da conta bancária, dos amigos, da Família, ou do cargo que desempenhamos, somos todos tratados da mesma forma, seja onde for.

Faz de conta que nos estamos a aproximar dos outros países europeus! Que temos a mesma produtividade, as mesmas reformas, a mesma carga fiscal, o mesmo nível de rendimentos, o acesso tendencialmente gratuito à educação, mesmo no ensino superior.

Faz de conta que nos indignamos e revoltamos sempre que nos mentem, que nos limitam os direitos, que nos fazem promessas que nunca pensaram cumprir.

Faz de conta que temos um bom Serviço Nacional de Saúde! Que em qualquer ponto do país somos atendidos com rapidez e dignidade por profissionais motivados.

Faz de conta que queremos formar os nossos alunos para a cidadania e para o sentido crítico! Que não queremos jovens amorfos, apolíticos e indiferentes.

Faz de conta que a carga horária dos trabalhadores favorece a produtividade! Que quanto maior for a carga horária, maior será a produtividade.

Faz de conta que não estamos a desertificar o interior! Que criamos as condições ao nível dos serviços públicos, saúde, educação, justiça, transportes, de forma a que os portugueses do interior tenham as mesmas condições dos das grandes cidades.

Faz de conta que temos gente impoluta em todos os níveis da administração pública. Que o menor resquício de corrupção é, imediatamente, investigado e severamente punidos os prevaricadores.

Faz de conta que tratamos do ambiente e dos cidadãos. Que não existem casos flagrantes de empresas poluidoras, grandes ou pequenas, que são impedidas de laborar até que as condições de saúde pública sejam restabelecidas.

Faz de conta que todos os profissionais têm o respeito que qualquer cidadão merece. Que os médicos, os professores, os enfermeiros, os motoristas, os assistentes operacionais nas escolas, em suma, todas as classes profissionais têm condições de trabalho dignas e o reconhecimento da sociedade e, sobretudo, do poder político.

Faz de conta que a criminalidade ligeira em Portugal é ínfima. Que a taxa de incidentes tem vindo a diminuir.

Faz de conta que é normal que as empresas que ganham concursos tenham a sede em organismos municipais que, por coincidência, são do partido do governo. Que tudo está bem no poder central e municipal e que o mérito se sobrepõe sempre à lealdade.

PS. Se fôssemos todos crianças a brincar ao faz de conta, estaria tudo bem... mas, caro leitor, infelizmente, não é o caso... e, se não, faça o exercício inverso ao que fizemos nesta crónica, e, em vez de um faz de conta, faça o fact-checking, ou, brinque ao polígrafo. 

Divirta-se, caro leitor.

Referência: Faz de conta.... (2019). Fonixlab.com. Retrieved 3 November 2019, from https://fonixlab.com/faz-de-conta-10231

 

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