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Biblio Tubers

Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

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Pensamos a escola como sistema aberto, capaz de refletir a sociedade e de responder aos desafios contemporâneos. Acreditamos no poder da partilha e das redes. Defendemos os recursos abertos e a biblioteca como centro de saber na escola.

Ensino remoto OU Ensino online?

Contexto, quadro conceptual e pistas de trabalho

Abril 07, 2020

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Um pouco por todo o mundo, escolas e  instituições do ensino superior estão a tomar medidas para dar continuidade ao processo de ensino e de aprendizagem, agora na modalidade a distância ou, como defendem os especialistas, remota. 

O ensino remoto altera a forma como se chega aos alunos. Tendo em conta o contexto de pandemia, não se pretende recriar o ecossistema educacional, mas permitir o acesso temporário à "escola".

De facto, não podemos passar de forma linear do ensino presencial para o ensino online sem fazer grandes alterações, o que implicaria tempo, riscos e dificuldades que as instituições de ensino não têm.

O ensino online é um processo que implica um desenho institucional cuidadoso e um trabalho de preparação que pode levar entre 6 a 9 meses.

Para apoiar as escolas, no momento em que necessitam de delinear a sua estratégia de ensino remoto, deixamos algumas pistas orientadoras para a criação de planos de ação e uma proposta de estrutura de um plano de aula remota.

Ensino remoto OU Ensino a distância?

Clique para consultar a apresentação

 

Face ao momento que vivemos, a comunidade educativa deve avaliar o impacto das propostas implementadas a nível nacional. Esta avaliação, mais do que preocupar-se em dados estatísticos e de níveis de desempenho de escolas, professores e alunos, deve centrar-se no processo, para assim permitir uma mudança efetiva e tão necessária:

  • Que práticas foram implementadas e que mudanças provocaram?
  • Destas práticas quais se devem manter?
  • Como foi a a interação com os diferentes atores educativos? E qual o seu feedback?
  • A infraestrutura tecnológica foi suficiente?
  • As aprendizagens foram avaliadas? Como? Com que resultados?
  • ...

Daqui decorre que devemos repensar modelos pedagógicos compatíveis com um mundo que nos exige, a cada instante, capacidade de readaptação, pelo que agilidade, flexibilidade e resistência são características cada vez mais necessárias, não só aos alunos e aos professores, mas também ao próprio sistema educativo.

 

Bibliografia recomendada:

 

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Quer ensinar online?

Mude a forma como pensa | Forbes

Abril 03, 2020

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A Forbes publicou hoje um artigo interessante sobre a temática que domina a educação por estes dias, o ensino a distância.

Da autoria de Enrique Dans, o artigo intitula-se Want To Teach Online? Change The Way You Think About It, (consultar na íntegra aqui) e reflete sobre o paradoxo que foi criado com a necessidade de fechar as escolas. De facto, apesar de termos a tecnologia disponível para o ensino a distância não estamos preparados - professores, alunos e famílias - para este novo paradigma.

No artigo, apresentam-se os principais motivos pelos quais se torna difícil ensinar e aprender online, a menos que olhemos para esta realidade de forma diferente.

 

1. Literacia digital dos professores

O ensino online exige mais do que uma compreensão ligeira da tecnologia envolvida. De facto, um pequeno obstáculo que facilmente se resolve em contexto de sala de aula pode tornar-se um grande problema, quando temos 20 ou 30 alunos do outro lado do ecrã.

 

2. Envolvimento do professor

Apesar do conhecimento ser um fator importante para o sucesso do ensino a distância, o envolvimento do professor é fundamental. Uma aula online exige mais trabalho e atenção do que uma aula presencial, sobretudo se utilizarmos recursos como fóruns assíncronos ou grupos de mensagens instantâneas, que são recomendadas, mas que exigem mais tempo.

 

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3. Literacia digital dos alunos

É recorrente ouvirmos a expressão "nativos digitais", para caracterizar os nossos alunos. Contudo, apesar de dominarem o Instagram e o TikTok, muitas vezes não conseguem realizar tarefas simples como anexar um arquivo a um e-mail ou guardar um ficheiro com um nome diferente.

 

4. O fosso digital

Nem todas as famílias têm computador e/ ou smartphone e a ligação à Internet é, por vezes, muito lenta ou inexistente. Nalguns casos, o acesso à internet faz-se por dados móveis que nem sempre são suficientes para este tipo de ensino. É fundamental que os responsáveis tenham em conta esta realidade que pode ser fonte de desigualdades

 

5. Ferramentas digitais

Para uma aula online ideal, deverá utilizar ferramentas que permitam criar vídeos, partilhar o seu ecrã, fazer videoconferência. Os alunos também devem ter acesso a fóruns onde possam discutir tópicos.

 

6. Metodologia

Uma aula presencial nunca pode ser replicada online. Isto é, numa aula online não se pode ler um texto e esperar que os seus alunos se mantenham atentos. Opte por disponibilizar o texto com antecedência para que os alunos o leiam. Online aproveite o tempo para discutir o texto, responder a questões dos alunos, ou levá-los a fazerem apresentações sobre ele. E, sobretudo, utilize tecnologias interactivas.

 

7. Experiência do aluno

Para além dos conteúdos, os alunos devem aprender a gerir as interações online. Nesse sentido, os professores devem utilizar ferramentas que possam ser facilmente apropriadas pelos alunos e que correspondam às suas expetativas. O professor não deve estar constantemente a utilizar ferramentas novas, pois num ambiente que é novo para os alunos, eles precisam de estruturas e referências claras.

 

8. Avaliação

Diversifique as suas metodologias de avaliação: projetos individuais ou em grupo, avaliação por pares, apresentações online, etc.

 

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O autor, e concordamos com ele, afirma que o ensino online veio para ficar, pelo que é necessário criar as condições para que os alunos possam acompanhar as aulas em casa sem que o processo de aprendizagem sofra prejuízos.

O artigo termina em tom provocatório, que não é mais do que uma chamada de atenção para a necessidade de fazermos "muito mais e muito melhor":

Se pensa que ensinar online é simplesmente ligar a câmara e replicar o que faz em sala de aula, ou mostrar uma apresentação e um documento e, em seguida, dar aos alunos uma ficha de trabalho, está enganado. Não é assim que os nossos alunos aprendem.

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Exemplos relevantes de organização do horário escolar

O caso de uma província do Canadá

Abril 02, 2020

O jornal The Guardian (Canadá) acaba de publicar uma notícia que dá conta de um excelente exemplo de organização do horário escolar e do currículo para as próximas semanas.

Este artigo está em linha com o que o Biblio Tubers tem sugerido para as nossas escolas, nomeadamente no artigo Proposta de horário escolar online.

Aqui deixamos os aspetos mais importantes do artigo intitulado School’s out: P.E.I. students get ready to hit the books at home.

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APRENDER EM CASA

Do pré-escolar ao 9.º ano, os alunos vão trabalhar as diferentes literacias. Esta é a prioridade das atividades que vão ser propostas pelos professores e que devem estar de acordo com o nível de ensino.

A duração das atividades escolares não devem exceder os 30 minutos diários para o Pré-escolar e os 90 minutos diários para o Ensino Secundário.

Os professores vão continuar a trabalhar com uma versão simplificada do currículo, pelo que foram identificadas as aprendizagens mais importantes. 

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Como podem as bibliotecas alargar os seus serviços durante a quarentena?

Conclusões do fórum virtual #BibliotecasEnCasa

Março 30, 2020

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No dia 21 de março, as bibliotecas que integram a IFLA, secção para a América Latina e o Caribe, dinamizaram um fórum virtual que analisou o papel das bibliotecas, em tempo de crise.

Todos os presentes concordaram que as bibliotecas devem assumir um papel de relevo durante a pandemia, não só na disponibilização de informação verdadeira e confiável, mas, sobretudo, na criação de novos serviços, cada vez mais digitais e adequados à comunidade que servem.

 

Os participantes deixaram algumas sugestões bastante úteis.

- As bibliotecas devem assumir-se enquanto espaços cada vez mais virtuais

- Cabe às bibliotecas o papel de criar espaços de reconexão e conexão pós COVID-19.

- Os serviços devem ser cada vez mais digitais e qualquer biblioteca deve estar viva, para se adaptar, em cada momento, às necessidades de hoje. 

- As bibliotecas devem disponibilizar novos serviços e criar conteúdos, adaptando-os ao formato digital. Os Clubes de Leitura Virtuais são um exemplo.

- As bibliotecas devem fomentar o pensamento crítico e o envolvimento de outros setores da sociedade, nesta época de isolamento.

Em síntese, a inovação e a criatividade são fundamentais para responder às necessidades de cada comunidade. Esta nova realidade exige uma sólida capacidade de adaptação a um contexto cada vez mais digital, sem esquecer o papel social que as bibliotecas têm na comunidade que servem.

Não esqueçamos que não é o espaço físico que faz uma biblioteca, mas sim a comunidade.

Oiça a participação de cada um dos intervenientes:

Leia o artigo na íntegra aqui.

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As Bibliotecas Escolares na encruzilhada...

...do analógico ao digital

Março 28, 2020

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Dando contuidade à publicação de artigos sobre a necessidade de  redesenhar a Biblioteca Escolar, o Biblio Tubers debruça-se, agora, sobre os desafios criados pela pandemia COVID-19 e o confinamento das populações.

 

As bibliotecas escolares, hoje. Que desafios?

Os desafios que apresentámos no artigo A Biblioteca Escolar impõe-se! mantêm-se atuais e reforçam a necessidade de apostar nos 4C:

1. Conectividade, para ligar os utilizadores ao mundo,

2. Colaboração formal e informal,

3. Criação de conhecimento, e 

4. Comunidade, pois a interação entre pessoas é fundamental para a aprendizagem que é, de facto, uma atividade social.

 

A premência de uma mudança imposta a todas as áreas da nossa sociedade mostra que o caminho que preconizámos para as bibliotecas era uma urgência que, agora, fruto do caos criado pela pandemia, se converteu num imperativo.

As bibliotecas estão numa encruzilhada! Continuam a fazer o mesmo? Ou aproveitam o caos para encontrar a ordem? 

E, se dúvidas havia, veio a confirmar-se que a vertente digital da biblioteca, quase sempre esquecida ou até inexistente, é fundamental. É primordial!

Mas não basta mudar do analógico para o digital. É necessário mostrar o valor da biblioteca, inovando, criando conteúdos e assumindo o papel de provedores de informação confiável e segura. Para isso, as bibliotecas devem centrar-se nos utilizadores e implicar-se na aprendizagem. Só assim o valor das bibliotecas se impõe.

 

Retomando o artigo que deu origem a esta problemática, relembramos a filosofia que defendemos para a biblioteca escolar.

Uma Biblioteca que se impõe é aquela em que o acesso à informação é cada vez mais digital, rápido, fácil e  user friendly. Que permite o trabalho individual, colaborativo e com o apoio de mediadores. Que serve a comunidade em que está inserida. Que favorece:

- a inovação. 
- a comunicação.
- o acesso a novas formas de pensar, de ensinar e de aprender. 

 

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Do analógico ao digital. Como?

A biblioteca tem de acompanhar os grandes desafios dos sistemas educativos, ajudando a encontrar respostas para:

  • O que aprendemos,
  • Como aprendemos,
  • Onde aprendemos,
  • Quando aprendemos.

Nesse sentido, o valor da biblioteca, e de qualquer organismo educativo, é cada vez mais criado horizontalmente, através de a quem nos ligamos e com quem trabalhamos (OCDE).

Para esta mudança de paradigma, o Biblio Tubers acredita que os passos mais importantes a dar são dois.

Por um lado, criar, ou reforçar a identidade digital de cada biblioteca escolar, pois só assim percebem onde se situam, em relação às respostas que devem dar às comunidades que servem. O que implica definirem metas para o que querem alcançar.

"Não esqueçamos que a missão da biblioteca é a de estar presente onde e quando o utilizador necessita, disponibilizando recursos e permitindo conexões e redes de partilha consentâneas com o ADN do organismo que servem." (in O ADN de uma Biblioteca).

Por outro lado, implementar um processo sistemático de curadoria que vise disponibilizar conteúdos de qualidade para ensinar e aprender e assegurar o acesso persistente a dados digitais confiáveis, através da melhoria da qualidade desses dados, do seu contexto de pesquisa e da verificação de autenticidade. 

Vejamos cada um destes passos com mais detalhe.

 

1. A identidade digital da biblioteca escolar

O conceito de identidade digital promove o questionamento conducente a práticas de autoavaliação e consequente melhoria. Nesse sentido, aconselha-se a que cada biblioteca responda a cada uma das vertentes enunciadas na definição abaixo. Este exercício deve ser feito de forma regular, para nortear a ação da biblioteca. 

Vejamos o conceito: 

“Conjunto de canais (plataformas digitais) que uma biblioteca gere e atualiza regularmente para, de forma interessada e organizada, partilhar uma multiplicidade de informação, conteúdos, recursos e serviços - online e/ ou offline - nas comunidades que serve, nomeadamente professores e alunos, com o fim último de melhorar o ensino e a aprendizagem, em todas as suas vertentes”. (J. Borges, 2018).

E agora as questões de fundo a que as bibliotecas devem responder:

  1. Que canais tem a biblioteca?
  2. Qual a periodicidade com que os atualiza?
  3. Qual o critério para a partilha de informação e de conteúdos?
  4. Qual a especificidade dos serviços que presta?
  5. O que a distingue das outras bibliotecas?
  6. Como contribui para melhorar o ensino e a aprendizagem?

 

Não podemos esquecer que a biblioteca deve criar e fazer parte de redes de aprendizagem mais amplas, no sentido de se manter atualizada. Para isso deve:

  • Explorar os interesses e as necessidades da sua comunidade;
  • Estar a par da investigação que é feita nas áreas de interesse em que atua;
  • Estar conectada a outras bibliotecas e instituições da área.

É assim que se criam redes de aprendizagem e é em rede que a identidade digital de cada biblioteca se fortalece e dissemina.

 

2. A curadoria de conteúdos

O grande desafio dos profissionais das bibliotecas é saber encontrar, filtrar, acrescentar valor e disseminar os conteúdos que respondem às necessidades da comunidade que servem.

Curadoria é o processo através do qual selecionamos, analisamos, filtramos, organizamos e partilhamos informação relevante e que nos chega de diferentes fontes. 

 

Nesse sentido, as etapas a seguir para proceder à curadoria de conteúdos são três:

1. Ler / consultar a informação em todo o tipo de canais (blogues, media, redes sociais, podcasts, vídeos,...)

2. Editorializar, isto é:

  • Fazer anotações,
  • Selecionar citações,
  • Resumir,
  • Ligar a outros trabalhos/ artigos/ páginas/...

3. Partilhar

  • Blogue ou página web,
  • Media,
  • Redes sociais.

 

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Servir a comunidade. Que serviços?

Os serviços que as bibliotecas prestam são fundamentais, devendo caracterizar-se pela fiabilidade, rapidez de resposta e personalização.

Os serviços que o Biblio Tubers defende adequam-se ao paradigma digital.

Se não vejamos:

  • Solicitar apoio com especialistas.
  • Ter acesso a sessões de literacia online.
  • Reservar salas para trabalho de grupo online com o apoio de um tutor se necessário e o acesso a recursos como: vídeoconferência, fórum de discussão, partilha de documentos, criação de documentos colaborativos.
  • Requisitar micro aulas temáticas.
  • Requisitar micro sessões para utilização de ferramentas, recursos da biblioteca, desenho de unidades didáticas para apoiar os docentes no ensino a distância.
  • Requisitar portáteis, tablets, câmaras, colunas, headphones, microfone, tripés... que, no contexto atual poderão ser entregues em casa, a partir dos meios que cada escola terá definido.
  • Ter acesso a recursos abertos, organizados por áreas temáticas e facilmente recuperados através de palavras chaves ou grande categorias.
  • Ter acesso a um repositório com resumos da matéria em formato áudio (podcasts) ou vídeo.
  • Contar com o serviço de help desk .

 

Nota: O serviço de help desk tem como funções acolher, informar, formar e orientar. Deve responder sempre que possível em tempo real, disponibilizando para isso os seguintes recursos que permitem a interação com o utilizador: 

  • FAQs,
  • Chat e/ou videoconferência, 
  • Formulários online,
  • E-mail de contacto.

Oiça aqui a síntese do artigo:

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Educação, Hoje

Perspetivas globais sobre a educação | OCDE

Março 24, 2020

Andreas Schleicher, Diretor do Departamento de Educação e Competências em Educação da OCDE, lançou, no passado dia 23 de março, um documento que, tendo em conta os dados do relatório TALIS de 2018 (Teaching and Learning International Survey), pretende deixar pistas para responder à grande questão que a Escola enfrenta atualmente: 

Como podem os professores e os sistemas educativos responder à pandemia do COVID-19?

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O Biblio Tubers apresenta as ideias principais deste documento, que está organizado em torno de quatro recomendações:

  1. Tirar partido da tecnologia
  2. Capacitar os professores e fomentar a inovação
  3. Criar comunidades
  4. Redefinir a liderança

 

A colaboração nacional e internacional, o redesenhar de currículos, a importância da identidade digital dos profissionais da educação e a criação de redes de aprendizagem são os grandes desafios que Andreas Schleicher nos deixa. 

Educação, Hoje

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As 10 recomendações da UNESCO, anotadas

Internet e Web: o tempo das comunidades

Março 20, 2020

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O mundo que conhecemos, hoje, reflete a evolução da internet, que influencia todas as áreas da nossa vida. Pessoal, profissional e social. Isto é, determina a forma como trabalhamos, nos divertimos, viajamos, fazemos compras...

Criada pelo exército americano em 1960, foi no final dos anos 80 do século XX que a internet começou a ser utilizada pelas empresas e universidades. A primeira página web foi criada em 1993.

Atualmente, não nos imaginamos sem ela. Como comunicaríamos? Como viveríamos em comunidade? Como nos ligaríamos?

E a resposta a estas perguntas torna-se mais pertinente quando, mercê da pandemia,  o mundo está a aprender... a ajustar-se... a tropeçar para ir mais longe... E o teletrabalho, o ensino a distância, a comunicação virtual estão aí para ficar. O mundo nunca mais será o mesmo.

As bibliotecas têm a missão de ligar pessoas, criar e servir comunidades. Fisicamente é cada vez mais difícil. Pela desadequação da oferta? Pela concorrência quase desleal de um mundo cada vez mais virtual e sempre acessível? Provavelmente.

As bibliotecas têm vindo a definir estratégias para se adequarem a estes tempos, apostando em programas digitais e na disponibilização de conteúdos e serviços online. "Ou seja, não os vences, junta-te a eles".

As organizações internacionais, cientes desta mudança de paradigma, mais acelerada do que seria expectável no final do ano 2019, têm lançado recomendações neste sentido.

Na área da educação, destacam-se as 10 recomendações da UNESCO, anotadas aqui pelo Biblio Tubers.

Clique na apresentação para a consultar:

10 recomendações sobre ensino a distância da UNESCO

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3 técnicas para aprender a aprender de acordo com a neurociência

Conselhos para os estudantes rentabilizarem o tempo e aprenderem mais e melhor

Fevereiro 03, 2020

Não restam dúvidas,  se soubermos como funciona o nosso cérebro, podemos otimizar o seu funcionamento.

No infográfico abaixo, numa linguagem simples e acessível, dão-se alguns conselhos que permitirão aos estudantes, rentabilizar o tempo e aprenderem mais e melhor.  

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Clique na imagem para a ver maior.

 

Oiça o comentário do Biblio Tubers sobre este artigo:

 

Leia aqui o artigo que está na origem deste post:

"Aprendendo a aprender": 3 técnicas indicadas por cientistas para qualquer pessoa melhorar nos estudos... 

Ao entendermos como nosso cérebro funciona, podemos tirar melhor proveito de como ele absorve informações e melhorarmos nosso desempenho, dizem pesquisadores. A volta às aulas às vezes é encarada com desânimo por muitos alunos, diante das dificuldades em aprender conteúdos difíceis ou se preparar para exames importantes, como o Enem. Mas será que há jeitos mais eficientes de estudar e de aprender, diferentes daqueles a que recorremos sempre?... 

Um livro recém-lançado no Brasil coloca isso em discussão. Aprendendo a Aprender para Crianças e Adolescentes - Como se Dar Bem na Escola (editora Best Seller) foi feito por três pesquisadores: a PhD Barbara Oakley, professora de Engenharia na Universidade e Oakland (EUA) e pesquisadora de psicologia cognitiva, o PhD Terrence Sejnowski, especialista em neurociência e neurobiologia computacional, e Alistair McConville, diretor de aprendizagem e inovação em uma escola britânica....

Oakley é a criadora de um curso online gratuito de mesmo nome ("Aprendendo a aprender") que foi um dos mais populares da plataforma Coursera em 2018, com mais de 1,7 milhão de pessoas inscritas. A pesquisadora ensina a tirar melhor proveito da forma como o cérebro registra informações, com base em evidências científicas. A experiência vem dela própria: como má aluna de matemática e ciências na escola, Oakley se dedicou a aprender essas disciplinas mais tarde na vida porque percebeu que com elas poderia melhorar suas perspectivas profissionais. O caminho para isso, diz, foi se tornar uma "boa aprendiz" e "mudar seu cérebro".

1. Empacou em um exercício? Nosso cérebro, diz Oakley, trabalha de dois jeitos diferentes, que se complementam no aprendizado: o modo focado (quando estamos prestando atenção a um exercício, a um filme ou ao professor, por exemplo) e o modo difuso (quando o cérebro está relaxado). "Acontece que o cérebro precisa alternar entre o modo difuso e o focado para aprender de forma efetiva", explica a cientista. Ou seja, relaxar a mente muitas vezes permite encontrar soluções para problemas — é o motivo pelo qual às vezes temos boas ideias durante caminhadas ou depois de uma boa noite de sono, quando o cérebro entra no modo difuso. Então, se você empacar em um exercício ou atividade, me...

Ler mais >> 

 

Referência: "Aprendendo a aprender": 3 técnicas indicadas por cientistas para qualquer pessoa melhorar nos estudos. (2020). Noticias.uol.com.br. Retrieved 3 February 2020, from https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2020/01/29/aprendendo-a-aprender-3-tecnicas-indicadas-por-cientistas-para-qualquer-pessoa-melhorar-nos-estudos.htm

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Tendências para 2020 | repositórios de recursos educativos abertos (REA)

Impacto na notoriedade das organizações educativas e no ciclo de aprendizagem

Dezembro 23, 2019

 

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Recursos educativos abertos (REA) são conteúdos educativos de acesso livre e gratuito que podem ser utilizados para ensinar, aprender, investigar, entre outros propósitos. Esta definição da Creative Commons segue a mesma filosofia das propostas pela UNESCO e pela OCDE, sendo o denominador comum:

  • os destinatários - alunos e professores;
  • os objetivos - ensinar, aprender e investigar;
  • os materiais/ conteúdos educativos - textos, vídeos, testes, software, ferramentas para acesso ao conhecimento, entre outros.

 

Dada a importância dos REA, o Biblio Tubers aposta nesta tendência para o ano 2020 e insta as organizações educativas, escolas, bibliotecas, professores, investigadores a apostarem na criação e disseminação destes repositórios digitais, dado o impacto que têm na visibilidade que atribuem ao conhecimento e às entidades que o promovem, bem como os benefícios associados ao processo de ensino e de aprendizagem.

 Inúmeros são os estudos que mostram os benefícios dos REA:

  • Alargar a audiência das instituições, valorizando o trabalho que aí é feito;
  • Maximizar a visibilidade e o impacto do trabalho realizado pela instituição;
  • Divulgar o capital humano de uma comunidade educativa;
  • Coligir e fazer a curadoria digital do que de melhor se faz nas áreas de estudo;
  • Gerir, avaliar e divulgar as atividades de pesquisa e ensino;
  • Fomentar o trabalho colaborativo e o envolvimento nos projetos da instituição; 
  • Favorecer e incentivar abordagens interdisciplinares;
  • Facilitar o desenvolvimento e a partilha de materiais digitais educativos;
  • Apoiar os alunos, fornecendo acesso a conteúdos de interesse.

 

A aposta na criação de repositórios digitais implica um compromisso da organização, pois é necessário proceder à gestão e disseminação dos recursos digitais criados pelos membros da comunidade, de que são exemplo:

  • Artigos ou pesquisas de interesse para a instituição
  • Periódicos
  • Trabalhos publicados com comentários de leitores
  • Conferências
  • Material didático
  • Projetos de alunos
  • Dados resultantes de projetos de pesquisa
  • Relatórios
  • Fotografias e gravações de vídeo
  • Podcasts
  • Software
  • Documentação técnica
  • Pesquisas etc.

 

Os repositórios digitais tornar-se-ão cada vez mais ferramentas essenciais para as instituições educativas, parecendo-nos mesmo que poderão distinguir as organizações aprendentes e inovadoras das tradicionais. Num mundo em que a Internet dos sentidos* já é uma realidade, o acesso aberto e a disseminação da produção intelectual das organizações educativas será a marca distintiva num mercado cada vez mais competitivo, como é o da educação. 

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*A Internet dos sentidos cria uma experiência ao utilizador que envolve o cérebro, o olfato, a visão, o paladar, o tato e a audição.

 

Imagens by Ericsson ConsumerLab, December 2019.

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As bibliotecas ganham espaços | avaliar para aprender

A avaliação do programa Biblioteca Criativa, na Galiza

Dezembro 22, 2019

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O programa Biblioteca Criativa, com três anos de existência apresenta no artigo abaixo transcrito os avanços, as dificuldades, os erros e as reflexões resultantes da avaliação deste programa que envolveu 79 bibliotecas escolares. Na origem do projeto esteve a necessidade de transformar as bibliotecas escolares para acolherem todo o tipo de atividades que pudessem interessar a alunos, professores e famílias. Pretendeu-se melhorar a comunicação e a expressão oral, o raciocínio lógico, a criatividade, o trabalho colaborativo, a investigação, a aprendizagem manipulativa e o jogo.

O Biblio Tubers tem vindo a publicar artigos nesta área, pelo que o presente relatório se reveste de interesse, apresentando-se, de seguida, os aspetos mais relevantes:

1. Os espaços criados nas bibliotecas (para além dos espaços interiores, foram também criados espaços exteriores, fixos e/ou amovíveis) pretendem reconfigurá-la, levando-a para além do trabalho quase exclusivo com a leitura e criando novos espaços mais consentâneos com as necessidades pedagógicas que pretendem servir contextos capazes de desenvolver competências chave.

  • Rádio
  • Espaço criativo
  • Criação audio-visual
  • Laboratório
  • Cozinha
  • Teatro
  • Música
  • Atelier

 

2. Os materiais adquiridos para os novos espaços permitiram enriquecer as coleções com múltiplos recursos e ferramentas que, acompanhando os livros, ampliam a sua possibilidade de utilização e interação.

  • Robótica
  • Impressão 3D
  • Ecrãs multitácteis
  • Tablets
  • Equipamento audiovisual
  • Equipamento rádio
  • Materiais artísticos
  • Materiais de laboratório
  • Mobiliário específico

 

3. Formação e acompanhamento que se revelaram fundamentais para a implicação da comunidade. De realçar que a comunidade educativa incluiu não só os alunos e professores, mas também a família e o projeto contou com o apoio de inúmeros parceiros.

 

4. O impacto positivo do programa para alunos e professores

  • Os novos recursos despertaram a curiosidade dos alunos, o que permitiu introduzi-los em novas dinâmicas de aprendizagem
  • Os professores incorporaram estes recursos na sua prática diária
  • A aceitação por parte da comunidade educativa de que a biblioteca vai para além da leitura e do silêncio
  • A inclusão progressiva nas tarefas da aula das inúmeras possibilidades oferecidas pela biblioteca
  • Os recursos e o espaço permitem levar a cabo aprendizagens com grande protagonismo e motivação dos alunos
  • A participação no espaço criativo da biblioteca traduz-se em colaboração e trabalho em grupo
  • A igualdade de oportunidades
  • Os professores desenvolvem novas competências
  • A presença em todos os espaços das escolas
  • O apoio ao currículo através das competências que se promovem
  • A ligação com o trabalho por projetos
  • O trabalho colaborativo e entre níveis de ensino

 

Como nota de conclusão, o Biblio Tubers realça a importância atribuida pela equipa coordenadora do programa à avaliação e à criação de estudos e investigações sobre o impacto deste espaço nas aprendizagens.

O mesmo repto se deixa aqui às bibliotecas portuguesas.

bibliotecas_56.jpgAs bibliotecas gañan espazos. Avaliar para aprender
 
“O máis importante non é o feito de avaliar, nin sequera o xeito de facelo, senón ao servizo de quen se fai”.


Entrando xa no cuarto ano de desenvolvemento do programa “Biblioteca Creativa”, considerouse necesaria unha avaliación que permitise coñecer o momento no que se está e as múltiples iniciativas que en cada centro se están a desenvolver ao abeiro do programa. O encontro previsto para o mes de outubro constituíu un contexto ideal para compartir os avances, tamén as dificultades, os logros e as reflexións que están a xurdir.

 

Referências: As bibliotecas gañan espazos. Avaliar para aprender | Eduga. (2019). Edu.xunta.gal. Retrieved 22 December 2019, from http://www.edu.xunta.gal/eduga/1832/biblioteca-escolar/bibliotecas-ganan-espazos-avaliar-para-aprender

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