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Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes.

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Promoção da poesia em ambiente virtual

Proposta 4 | Cântico Negro de José Régio, por Diogo Infante

Abril 17, 2020

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Dando continuidade ao Plano de trabalho síncrono em tempo de quarentena, o Biblio Tubers apresenta a quarta proposta, dedicada à poesia, que poderá ser implementada pelos professores bibliotecários, no horário reservado à biblioteca, ou por qualquer professor que queira trabalhar o sentido crítico com os seus alunos.

Esta proposta, à semelhança das restantes, pode ser adequada e destina-se a alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário.

Apresenta-se abaixo a proposta de exploração, organizada em quatro momentos:

 

Momento 1

Os alunos visualizam o vídeo em que Diogo Infante declama, de forma muito intensa, o poema "Cântico Negro", de José Régio.

 

Momento 2

O professor,  num chat, num fórum ou por vídeo conferência, pede que os alunos se incluam num de três grupos:

  • Os que gostaram do poema,
  • Os que ficaram indiferentes,
  • Os que não gostaram.

Cada grupo, durante 15 minutos, discute as razões da sua posição e nomeia um porta-voz que as apresentará aos colegas.

 

Momento 3

Os alunos voltam a visualizar o vídeo, acompanhando a declamação com a leitura do poema. Voltam a reunir em novos grupos que serão constituídos por elementos de cada um dos três grupos iniciais.

Nestes novos grupos, serão debatidas as razões pelas quais gostaram ou não do poema, devendo este debate ser acompanhado de tópicos de discussão, que ajudem os alunos a refletir sobre a mensagem do poema.

Uma vez mais, deve ser escolhido um porta-voz de cada grupo.

Sugerem-se alguns tópicos:

  • Utilização do "preto e branco" e a expressividade da linguagem corporal do ator,
  • A importância das frases negativas no poema,
  • A identificação dos obstáculos que o poeta encontra, por oposição às restantes pessoas que têm "estradas",
  • A coexistência de Deus e do Diabo.

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Momento 4

O porta-voz de cada grupo apresenta as suas conclusões e o professor lança, caso necessário, novos tópicos de discussão que levem os alunos a interpretar a mensagem do poema de forma crítica.

 

Sugere-se, a título de exemplo:

Por que me repetis: "vem por aqui"? - O poder do outro sobre nós, a tentativa de manipulação;

Não sei para onde vou - A imprevisibilidade da vida, das relações, da sociedade;

Sei que não vou por aí! - Pensar por si próprio, analisar os dados e a realidade envolvente e tomar decisões fundamentadas.

Estas propostas são apenas sugestões, cabendo a cada professor proceder às alterações que melhor entenda.

 

Reproduz-se aqui o poema na íntegra.

“Cântico Negro”

“Vem por aqui”- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui”!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
—Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe.

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…

Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: “vem por aqui”?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
a ir por aí…

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…

Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…

Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
Não sei para onde vou,
Não sei para onde vou
—Sei que não vou por aí!

José Régio

 

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Ensino remoto OU Ensino online?

Contexto, quadro conceptual e pistas de trabalho

Abril 07, 2020

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Um pouco por todo o mundo, escolas e  instituições do ensino superior estão a tomar medidas para dar continuidade ao processo de ensino e de aprendizagem, agora na modalidade a distância ou, como defendem os especialistas, remota. 

O ensino remoto altera a forma como se chega aos alunos. Tendo em conta o contexto de pandemia, não se pretende recriar o ecossistema educacional, mas permitir o acesso temporário à "escola".

De facto, não podemos passar de forma linear do ensino presencial para o ensino online sem fazer grandes alterações, o que implicaria tempo, riscos e dificuldades que as instituições de ensino não têm.

O ensino online é um processo que implica um desenho institucional cuidadoso e um trabalho de preparação que pode levar entre 6 a 9 meses.

Para apoiar as escolas, no momento em que necessitam de delinear a sua estratégia de ensino remoto, deixamos algumas pistas orientadoras para a criação de planos de ação e uma proposta de estrutura de um plano de aula remota.

Ensino remoto OU Ensino a distância?

Clique para consultar a apresentação

 

Face ao momento que vivemos, a comunidade educativa deve avaliar o impacto das propostas implementadas a nível nacional. Esta avaliação, mais do que preocupar-se em dados estatísticos e de níveis de desempenho de escolas, professores e alunos, deve centrar-se no processo, para assim permitir uma mudança efetiva e tão necessária:

  • Que práticas foram implementadas e que mudanças provocaram?
  • Destas práticas quais se devem manter?
  • Como foi a a interação com os diferentes atores educativos? E qual o seu feedback?
  • A infraestrutura tecnológica foi suficiente?
  • As aprendizagens foram avaliadas? Como? Com que resultados?
  • ...

Daqui decorre que devemos repensar modelos pedagógicos compatíveis com um mundo que nos exige, a cada instante, capacidade de readaptação, pelo que agilidade, flexibilidade e resistência são características cada vez mais necessárias, não só aos alunos e aos professores, mas também ao próprio sistema educativo.

 

Bibliografia recomendada:

 

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Promoção da literatura em ambiente virtual

Proposta 3 | Revisitando Fernando Pessoa

Abril 01, 2020

Apesar de estarmos em plena pausa letiva, os professores já estarão a pensar em propostas criativas, capazes de motivar e mobilizar os alunos para aprendizagens significativas em ambiente virtual, de que não se pode dissociar o recurso aos media.

Este é o  terceiro artigo que se apresenta na sequência da Proposta de horário escolar online, dedicada à literatura portuguesa e a um dos autores que é estudado em todos os ciclos, Fernando Pessoa.

Fernando-Pessoa-António-Faria.jpg

A proposta pode ser adequada a qualquer nível de ensino, quer através da seleção dos recursos a trabalhar a partir do blogue RBE, quer na seleção dos eBooks a ler, e ainda da proposta de produção a sugerir aos alunos.

De realçar que, decorrente da reação dos alunos às propostas, este projeto poderá ser alargado no tempo e no envolvimento de outras áreas disciplinares. Cabe a cada professor adequar, explorar, selecionar, propor...

Apresenta-se abaixo a proposta de exploração, organizada em 4 momentos.

 

MOMENTO 1

Os alunos serão convidados a ouvir o texto de Anabela Mota RIbeiro e Susana Sena Lopes, publicado originalmente na revista Tabacaria, e intitulado "Fernando Pessoa (p/ Sr. Moitinho)".

Dada a extensão do podcast, sugere-se que cada professor o adeque aos alunos e objetivos didáticos.

 

Sugestão:

Para envolver os alunos na audição do podcast, poderá sugerir-lhes que acompanhem a audição com a leitura do texto. Podem, ainda, fazer o levantamento de alguns dados, que favorecem a concentração e a ordenação de ideias.

A proposta de trabalho a apresentar aos alunos é organizada em torno de questões para as quais devem encontrar respostas. Para enriquecer as aprendizagens e fomentar o envolvimento dos alunos, os professores devem desafiá-los a apresentarem novas questões. 

A título de exemplo sugere-se:

  • Quem rodeava Fernando Pessoa?
  • O que estará na origem da seleção das obras literárias mencionadas no texto?
  • Qual a rotina diária de Fernando Pessoa?
  • Por que é que o aspeto físico (o que vestia e como vestia) era tão importante para o poeta?
  • Como enfrentava F. Pessoa as dificuldades financeiras e como as resolvia?
  • Quais os locais mencionados no texto e qual a relação que tinham com a vida de F. Pessoa?
  • Quem o conheceu realmente, em vida?
  • ...

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MOMENTO 2

A partir da primeira atividade, de motivação, o professor define com clareza o que pretende que os alunos aprendam sobre este autor. Esta decisão deve ter em conta os conteúdos a trabalhar na(s) disciplina(s) envolvida(s). E os alunos deverão conhecer os critérios de avaliação, para poderem autoavaliar o seu desempenho ao longo das tarefas.

Recorde-se que disciplinas como a História, Geografia, Cidadania, facilmente se podem integrar num projeto transdisciplinar, que deverá contar com o apoio da biblioteca escolar. Esta é também uma oportunidade para fomentar a leitura e a escrita.

Neste segundo momento, os alunos consultam os Conteúdos relacionados do blogue da RBE (selecionados ou não pelos professores) e alargam o seu conhecimento sobre as perguntas lançadas em 1. Podem e devem, ainda, levantar novas questões, favorecedoras de aprendizagens significativas.

 

Sugestão:

Esta é uma oportunidade para trabalhar a literacia da informação e dos media, pelo que se sugere que os professores escolham recursos de tipologia diferente. Por exemplo:,

um vídeo, Fernando Pessoa e os seus heterónimos | Ensina RTP;

um artigo de jornal, No quarto de Pessoa | crónica de Adriana Calcanhoto no Público;

um site, Casa Fernando Pessoa.

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MOMENTO 3

No seguimento das atividades anteriores, os alunos leem/ visualizam/ ouvem texto(s) de Fernando Pessoa. Uma vez mais, a escolha deve ficar ao critério dos professores. A título de exemplo deixa-se:

Estas leituras não devem perder de vista o fio condutor da proposta:

  • Quem rodeava Fernando Pessoa?
  • O que estará na origem da seleção das obras literárias mencionadas no texto?
  • Qual a rotina diária de Fernando Pessoa?
  • Por que é que o aspeto físico (o que vestia e como vestia) era tão importante para o poeta?
  • Como enfrentava F. Pessoa as dificuldades financeiras e como as resolvia?
  • Quais os locais mencionados no texto e qual a relação que tinham com a vida de F. Pessoa?
  • Quem o conheceu realmente, em vida?
  • ... (todas as que surjam decorrentes da leitura e pesquisa efetuadas pelos alunos).

 

Sugestão:

A página web Não sei o que o amanhã trará proporciona um "passeio sonoro" na Lisboa de Fernando Pessoa e é acompanhado de guiões que são muito úteis, quer para utilização autónoma pelos alunos, quer para a preparação das atividades para os professores.

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MOMENTO 4

Chegados ao final da sequência pedagógica sobre Fernando Pessoa, os alunos devem responder às questões lançadas na primeira atividade e às propostas acrescentadas pelos alunos:

  • Quem rodeava Fernando Pessoa?
  • O que estará na origem da seleção das obras literárias mencionadas no texto?
  • Qual a rotina diária de Fernando Pessoa?
  • Por que é que o aspeto físico (o que vestia e como vestia) era tão importante para o poeta?
  • Como enfrentava F. Pessoa as dificuldades financeiras e como as resolvia?
  • Quais os locais mencionados no texto e qual a relação que tinham com a vida de F. Pessoa?
  • Quem o conheceu realmente, em vida?
  • ... (todas as que surjam decorrentes da leitura e pesquisa efetuadas pelos alunos).

 

Dado o contacto com várias tipologias de textos, sugere-se que os alunos apresentem as suas conclusões com recurso aos media. Nesse sentido, sugere-se a criação de um blogue da turma que aloje, nesta fase inicial, os trabalhos dos alunos e, posteriormente, se alargue ao estudo de outros autores. Desta forma, os alunos podem apresentar os seus trabalhos nos mais variados formatos. Texto, som, imagem, som e imagem.

 

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Promoção dos media em ambiente virtual

Proposta 2 | O manual de literacia digital (MILD)

Março 23, 2020

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Dando continuidade ao Plano de trabalho síncrono em tempo de quarentena, o Biblio Tubers apresenta a segunda proposta, na área dos media, que poderá ser implementada, pelos professores bibliotecários, no horário reservado à biblioteca.

Esta proposta, à semelhança da Proposta 1 | Carta de uma adolescente aos adultos, pode ser adequada a qualquer nível de ensino, a partir da escolha dos textos dos media que os alunos deverão ler.

Os textos sugeridos são apenas propostas que devem ser adequadas a cada realidade educativa. Por exemplo, os professores bibliotecários que trabalham com os alunos do 1.º Ciclo podem optar por fazer a leitura dos textos propostos.

 

Apresenta-se, abaixo, a proposta de exploração que, partindo da leitura de textos dos media, remete o aluno para uma utilização autónoma do Manual de Literacia Digital (MILD), nas áreas da Leitura dos Media e de  Ler e Escrever na Rede.

 

1. Os alunos acedem aos artigos selecionados pelos professores e fazem uma primeira leitura. A título de exemplo, deixamos sugestões de textos para cada nível de ensino.

1.º Ciclo - Os nossos amigos invisíveis publicado na Visão Júnior, em 04/03 de 2020.

2.º Ciclo - Como lidar com o “vírus” da ansiedade e manter o equilíbrio mental na quarentena, entre o teletrabalho e a vida em família  da autoria de Clara Soares, publicado na Visão Júnior, em 23/03 de 2020.

3.º Ciclo - Podemos viver “offline” publicado na Visão Júnior, no dia 04/03 de 2020 OU Dependentes e vulneráveis da autoria de Diogo Agostinho, publicado no Expresso, em 23/03 de 2020 (para o 9.º ano).

Secundário - A sociedade da repetição de Walter Hugo Mãe, OU Dependentes e vulneráveis da autoria de Diogo Agostinho, publicado no Expresso, em 23/03 de 2020.

 

2. Na data/hora previamente acordada com os alunos, o professor bibliotecário abre a sala de conversa (sugere-se o Zoom) e lança o debate entre os alunos. 

Deixam-se algumas pistas para lançar o debate:

  • Qual o tema do artigo?
  • Concordas com a abordagem que é feita ao tema pelo jornalista/cronista?
  • Qual o tópico do artigo que mais dúvidas te suscita?
  • Se pudesses questionar o jornalista/cronista que pergunta lhe colocarias?
  • ...

 

3. Após esta reflexão com os alunos, é enviado um vídeo, disponibilizado abaixo, que explica como é que os alunos poderão usar o MILD para aprenderem a ler de forma crítica os textos dos media e a criar conteúdos para publicar na rede. Este vídeo abordará, ainda, de forma sumária a utilidade desta plataforma para os alunos.

 

4. O professor poderá dividir os alunos em grupos e pedir-lhes que escrevam artigos, para os media, sobre o tema que foi objeto de leitura, no respetivo ciclo. Os textos finais são lidos à turma e alvo de discussão. O professor, ou um aluno previamente selecionado, encerra a discussão fazendo a síntese do tema. 

Sugere-se ainda que os trabalhos sejam publicados e divulgados nas redes (blogues, Twitter, Youtube, Facebook, Instagram,...) com a hashtag #somosmild.
 

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Pensar a pedagogia em tempo de pandemia

Relatório sobre o ensino a distância durante o fecho das escolas | Destaques

Março 20, 2020

A centralidade do ensino a distância tem levado vários peritos a debruçarem-se sobre as questões pedagógicas levantadas com a imposição de um ensino a distância massificado e obrigatório, dado o encerramento das escolas.

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O Biblio Tubers apresenta o Independent Report written to inform the work of Education International and UNESCO, datado de 15 de março de 2020 e da autoria de Armand Doucet, Dr. Deborah Netolicky, Koen Timmers e Francis Jim Tuscano.

Este relatório levanta questões que se prendem com o ensino a distância e está organizado em 6 grandes áreas:

  1. Que cuidados ter no ensino a distância
  2. Qual o papel do professor
  3. A importância da partilha de informação entre os vários atores
  4. Recomendações
  5. Recursos para educadores e escolas
  6. Recursos e recomendações para pais / encarregados de educação / cuidadores 

 

No vídeo abaixo partilham-se os destaques deste relatório:

Download do relatório Independent Report written to inform the work of Education International and UNESCO aqui.

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As 10 recomendações da UNESCO, anotadas

Internet e Web: o tempo das comunidades

Março 20, 2020

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O mundo que conhecemos, hoje, reflete a evolução da internet, que influencia todas as áreas da nossa vida. Pessoal, profissional e social. Isto é, determina a forma como trabalhamos, nos divertimos, viajamos, fazemos compras...

Criada pelo exército americano em 1960, foi no final dos anos 80 do século XX que a internet começou a ser utilizada pelas empresas e universidades. A primeira página web foi criada em 1993.

Atualmente, não nos imaginamos sem ela. Como comunicaríamos? Como viveríamos em comunidade? Como nos ligaríamos?

E a resposta a estas perguntas torna-se mais pertinente quando, mercê da pandemia,  o mundo está a aprender... a ajustar-se... a tropeçar para ir mais longe... E o teletrabalho, o ensino a distância, a comunicação virtual estão aí para ficar. O mundo nunca mais será o mesmo.

As bibliotecas têm a missão de ligar pessoas, criar e servir comunidades. Fisicamente é cada vez mais difícil. Pela desadequação da oferta? Pela concorrência quase desleal de um mundo cada vez mais virtual e sempre acessível? Provavelmente.

As bibliotecas têm vindo a definir estratégias para se adequarem a estes tempos, apostando em programas digitais e na disponibilização de conteúdos e serviços online. "Ou seja, não os vences, junta-te a eles".

As organizações internacionais, cientes desta mudança de paradigma, mais acelerada do que seria expectável no final do ano 2019, têm lançado recomendações neste sentido.

Na área da educação, destacam-se as 10 recomendações da UNESCO, anotadas aqui pelo Biblio Tubers.

Clique na apresentação para a consultar:

10 recomendações sobre ensino a distância da UNESCO

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Promoção da leitura em ambiente virtual

Proposta 1 | Carta de uma adolescente aos adultos

Março 17, 2020

Na sequência da proposta Plano de trabalho síncrono em tempo de quarentena, o Biblio Tubers irá disponibilizar algumas atividades que poderão ser implementadas, pelos professores bibliotecários, no horário reservado à biblioteca.

Tal como referido no mencionado Plano de Trabalho, estas propostas irão incidir em ações de promoção da leitura e análise dos media.

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A primeira proposta, que pode ser adequada a cada nível de ensino (encurtando o texto,  simplificando a proposta de abordagem e de produção), parte de uma carta escrita por uma adolescente. Desta forma, pretende-se que os alunos, partindo das suas próprias vivências se sintam à vontade para interagir virtualmente com os colegas e com o professor bibliotecário.

Esta é, também, uma oportunidade para fomentar a partilha de leituras. Sugere-se  que seja explorado o Clube de Leituras Cool, onde os alunos poderão conhecer propostas de leitura, comentá-las ou até partilhar as suas.

 

Nesta primeira atividade de Promoção da leitura apresenta-se abaixo a proposta de exploração:

1. Os alunos são convidados, previamente, a ler, ou a ouvir, a crónica "Carta de uma adolescente aos adultos".

O texto e o convite para a leitura e/ou audição devem ser enviados atempadamente, via plataforma de gestão de aprendizagem adotada pelo agrupamento.

 

2. Na data/hora previamente acordada, o professor bibliotecário abre uma sala de conversa (sugere-se o Zoom) e discute com os alunos o texto.

Deixam-se algumas pistas para lançar a conversa:

  • Qual o impacto que os adolescentes causam nos adultos?
  • Por que razão os livros sobre os adolescentes não servem?
  • O que devem os professores fazer para motivar os alunos?
  • O que significa a expressão "deixem-nos cair"?
  • O que significa viver a 5000?
  • ....

 

3. Após esta reflexão conjunta sobre a Carta, poderá ser proposto aos alunos que criem um MANIFESTO AOS ADULTOS, que pode assumir várias formas, à escolha de cada um:

  • Som (podcast),
  • Texto (artigo de opinião...),
  • Imagem (infográfico),
  • Som e imagem (vídeo).

 

4. Poderá, ainda, ser lançada uma campanha nas redes sociais com a hashtag #manifestoaosadultos, com divulgação dos trabalhos no Twitter, Instagram e, eventualmente, no Youtube.

Oiça aqui o texto que é também disponibilizado abaixo:

Carta de uma adolescente aos adultos

por Matilde Raposo

Queridos Adultos,

Daqui escreve-vos uma adolescente. Primeiro que tudo, queria pedir que acalmassem essas hormonas. Isto porque quando se fala dos vossos filhos adolescentes, parecem as nossas.

Nós não somos um problema, não somos todos deprimidos. Temos opiniões, sabemos falar, não temos uma linguagem diferente da vossa. Queria pedir-vos também que larguem esse preconceito de que a palavra “adolescente” tem a mesma origem que a palavra “problema”. Larguem os livros que compraram sobre como lidar com um adolescente, nós não precisamos todos da mesma coisa, pelo contrário, tentem conhecer-nos, perceber o que nos faz felizes, o que nos faz tristes, o que nos magoa, as feridas que ainda temos abertas.

Motivem-nos! Nós precisamos de ser motivados, cada um de nós precisa de acreditar que tem o poder de mudar. Somos a próxima geração, não queremos ouvir “este país está a descambar”, “é tudo uma vergonha… que horror!”. Motivem-nos! É em nós que têm de pôr a pressão toda, não desistam de nós. Abram as nossas mentes, não nos deixem pensar tudo quadrado!

Quanto ao ensino… Bem, quanto ao ensino, tentem perceber que não é fácil estar 90 minutos a olhar para um professor a debitar matéria. Nesses 90 minutos há sempre alguma coisa mais engraçada para prestar atenção do que estar a ouvir o professor, por isso, tentem ensinar de outra maneira, não nos obriguem a decorar, ajudem-nos a perceber.

Deixem-nos cair as vezes que forem necessárias, nós precisamos disso mesmo, precisamos de cair. São as quedas que nos vão mostrando como somos fortes e como somos capazes de ultrapassar os obstáculos da vida. Não nos aparem os golpes, temos que aprender sozinhos.

Não nos tentem ensinar o que demoraram 40 anos a aprender. Vocês aprenderam vivendo e nós também vamos ter que viver para aprender. Deixem-nos viver, deixem-nos demorar o tempo que for preciso a aprender… Enquanto vocês vivem tudo a 500, nós vivemos tudo a 5000 e é normal fazermos de uma coisa pequena um grande drama, não se zanguem connosco por isso. Mostrem-nos que não é nenhum drama, mostrem-nos que existe solução e que há coisas bem piores.

Deixem-nos viver intensamente.

Podem ser os melhores anos das nossas vidas, é “SÓ” ajudarem-nos a viver.

Obrigada,

Uma Adolescente

 

Referência: Raposo, M. (2016). CARTA DE UMA ADOLESCENTE AOS ADULTOS – Capazes. Capazes. Retrieved 17 March 2020, from https://www.capazes.pt/cronicas/carta-de-uma-adolescente-aos/view-all/

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Proposta de horário escolar online

Proposta de organização do horário escolar dos alunos em tempo de quarentena

Março 16, 2020

O Biblio Tubers sugere que a organização do horário escolar dos alunos seja definida por Conselho de Turma, com a criação de um plano de trabalho semanal. Propõe-se a ocupação de um período do dia (manhã ou tarde) em que os professores deverão estar disponíveis para apoiar o trabalho autónomo dos alunos.

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Nesse sentido, entende-se que deva ser o diretor de turma a contactar os alunos/ encarregados de educação, dando-lhes conhecimento do horário e da metodologia de trabalho, que poderá ser a seguinte:

 

1. Apresentação do horário e da plataforma onde serão lançadas as atividades por, e de, cada professor

Cada escola deverá utilizar a plataforma a que os alunos já estejam habituados. Caso a escola não utilize com regularidade nenhuma plataforma, sugere-se o Edmodo, pois, para além da facilidade de criação de salas e disponibilização de conteúdos, a sua interface, à semelhança da das redes sociais, é amigável, o que facilita a sua utilização.

 

2. Lançamento das atividades na plataforma selecionada

Os professores devem tirar partido dos recursos existentes, selecionando-os com base em critérios como: fiabilidade, credibilidade, usabilidade, qualidade e disponibilidade. Nesse sentido, sugere-se a utilização dos recursos das plataformas de apoio aos manuais escolares, pois alunos e professores já estão familiarizados com elas. Na plataforma, o professor deverá então indicar qual a atividade a realizar, diariamente, a partir dos recursos online dos manuais, devendo criar um fórum de discussão para dúvidas, ou para a apresentação de trabalhos.

 

3. Abertura de uma sala de conferência

Durante o tempo estipulado no horário, o professor deve abrir uma sala virtual, colocando o link de convite na plataforma, para que todos os alunos possam aceder.

Dada a facilidade e a qualidade  de som e imagem, sugere-se o Zoom.

Desta forma, partilham-se aprendizagens, promove-se a interação e criam-se novas dinâmicas de ensino e aprendizagem.

Apresenta-se abaixo uma proposta de horário que deverá ser adequada a cada realidade:

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Download do horário em .pptx

No horário, está contemplada uma hora de trabalho com a biblioteca que deverá incidir em atividades de promoção da leitura e de análise dos media, no sentido de promover multiliteracias.

A quarta-feira foi destinada à realização de um projeto interdisciplinar, pelo que os docentes deverão criar grupos de trabalho e lançar o desafio aos alunos, ou dar continuidade a projetos em curso. A título de exemplo indicam-se dois projetos:

1. Aprender nos Media | Polígrafo na Escola | Projeto sobre (des)informação online

2. Informar para conhecer | A pandemia do séc. XXI | Proposta de trabalho para DAC

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Informar para conhecer | A pandemia do séc. XXI

Proposta de trabalho para DAC

Março 15, 2020

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Em tempos de incerteza, quando todas as nossas relações - pessoais, profissionais, familiares, sociais - estão em stand by, cabe à Escola promover práticas - agora online - capazes de levar os alunos a descodificar a informação que os inunda e que, não raras vezes, provoca desinformação.

Às escolas, foi lançado o repto, pelas autoridades, de continuarem as atividades letivas à distância. Aos professores, é pedido que, de súbito, se transformem em profissionais do e-learning.

Cientes destes desafios e, sobretudo, da importância que assumem numa época de pandemia que nos afeta a todos, o Biblio Tubers deixa uma proposta transversal ao currículo, que poderá ser adaptada a qualquer nível de ensino. Apesar de, nesta proposta, se indicarem algumas atividades para áreas curriculares específicas, facilmente, se poderão integrar outras.

Esta proposta parte do pressuposto de que o conhecimento é transversal e não balizado por disciplinas, pelo que se insere nos chamados Domínios de Autonomia Curricular (DAC) ou nos projetos que são desenvolvidos em Oferta de Escola ou Oferta Complementar.

Propõe-se a utilização da metodologia do trabalho de projeto por ser a mais adequada a este tipo de ação que envolve os alunos em todas as etapas, desde a planificação à avaliação.

Sugere-se a articulação com a biblioteca escolar de cada agrupamento, que poderá contribuir para a criação/ atualização das revistas a disponibilizar aos alunos, bem como nas fases de pesquisa e tratamento da informação. O professor bibliotecário poderá, também, fazer sessões detrabalho sobre ferramentas digitais a utilizar durante o projeto ou para a sua apresentação final.

 

Informar para conhecer: A pandemia do séc. XXI

Clique na imagem para ver a proposta

Acreditamos que, desta forma, estaremos a formar os nossos alunos para uma sociedade que vive tempos desafiantes e que nunca mais será a mesma.

Caso tenha outras sugestões que permitam enriquecer esta proposta, envie-no-las para workprogress6@gmail.com

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Quem sabe está sempre à frente

Questões que interessam no Dia da Internet Mais Segura 2020

Fevereiro 11, 2020

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O Dia da Internet Mais Segura é sempre motivo para a realização de ações de sensibilização sobre os chamados "perigos" da Internet. Este foi também o mote para uma sessão com cerca de 40 alunos da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão, organizada pela biblioteca escolar.

Mas de que riscos se fala, quando o foco do Dia devia ser o de incentivar o uso da Internet de forma crítica  e esclarecida?

Estas questões foram discutidas com os alunos, tendo o orador, Jorge Borges, fomentado a reflexão a partir da plataforma Web do MILD, em torno de três eixos, completamente interligados e indissociáveis, à semelhança do que acontece no mundo:

1. Nunca estamos incógnitos na web.

2. As Redes dão-nos aquilo que nós queremos.

3. Vivemos como nunca na era do som e da imagem.

A partir destes statements, os alunos e professores presentes foram convidados a refletir sobre as duas faces de uma mesma Web e questionados sobre a face que querem conhecer: a informada ou a desinformada?

Jorge Borges deixou, ao longo da sessão, várias provocações, como por exemplo:

"Toda a gente nos quer manipular" ou,

"Pensem por vocês!"

Pode ouvir a sessão na íntegra, aqui:

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